COBERTURA BAIXA
Vacinação contra Sarampo está abaixo da meta
Uma pessoa infectada pelo vírus do Sarampo entra numa sala onde estão dez indivíduos, nenhum deles vacinado contra a doença. Todo mundo conversa, se abraça, se cumprimenta com um aperto de mão. É provável que nove das pessoas que já estavam ali contraiam o vírus. E mesmo quem chegar até duas horas depois pode ser contaminado.
Ao contrário do que muitos pensam, a doença não é inofensiva. Os primeiros sintomas são febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, congestão nasal e mal-estar intenso. Depois, aparecem manchas vermelhas no rosto que, em até três dias, chegam aos pés. O quadro costuma evoluir para o estágio grave no caso de pessoas com baixa imunidade, como gestantes, bebês e aqueles que estão fazendo algum tratamento que derruba as defesas do corpo. Nessas situações, a infecção pode comprometer o Sistema Nervoso Central e até mesmo levar à morte.
O Brasil ainda está abaixo da meta de vacinação contra o Sarampo. De acordo com o Ministério da Saúde, 47,08% das crianças receberam o imunizante em 2022, sendo que a meta de cobertura vacinal é 95%. A proteção contra o Sarampo é feita com a vacina tríplice viral, que imuniza também contra a Caxumba e Rubéola, e faz parte do calendário de vacinação. O imunizante é oferecido nas unidades de saúde do país em qualquer época do ano.

A tríplice viral é geralmente aplicada em duas doses. A primeira, tomada com um ano de idade, e a segunda, com 15 meses. A campanha de 2022 começou em janeiro e vai até dezembro deste ano. A cobertura em 2021 foi baixa, somente 50,1% do público-alvo no Brasil recebeu a segunda dose da vacina tríplice viral.
Uma das consequências da queda da vacinação é o avanço da doença. Depois de ter recebido a certificação de país livre do Sarampo pela Organização Pan-americana de Saúde (Opas), em 2016, o Brasil passou a registrar, nos últimos anos, o avanço da doença em todo o território nacional. O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde mostra mais de 40 mil casos e 40 mortes causadas pelo Sarampo desde 2018, sendo mais da metade em crianças menores de 5 anos.
Fiocruz
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou, este ano, uma nota na qual chama a atenção para a importância da vacinação contra a doença. A Fiocruz explica que o sarampo é uma doença infecciosa aguda, muito contagiosa e grave, principalmente em crianças menores de 5 anos de idade, pessoas adultas desnutridas ou com algum problema de imunidade, como as pessoas transplantadas, as que convivem com o vírus do HIV, ou que estão em quimioterapia, além das gestantes.
A Fiocruz ressalta que, independentemente disso, o Sarampo afeta indivíduos de todas as idades e não necessariamente com doenças crônicas ou algum problema de imunidade.
Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde informou, por meio de nota, que por intermédio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), vem desenvolvendo e intensificando estratégias necessárias para enfrentamento dos desafios e reversão das baixas coberturas vacinais, em parceria com estados e municípios.
“O Ministério da Saúde incentiva a população a se vacinar contra as doenças imunopreveníveis, e esclarece o benefício e segurança das vacinas, por meio dos seus canais oficiais de comunicação”, diz a pasta. Os dados detalhados das coberturas vacinais estão disponíveis na internet.
OMS e Unicef
Na sexta-feira (15), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgaram dados que mostram que a queda da vacinação infantil não ocorreu apenas no Brasil. Em todo o mundo, após dois anos de pandemia, foi registrada a maior queda contínua nas vacinações infantis dos últimos 30 anos.
Segundo as organizações, até mesmo pela dimensão territorial e pelo tamanho da população, o Brasil está entre os dez países no mundo com a maior quantidade de crianças com a vacinação atrasada. Considerada apenas a vacina contra o Sarampo, o país é o 8º com a maior quantidade de crianças com o esquema vacinal atrasado.
Destaques
Vaticano e CNBB anunciam Dom Wellington de Queiroz Vieira como nova liderança católica para Mato Grosso
O Santo Padre, Papa Leão XIV, cujo nome de batismo é Robert Francis Prevost, é o 267º Papa da Igreja Católica e o 9.º Soberano da Cidade do Vaticano, anunciou oficialmente nesta quarta-feira a designação do religioso de 58 anos Dom Wellington de Queiroz Vieira como o novo Arcebispo Metropolitano de Cuiabá. A nomeação foi formalizada pelo Vaticano e simultaneamente comunicada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
A escolha pontifícia atende à urgência de preencher a vacância episcopal na capital mato-grossense, reestruturando a governança eclesiástica regional. A transição visa garantir a continuidade dos trabalhos pastorais e o alinhamento institucional com as diretrizes da Santa Sé.
O processo decisório culminou no comunicado público emitido nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira na Santa Sé em Brasília. A publicação nos canais oficiais encerra o período de expectativa que mobilizou a comunidade católica local nos últimos meses.
A transferência abrange a mudança de sede do líder religioso da Diocese de Cristalândia, situada no Estado do Tocantins, para Mato Grosso. O novo arcebispo assumirá a jurisdição sobre a sede metropolitana em Cuiabá, estendendo sua liderança a toda a província eclesiástica regional.
A vacância no posto titular decorreu da transferência do bispo anterior para a Arquidiocese de Aparecida, no estado de São Paulo. O desligamento formal do antigo arcebispo ocorreu em março deste ano, instante em que a sé metropolitana cuiabana passou a aguardar uma nova indicação.

A indicação fundamentou-se no notável histórico acadêmico e na vasta experiência em gestão eclesiástica demonstrados pelo prelado ao longo de seu ministério. Formado em Filosofia e Teologia, o líder possui especializações em Direito Canônico e Filosofia obtidas em respeitadas universidades romanas.
O percurso vocacional do religioso teve início com sua ordenação presbiteral no ano de 1996, seguida por destacada atuação como pároco e vigário. Em 2016, sua trajetória alcançou o episcopado ao ser nomeado bispo titular, consolidando anos de dedicação administrativa e pastoral.
Paralelamente às responsabilidades diocesanas, o sacerdote exerce papel relevante no âmbito nacional ao presidir uma comissão voltada à proteção de vulneráveis. Sua atuação na prevenção de abusos reforça seu compromisso ético e a confiança institucional depositada pela conferência episcopal.
Logo após o anúncio da nomeação, a presidência da entidade episcopal divulgou mensagem oficial manifestando total apoio ao novo arcebispo. O documento expressa votos de fé para a missão apostólica e invoca a proteção do padroeiro Senhor Bom Jesus de Cuiabá.
A nomeação consolida o fortalecimento da presença católica no Centro-Oeste brasileiro por meio da chegada de uma liderança experiente. A posse solene marcará o início de um novo ciclo administrativo e de renovação espiritual para a comunidade religiosa de Mato Grosso.
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