FALTANDO APENAS 11 DIAS DAS ELEÇÕES
Abstenção: risco do segundo turno na reta final
Quartouuu, e o que temos para hoje? Para está quarta-feira temos o maior campeão brasileiro, o Palmeiras na Libertadores e ainda o “Guri Refestelado da Guarita” chegando com sua Monark Barra Forte, querendo saber as chances vitória de Lula ou de Flavio, neste segundo turno, já que está faltando 11 dias.
Não satisfeito, ainda tá gritando pelas ruas do Corsário a tática 2018: “vira-voto, não vai virar! Eu vi, eu tava lá“. Calma pequeno gafanhoto, pega seu banquinho, papel, caneta e senta aí.
Primeiro, vamos explicar aos internautas do Blog do Valdemir o que significa “vira-voto” que ganhou destaque em 2018, quando artistas organizaram campanhas nas capitais para reunir votos a Fernando Haddad (PT), que perdeu o pleito eleitoral para Jair Bolsonaro (na época no PSL), com placar de 55,1% a 44,9% no segundo turno.
Agora, vamos lá pequeno gafanhoto: vira-voto é uma tática de mobilização eleitoral que busca convencer eleitores de adversários, indecisos ou que se abtêm a votar em determinado candidato.
A estratégia costuma valer -se de um forte apelo ao voto útil, em que o eleitor define sua escolha de forma mais pragmática, sobrepondo-se a sua primeira opção, muitas vezes por rejeição a algum candidato.
Segue o fluxo!
Chances de Lula virar
É possível, desde que os “coordenadores” da campanha do petista, faça adequações na campanha, especialmente nas prioridades de apresentação de temas nos últimos dias do segundo turno.
Entretanto, contudo, todavia, o que está ocorrendo é o que ocorreu no primeiro turno. Houve uma priorização de desconstruir a imagem de Flávio Bolsonaro, principalmente com relação a corrupção.

Mas a corrupção sempre é um problema da esquerda em qualquer parte do mundo.
Quem ganha é a extrema direita, sobre a qual dificilmente o tema de corrupção tem efeitos negativos do ponto de vista eleitoral. Por isso, é mais difícil de colar o efeito negativo.
Lula tem mais margem para ganhar votos se apresentar ao eleitor temas que dialoguem com o futuro.
Além de tentar desconstruir a imagem de Flávio, a aposta temática da campanha de Lula no primeiro turno foi basicamente olhar para o passado.
O Boteco da Alameda dá uma consultoria de graça para os “intelectuais” petistas, pega a visão: nestes últimos 11 dias, exigirá algo mais do que já foi feito. Uma correção de rumo na campanha, com mais foco em uma agenda econômica aglutinadora.
Acorda! É hora de buscar compromissos mais simples que sinaliza solidez e sustentabilidade de sua agenda para o país, diante dos riscos e das incertezas do programa de Flávio ainda desconhecido pela maioria.
Flávio não é inseguro
Flávio Bolsonaro tem vantagem. A estratégia de uma campanha que está na frente é de defesa, de esperar o ataque e responder ao ataque. O ataque sempre é prejudicial a quem ataca também: você faz uma crítica e uma prática vai se voltar contra você.
Senão vejamos e convenhamos: quando o “Exército de Lula” ataca o tema da corrupção, o efeito bumerangue é muito forte. Por isso, sempre tem que medir se vale a pena mesmo atacar ou não.
Flávio tem que esperar e tentar convencer o eleitor de que um Governo Flávio não é tão inseguro como a campanha do PT tenta mostrar.
Flávio Bolsonaro também disputa mais votos entre os eleitores que não compareceram ao primeiro turno ou não convictos de um voto em Lula e poderiam mudar sua escolha no dia 25 de outubro.

O Boteco vai falar
Segundo o Boteco da Alameda, um dos motivos que leva a abstenção é a descrença no sistema e na representação política. O eleitor que se afasta das urnas não está politicamente vazio. Ele está disponível para quem fala a sua língua empreendedorismo, autonomia, desconfiança das instituições.
Eita lasqueira!!
Pega aí: em 2026, Mato Grosso registrou a quinta maior taxa de abstenção, 585.668 eleitores aptos a votar no Estado não compareceram às urnas, o que equivale a 22,20% do eleitorado.
Apesar da posição entre os estados com mais ausências, Mato Grosso apresentou uma redução em relação às últimas eleições gerais. Senão vejamos: em 2014, ficou em 22,91%, em 2018 chegou a 24,55% em 2022 chegou a 23,40%.
No Brasil, cerca de 33,4 milhões de pessoas não foram as urnas. O número absoluto superou os 32,7 milhões registrados em 2022, quando a taxa de abstenção foi de 20,9%.
O percentual de 2026, porém, não o maior da serie: em 1998, a ausência no primeiro turno das eleições gerais chegou a 21, 49%.
Nota de rodapé: o segundo turno de 25 de outubro, a ser disputado entre Lula e Flávio Bolsonaro, vai definir se o Brasil segue como o principal governo da esquerda da América Latina ou se caminhará para aderir ao bloco da direita que passou a governar a maior parte da América do Sul.
Flávio chega a disputa na frente, com 47% dos votos válidos no primeiro turno, contra 45% do petista. Hoje, o Instituto Quaest divulga a sua primeira pesquisa do segundo turno e a Datafolha divulga amanhã, quinta-feira.
Segue o fluxo!!
Política
Valdir Teis freia disputa política por vaga no TCE/MT ao rejeitar aposentadoria
As articulações políticas em torno de uma possível vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) perderam força após o conselheiro Valdir Teis afastar, de maneira categórica, qualquer intenção de se aposentar. A declaração encerra uma série de especulações que vinham mobilizando parlamentares e lideranças políticas interessadas em uma eventual sucessão na Corte de Contas.
A definição foi apresentada pelo próprio conselheiro durante sessão realizada na terça-feira (13), quando afirmou publicamente que pretende permanecer em suas funções. Ao se posicionar de forma clara sobre o assunto, Teis colocou fim aos rumores que circulavam nos bastidores da política mato-grossense e que alimentavam expectativas quanto à abertura de uma vaga no órgão de controle externo.
Segundo o conselheiro, apesar de ter recebido sugestões para encerrar sua trajetória no Tribunal de Contas, sua decisão é continuar atuando na instituição. Ele ressaltou que ainda possui disposição para desempenhar suas atribuições e contribuir com o trabalho desenvolvido pelo TCE/MT. Embora tenha confirmado a existência de aconselhamentos para deixar o cargo, não revelou a identidade das pessoas que fizeram tais recomendações.
A manifestação de Valdir Teis impacta diretamente os grupos políticos que já avaliavam cenários para uma eventual sucessão. Nos últimos meses, parlamentares e lideranças partidárias passaram a discutir, ainda que informalmente, possíveis candidatos para ocupar a cadeira caso a aposentadoria fosse confirmada.
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), confirmou que houve movimentações de bastidores motivadas pelos rumores envolvendo o futuro do Conselheiro. Entretanto, destacou que nenhuma tratativa oficial foi iniciada e que não houve a formalização de qualquer procedimento relacionado à abertura da vaga.
De acordo com Max Russi, alguns deputados procuraram a presidência da Assembleia Legislativa Mato-grossense, para demonstrar interesse em participar das discussões sobre uma eventual indicação ao cargo. Entre os nomes mencionados nos bastidores estavam os deputados Júlio Campos (UB), Eduardo Botelho (MDB), Carlos Avallone (PSDB) e Dilmar Dal Bosco (UB), todos apontados como possíveis postulantes em caso de vacância.
Apesar da movimentação política, o presidente da Assembleia Legislativa enfatizou que as conversas não avançaram além do campo especulativo. Segundo ele, nenhum documento oficial foi protocolado ou encaminhado à Mesa Diretora, o que demonstra que as tratativas permaneceram restritas a discussões informais entre parlamentares e grupos políticos.
Ao comentar o assunto, Max Russi observou que o interesse pelo cargo é compreensível em razão da relevância institucional do Tribunal de Contas. No entanto, ponderou que a decisão sobre uma eventual aposentadoria pertence exclusivamente ao Conselheiro, uma vez que envolve fatores pessoais, profissionais e a avaliação de uma trajetória construída ao longo dos anos no serviço público.
O parlamentar também recordou que, caso uma vaga viesse a ser aberta, caberia à Assembleia Legislativa conduzir o processo de discussão e escolha do indicado, observando os critérios e procedimentos previstos na legislação. Como exemplo, citou o processo que resultou na indicação do ex-deputado estadual Guilherme Maluf para integrar o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT).
Com a decisão anunciada por Valdir Teis, o cenário político volta à estabilidade no âmbito da Corte de Contas. Ao reafirmar sua permanência e declarar que ainda possui muito trabalho a realizar na instituição, o Conselheiro encerra, ao menos por ora, as especulações sobre sua saída e adia qualquer debate concreto sobre sucessão no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT).
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