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UM BALDE DE ÀGUA FRIA NOS INTERESSADOS

Valdir Teis freia disputa política por vaga no TCE/MT ao rejeitar aposentadoria

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As articulações políticas em torno de uma possível vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) perderam força após o conselheiro Valdir Teis afastar, de maneira categórica, qualquer intenção de se aposentar. A declaração encerra uma série de especulações que vinham mobilizando parlamentares e lideranças políticas interessadas em uma eventual sucessão na Corte de Contas.

A definição foi apresentada pelo próprio conselheiro durante sessão realizada na terça-feira (13), quando afirmou publicamente que pretende permanecer em suas funções. Ao se posicionar de forma clara sobre o assunto, Teis colocou fim aos rumores que circulavam nos bastidores da política mato-grossense e que alimentavam expectativas quanto à abertura de uma vaga no órgão de controle externo.

Segundo o conselheiro, apesar de ter recebido sugestões para encerrar sua trajetória no Tribunal de Contas, sua decisão é continuar atuando na instituição. Ele ressaltou que ainda possui disposição para desempenhar suas atribuições e contribuir com o trabalho desenvolvido pelo TCE/MT. Embora tenha confirmado a existência de aconselhamentos para deixar o cargo, não revelou a identidade das pessoas que fizeram tais recomendações.

A manifestação de Valdir Teis impacta diretamente os grupos políticos que já avaliavam cenários para uma eventual sucessão. Nos últimos meses, parlamentares e lideranças partidárias passaram a discutir, ainda que informalmente, possíveis candidatos para ocupar a cadeira caso a aposentadoria fosse confirmada.

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O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), confirmou que houve movimentações de bastidores motivadas pelos rumores envolvendo o futuro do Conselheiro. Entretanto, destacou que nenhuma tratativa oficial foi iniciada e que não houve a formalização de qualquer procedimento relacionado à abertura da vaga.

De acordo com Max Russi, alguns deputados procuraram a presidência da Assembleia Legislativa Mato-grossense, para demonstrar interesse em participar das discussões sobre uma eventual indicação ao cargo. Entre os nomes mencionados nos bastidores estavam os deputados Júlio Campos (UB), Eduardo Botelho (MDB), Carlos Avallone (PSDB) e Dilmar Dal Bosco (UB), todos apontados como possíveis postulantes em caso de vacância.

Apesar da movimentação política, o presidente da Assembleia Legislativa enfatizou que as conversas não avançaram além do campo especulativo. Segundo ele, nenhum documento oficial foi protocolado ou encaminhado à Mesa Diretora, o que demonstra que as tratativas permaneceram restritas a discussões informais entre parlamentares e grupos políticos.

Ao comentar o assunto, Max Russi observou que o interesse pelo cargo é compreensível em razão da relevância institucional do Tribunal de Contas. No entanto, ponderou que a decisão sobre uma eventual aposentadoria pertence exclusivamente ao Conselheiro, uma vez que envolve fatores pessoais, profissionais e a avaliação de uma trajetória construída ao longo dos anos no serviço público.

O parlamentar também recordou que, caso uma vaga viesse a ser aberta, caberia à Assembleia Legislativa conduzir o processo de discussão e escolha do indicado, observando os critérios e procedimentos previstos na legislação. Como exemplo, citou o processo que resultou na indicação do ex-deputado estadual Guilherme Maluf para integrar o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT).

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Com a decisão anunciada por Valdir Teis, o cenário político volta à estabilidade no âmbito da Corte de Contas. Ao reafirmar sua permanência e declarar que ainda possui muito trabalho a realizar na instituição, o Conselheiro encerra, ao menos por ora, as especulações sobre sua saída e adia qualquer debate concreto sobre sucessão no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT).

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Política

Moretti afirma ter maioria na Câmara e projeta nova configuração política no Legislativo de Várzea Grande

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A Prefeita da Cidade Industrial, Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que sua base política consolidou maioria na Câmara Municipal e que o grupo aliado ao vereador Lucas Ductievicz, conhecido como Lucas do Chapéu do Sol (PL), reúne condições favoráveis para assumir o comando do Legislativo. A declaração foi feita em meio às articulações para a eleição da nova Mesa Diretora da Casa, considerada estratégica para a condução dos trabalhos parlamentares nos próximos períodos.

Segundo a chefe do Executivo Municipal, o movimento político liderado por Lucas conseguiu ampliar o apoio entre os vereadores e alcançar a maioria necessária para disputar a presidência da Câmara. De acordo com a avaliação da prefeita, o cenário atual demonstra uma mudança no equilíbrio de forças dentro do Legislativo, favorecendo uma futura reconfiguração administrativa da Casa.

O processo de escolha da nova Mesa Diretora, entretanto, também passou a ser discutido no âmbito judicial. Vereadores ingressaram com uma ação buscando garantir a realização da eleição, o que acrescentou um componente jurídico ao debate político. A medida tem como objetivo assegurar o andamento do pleito e esclarecer eventuais questionamentos relacionados ao processo eleitoral interno.

Conforme relatado por Flávia Moretti, a ação ainda estaria em fase inicial de tramitação. Segundo ela, o atual presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), estaria sendo citado para apresentar informações à Justiça. A prefeita explicou que o procedimento envolve etapas processuais formais e que ainda aguarda o posicionamento do chefe do Legislativo perante o Judiciário.

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De acordo com as informações mencionadas pela gestora, Wanderley Cerqueira teria o prazo de dez dias para prestar esclarecimentos no processo. A expectativa é de que, após a manifestação das partes envolvidas, a Justiça possa analisar os argumentos apresentados e definir os próximos encaminhamentos relacionados à eleição da Mesa Diretora.

Ao comentar a demora na realização do pleito, Flávia Moretti associou o cenário à atual composição política da Câmara Municipal. Na avaliação da prefeita, a resistência à realização da eleição estaria relacionada à percepção de que a maioria dos parlamentares já teria manifestado apoio ao projeto político encabeçado por Lucas do Chapéu do Sol.

A prefeita afirmou que acredita na vitória do grupo aliado durante a disputa pela presidência do Legislativo. Segundo ela, a eventual eleição de Lucas representaria o início de uma nova fase para a Câmara Municipal, marcada por mudanças na composição da Mesa Diretora e por uma reorganização dos espaços de liderança dentro do Parlamento Várzea-grandense.

Flávia também indicou que não vislumbra a permanência do atual presidente no comando da Casa de Leis após a definição da nova Mesa Diretora. Para a gestora, o resultado da futura votação deve refletir a correlação de forças atualmente existente entre os vereadores, consolidando uma nova direção política para o Legislativo municipal.

Além das questões relacionadas à Câmara Municipal, a prefeita foi questionada sobre a situação interna do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso. O tema ganhou relevância após divergências registradas durante o período eleitoral, quando gestores e lideranças da legenda enfrentaram impasses políticos que chegaram a gerar discussões sobre possíveis punições partidárias.

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Apesar do histórico recente de conflitos, Flávia Moretti evitou defender publicamente alterações no comando estadual do PL. A prefeita afirmou confiar na condução das decisões pela Direção Nacional da Legenda e declarou que pretende aguardar a definição sobre quem ficará responsável pelo partido em Mato Grosso antes de discutir o futuro do Diretório Municipal de Várzea Grande e sua própria permanência na sigla.

Dessa forma, a gestora sinaliza cautela diante das mudanças políticas em curso, enquanto acompanha tanto a disputa pelo comando da Câmara Municipal quanto os desdobramentos internos de seu partido.

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