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REFORMA TRIBUTÁRIA INVIABILIZA SETOR PRODUTIVO

Medeiros critica ataques de Lula ao Agronegócio

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“O Agronegócio foi responsável por 26% da atividade econômica do Brasil, em 2020. Quase metade de tudo que foi exportado no ano passado veio do campo. É um setor fundamental para a geração de empregos, renda e divisas e uma reforma tributária descalibrada poderá inviabilizar essa continuidade”.

A Câmara dos Deputados e o Senado Federal estão atualmente discutindo a Reforma Tributária no Brasil, e o setor Agropecuário está acompanhando de perto essas discussões.

A Confederação Nacional de Agricultura (CNA), o Instituto Pensar Agro e a Frente Parlamentar da Agropecuária, entre outras entidades, estão preocupados com os impactos que as duas propostas de Reforma Tributária em discussão (PEC 45 e PEC 110) terão no setor.

As Propostas de Emenda Constitucional (PECs) de números 45 e 110, do jeito que estão redigidas, poderão causar a elevação em 573% da carga tributária do setor agropecuário, segundo cálculos levantados pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA).

De acordo com o que propõem as duas PECs, a Reforma Tributária deverá estabelecer um tributo único, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), com uma alíquota de, no mínimo, 25%.

Reforma Tributária vai inviabilizar setor produtivo

O deputado federal pelo Partido Liberal (PL), José Antonio Medeiros, membro titular da Comissão de Agricultura da Câmara Federal, o criticou os recorrentes ataques que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vem fazendo ao Agronegócio e a tentativa de inviabilizar o setor produtivo brasileiro com a proposta de Reforma Tributária defendida pelo Governo Federal.

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Medeiros também cita o crescimento do número de invasões de terras no país na gestão petista e a omissão dos atuais governantes.

“Eu fico estarrecido com os discursos do presidente da República. Além de mentir, que é uma prática corriqueira, o presidente ataca o agronegócio brasileiro afirmando que o setor é irresponsável, que utiliza agrotóxico sem se preocupar com a saúde das pessoas, que mais de 80% das terras brasileiras veem de escrituras falsas, entre outros absurdos. É um total desrespeito com quem produz, que trabalha de forma legal, respeita a legislação ambiental e ajuda a alimentar Mato Grosso, o Brasil e o mundo. O desgoverno do PT é uma coisa assustadora. O Brasil quer saber que horas o PT vai começar a trabalhar”, dispara Medeiros, que vai fazer a defesa do pequeno, médio e grande produtor na Comissão de Agricultura.

Para o parlamentar, que é vice-presidente da Frente Conservadora pela Liberdade na Câmara Federal, a reforma é necessária para descomplicar o sistema tributário e reduzir tributos. No entanto, Medeiros ressalta que a proposta do PT é aumentar impostos e a taxação.

“Precisamos ampliar o debate sobre a reforma tributária e buscar um equilíbrio sem penalizar setores e consequentemente a população. Não podemos deixar que o PT destrua o que foi construído nos últimos anos”.

Ele acrescenta ainda, que o aumento de impostos e da taxação impacta diretamente na mesa do consumidor.

“Além de querer aumentar impostos, o início do governo do PT vem sendo marcado por medidas que impactaram no aumento dos combustíveis, recordes no desmatamento, crescimento do desemprego, alianças com ditaduras, instabilidade econômica e jurídica. Mesmo com tudo isso, o Lula não quer descer do palanque”. 

Medeiros, que é um ferrenho defensor da instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as recentes invasões do Movimento dos Trabalhadores Rurais em Terra (MST), lembra que nos primeiros três meses do governo Lula esse tipo de crime tenha aumento no Brasil e já ultrapassa os números registrados no primeiro ano da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“A CPI do MST vai investigar as invasões, seus financiadores e incentivadores. Não podemos aceitar que esse tipo de crime volte a crescer no país. O direito à propriedade precisa ser respeitado”.

Segundo dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) foram registrados em 2019 no Brasil 11 invasões a propriedade privada rurais. Somente nos primeiros meses deste ano, 13 invasões já foram computadas pelo instituto.

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A CPI do MST já atingiu o número mínimo de 172 assinaturas parlamentares e foi apresentada à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados na última quarta-feira (15). Agora, cabe ao presidente da Casa, deputado Arthur Lira (PP-AL), a decisão de instalar a Comissão.

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Política

Pivetta lidera com 54% dos votos válidos e consolida vantagem na véspera do pleito em Mato Grosso

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A disputa pelo Palácio Paiaguás alcança o seu momento decisivo no Estado de Mato Grosso com a divulgação do mais recente levantamento eleitoral conduzido pelo Instituto Quaest neste sábado, 3 de outubro, véspera do primeiro turno das Eleições 2026. Segundo os dados apurados, o candidato Otaviano Pivetta (Republicanos) lidera a corrida governamental ao alcançar 54% da preferência dos votos válidos. Em segundo lugar figura o senador Wellington Fagundes (PL), com 28%, seguido pela Doutora Natasha (PSD), que soma 13%. O quadro dos sufrágios válidos completa-se com as pontuações do Sargento Laudicério (Agir), detentor de 3%, além de Maurício Coelho (Mobiliza) e Rafaell Milas (Missão), ambos registrando 1% das intenções de voto.

A verificação do eleitorado sul-mato-grossense ocorreu rigorosamente entre os dias 2 e 3 de outubro por meio da oitiva presencial de 1.800 cidadãos com idade igual ou superior a 16 anos. O levantamento estatístico foi encomendado formalmente pela Rede Mato-grossense de Comunicação (RMC) para mensurar o panorama político nas vésperas da votação oficial. O estudo obteve seu registro regular perante a Justiça Eleitoral sob o protocolo oficial MT-02649/2026 junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assegurando a legalidade da divulgação técnica do estudo de opinião pública no território estadual.

A apuração metodológica fundamenta-se na aferição exata dos votos válidos, sistemática adotada de forma oficial pela Justiça Eleitoral para determinar o resultado definitivo das urnas no país. O modelo estatístico aplicado pela Quaest emprega o critério do likely voter, fórmula técnica que pondera o perfil demográfico do eleitorado e seu grau real de propensão ao comparecimento nas urnas para projetar a tendência das urnas com maior exatidão. Esse método desconsidera do cálculo final as escolhas nulas, os votos em branco e o percentual estimado de abstenção eleitoral, exigindo ao líder a obtenção de metade mais um dos votos válidos para arrematar a vitória sem necessidade de segundo turno.

A liderança consolidada de Otaviano Pivetta sustenta-se em uma trajetória de crescimento expressivo dentro da contabilização dos votos totais, modalidade estatística que incorpora as manifestações nulas, brancas e a parcela de eleitores indecisos. No comparativo em relação à sondagem anterior, realizada em 25 de setembro, Pivetta saltou de 29% para 40% das intenções totais de voto. Simultaneamente, Wellington Fagundes apresentou uma oscilação em sentido inverso, recuando de 27% para 20%, enquanto a Doutora Natasha permaneceu estável com 11%. Os demais postulantes Sargento Laudicério (2%), Rafaell Milas (1%) e Maurício Coelho (1%) mantiveram-se nos patamares prévios, ao passo que os votos brancos, nulos ou abstenções declaradas atingiram 6% e os indecisos somaram 19%.

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O cenário espontâneo de intenção de voto revela um avanço significativo na cristalização da escolha do eleitorado a poucas horas do pleito, registrando queda expressiva da indefinição geral. A parcela de eleitores que declarava não saber em quem votar sem a apresentação de cartela nominativa caiu bruscamente de 65% para 52%. Nesse ambiente sem estímulo visual, a preferência por Otaviano Pivetta expandiu de 16% para 27%, ao passo que a menção a Wellington Fagundes subiu para 10% e a lembrança da Doutora Natasha alcançou 6%. As citações a outros nomes pontuaram 1%, com brancos e nulos mantidos em 4%, demonstrando uma aceleração no afunilamento das escolhas populares na reta final.

O elevado nível de definição demonstrado pelos eleitores é atestado pela firmeza dos dados qualitativos colhidos durante a pesquisa de campo promovida pela instituição de pesquisa. Entre os entrevistados que já manifestaram a opção expressa por determinado postulante, expressivos 80% classificam sua escolha eleitoral como definitiva e inalterável para o pleito deste domingo. Em contrapartida, uma fração correspondente a 20% dos eleitores locais admite que ainda poderá mudar de ideia até o momento de digitação do voto no teclado da urna eletrônica, mantendo uma margem residual de volatilidade que mobiliza a atenção das campanhas partidárias.

A despeito da consolidação da liderança nas intenções declaradas, os índices de engajamento do eleitorado frente ao processo político estadual expõem uma participação marcada pela cautela do público geral. Apenas 36% dos cidadãos abordados afirmaram estar muito interessados na atual disputa pelo Governo do Estado de Mato Grosso. A maior fatia das respostas concentrou-se no grupo que se declara pouco interessado na eleição, somando 41%, ao passo que 22% afirmaram não ter nenhum interesse nas decisões eleitorais e apenas 1% dos pesquisados optou por não responder ou declarou desconhecimento em relação ao tema.

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Nas projeções analíticas elaboradas pelo instituto para eventuais disputas de segundo turno, Otaviano Pivetta prevalece com vantagem larga em todas as simulações confrontadas na pesquisa. Em um eventual embate direto contra Wellington Fagundes, o candidato do Republicanos alcança 48% das intenções contra 30% do adversário do PL, revertendo o cenário do levantamento anterior em que Fagundes liderava por 41% a 36%. Na hipótese de confronto contra a Doutora Natasha, Pivetta amplia sua margem, vencendo por 53% a 25%. Em um terceiro cenário simulado entre Wellington Fagundes e Doutora Natasha, o candidato liberal soma 44% das intenções contra 27% da candidata do PSD.

A margem de erro estimada para o presente levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando o índice de confiança estatístico fixado em 95%. Esse intervalo científico significa que, sob as mesmas condições metodológicas de amostragem, existe uma probabilidade de noventa e cinco por cento de os resultados retratarem com precisão o real quadro do eleitorado mato-grossense no momento de realização do estudo. As pequenas variações observadas dentro desse espectro numérico enquadram-se nas oscilações normais previstas pela teoria estatística aplicada ao campo das ciências sociais e do comportamento político.

A importância jornalística e política destes dados reside no fato de que o levantamento retrata com rigor técnico a fotografia do momento eleitoral na véspera imediata da votação. Com o avanço expressivo dos votos válidos de Pivetta acima do patamar de 50%, a pesquisa aponta a probabilidade real de encerramento da disputa majoritária estadual ainda na etapa de primeiro turno.

Entretanto, a presença de 19% de indecisos na amostragem de votos totais e o contingente de 20% de eleitores dispostos a rever a escolha preservam um componente dinâmico que será rigorosamente testado no momento da abertura das urnas eletrônicas em todo o Estado.

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