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MAMÃO COM AÇUCAR PARA EMANUEL

“As acusações de Edna são gravíssimas, e ela deveria questionar o comportamento dos colegas na Justiça”

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“Eu fiquei surpresa, obviamente, com o sorteio. Não esperava isso, mas é um desafio que está colocado. Eu acho que é importante que a população cuiabana tenha em mente que haverá um processo e esse processo será justo, legal, com ampla possibilidade de defesa, bem diferente daquilo daquele que eu sofri aqui. Eu optei por não entrar no debate político sobre a questão da cassação do prefeito, porque não queria fazer isso um palco para mim, mas que aconteceu foi que eu fui sorteada e obviamente isso é algo que eu não esperava. É uma ironia, que os deuses, o cosmo universo, seja lá quem no que a gente acredite, possibilitou na manhã de hoje”.

Disse a vereadora pelo Partido dos Trabalhadores (PT), quando foi escolhida para compor a Comissão Processante, juntamente com Rogério Varanda (MDB) e Wilson Kero Kero (Podemos), que avalia uma possível cassação do Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), ela teria disto na época que iria usar um instrumento institucional como ferramenta de perseguição e de vingança. Ela afirmou que não esperava ser sorteada para compor o grupo e comentou que poderia ser “uma ironia” dos deuses ou do universo.

Recentemente, a parlamentar do Partido dos Trabalhadores (PT), solicitou seu desligamento da Comissão Processante na Câmara Municipal de Cuiabá, e o motivo de sua saída é que a Comissão vinha desrespeitando o rito legal de maneira proposital, para levar à nulidade o processo de cassação contra o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, e que essa estratégia atende tanto aos interesses dos vereadores, que votarão pela cassação visando preservar sua imagem perante a população, quanto aos do prefeito que, com a nulidade, voltará ao Palácio Alencastro pela via judicial.

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A parlamentar enfatizou que não pode ficar em uma comissão que já tem, previamente, o resultado a ser produzido.

“É uma comissão de faz de conta, então eu não vou poder, infelizmente, continuar”.

Após sua saída da Comissão Processante, Edna Sampaio fez declarações contundentes à imprensa, acusando seus colegas de conduzirem os trabalhos da comissão “ao arrepio da lei”, e rebateu as críticas de tumulto nos trabalhos da Comissão, afirmando que seus colegas, os vereadores Kero Kero e Rogério Varanda, estavam conduzindo a Comissão de forma irregular para gerar nulidade no processo. Ela destacou que todas as reuniões foram gravadas e suas justificativas para sair da Comissão estão documentadas.

A vereadora afirmou que, mesmo após sua saída, tentaram criar uma situação para invalidar o processo, mas ressaltou que todas as ações foram legais. Edna Sampaio alertou para as tentativas de responsabilizá-la pelas irregularidades, quando na verdade, segundo ela, a própria condução da comissão é que tem gerado elementos para a nulidade.

Ela também destacou a convergência de opiniões entre a base do Prefeito de Cuiabá, e a oposição, indicando que ambos os lados questionam a legitimidade da comissão. Edna Sampaio criticou a Comissão, considerando-a uma fachada que visa proteger vereadores que agora se posicionam como oposição, mas que anteriormente votaram contra processos de cassação do prefeito na Casa de Leis.

“O que está se preparando é um “mamão com açúcar” para o prefeito e uma solução política em que todos vão votar a favor da cassação, porque, afinal de contas, aqui não há outro interesse que não salvar os seus próprios mandatos. E salvar os seus próprios mandatos significa ficar do lado oposto do prefeito“.

Emanuel sugere investigação contra Edna Sampaio

O Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), sugeriu aos vereadores que abram uma nova investigação contra Edna Sampaio (PT), por conta das últimas declarações da petista em relação à Comissão Processante (CP) aberta contra o chefe do Executivo Municipal no Parlamento Cuiabano.

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Para Emanuel Pinheiro, as acusações de Edna Sampaio são gravíssimas, e ela deveria questionar o comportamento dos colegas na Justiça, na Procuradoria da Casa de Leis e não sair atirando “igual metralhadora”.

“Isso depõe contra ela. A vereadora Edna como sempre faz, e é uma de suas características sai atirando para todo lado, sem provas, sem fundamentação. Estava na Comissão aí sai fazendo uma denúncia sem pé nem cabeça. Será que ela formalizou essa denúncia? Tomou alguma atitude, sem ser essa metralhadora? Os membros da Comissão Processante (CP) deveriam interpelá-la e questioná-la formalmente. Suponho que eles façam isso, por causa da gravidade das acusações“.

Questionado sobre se o teor e a fundamentação da Comissão Processante (CP), que estaria sendo “facilitada” pelos vereadores da Comissão, Emanuel rechaçou a tese e classificou a acusação de mera especulação.

“A Câmara tem toda a autonomia para abrir, investigar e defender esta Comissão Processante. Eu não tive acesso ao conteúdo da peça e estou na fase de apresentar minha defesa. O que eu mencionei antes é que o pedido original, proposto pelo vereador Fellipe Correa (PL), está baseado em uma decisão que ficou de pé por três dias. Ou seja, não existe no mundo jurídico“.

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Política

Valdir Teis freia disputa política por vaga no TCE/MT ao rejeitar aposentadoria

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As articulações políticas em torno de uma possível vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) perderam força após o conselheiro Valdir Teis afastar, de maneira categórica, qualquer intenção de se aposentar. A declaração encerra uma série de especulações que vinham mobilizando parlamentares e lideranças políticas interessadas em uma eventual sucessão na Corte de Contas.

A definição foi apresentada pelo próprio conselheiro durante sessão realizada na terça-feira (13), quando afirmou publicamente que pretende permanecer em suas funções. Ao se posicionar de forma clara sobre o assunto, Teis colocou fim aos rumores que circulavam nos bastidores da política mato-grossense e que alimentavam expectativas quanto à abertura de uma vaga no órgão de controle externo.

Segundo o conselheiro, apesar de ter recebido sugestões para encerrar sua trajetória no Tribunal de Contas, sua decisão é continuar atuando na instituição. Ele ressaltou que ainda possui disposição para desempenhar suas atribuições e contribuir com o trabalho desenvolvido pelo TCE/MT. Embora tenha confirmado a existência de aconselhamentos para deixar o cargo, não revelou a identidade das pessoas que fizeram tais recomendações.

A manifestação de Valdir Teis impacta diretamente os grupos políticos que já avaliavam cenários para uma eventual sucessão. Nos últimos meses, parlamentares e lideranças partidárias passaram a discutir, ainda que informalmente, possíveis candidatos para ocupar a cadeira caso a aposentadoria fosse confirmada.

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O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), confirmou que houve movimentações de bastidores motivadas pelos rumores envolvendo o futuro do Conselheiro. Entretanto, destacou que nenhuma tratativa oficial foi iniciada e que não houve a formalização de qualquer procedimento relacionado à abertura da vaga.

De acordo com Max Russi, alguns deputados procuraram a presidência da Assembleia Legislativa Mato-grossense, para demonstrar interesse em participar das discussões sobre uma eventual indicação ao cargo. Entre os nomes mencionados nos bastidores estavam os deputados Júlio Campos (UB), Eduardo Botelho (MDB), Carlos Avallone (PSDB) e Dilmar Dal Bosco (UB), todos apontados como possíveis postulantes em caso de vacância.

Apesar da movimentação política, o presidente da Assembleia Legislativa enfatizou que as conversas não avançaram além do campo especulativo. Segundo ele, nenhum documento oficial foi protocolado ou encaminhado à Mesa Diretora, o que demonstra que as tratativas permaneceram restritas a discussões informais entre parlamentares e grupos políticos.

Ao comentar o assunto, Max Russi observou que o interesse pelo cargo é compreensível em razão da relevância institucional do Tribunal de Contas. No entanto, ponderou que a decisão sobre uma eventual aposentadoria pertence exclusivamente ao Conselheiro, uma vez que envolve fatores pessoais, profissionais e a avaliação de uma trajetória construída ao longo dos anos no serviço público.

O parlamentar também recordou que, caso uma vaga viesse a ser aberta, caberia à Assembleia Legislativa conduzir o processo de discussão e escolha do indicado, observando os critérios e procedimentos previstos na legislação. Como exemplo, citou o processo que resultou na indicação do ex-deputado estadual Guilherme Maluf para integrar o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT).

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Com a decisão anunciada por Valdir Teis, o cenário político volta à estabilidade no âmbito da Corte de Contas. Ao reafirmar sua permanência e declarar que ainda possui muito trabalho a realizar na instituição, o Conselheiro encerra, ao menos por ora, as especulações sobre sua saída e adia qualquer debate concreto sobre sucessão no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT).

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