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Política

Após denuncia, Elias Santos é demitido da Metamat

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O diretor presidente da Companhia Mato-Grossense de Mineração (Metamat) Elias Pereira dos Santos Filho deixará o posto depois de ficar por quase um ano a frente do cargo.

elias-santosElias Santos era ate a data de ontem, presidente da Metamat com um salário de R$ 18,2 mil reais. Santos estava licenciado da autarquia para se dedicar à campanha do seu irmão o deputado estadual e candidato pelo PSDB a prefeitura de Cuiabá, Wilson Santos.

Wilson enquanto líder do Governo Taques na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, teria indicado o irmão para comandar a pasta da Metamat, companhia que cuida da mineração do Estado e com vinculação à estrutura da pasta de Desenvolvimento Econômico, sob o comando do secretario Seneri Paludo

Na data de ontem, o Gabinete de Comunicação do Governo do Estado de Mato Grosso informou por meio de nota de esclarecimento, a exoneração do servidor da Metamat, Elias Santos, irmão do candidato a prefeito em Cuiabá, Wilson Santos (PSDB).

Elias Santos foi exonerado pelo governador Pedro Taques após ter ganhado uma grande repercussão devido às palavras fortes usadas por Elias, gravado por uma servidora enquanto coagia comissionados a comparecer a uma reunião política de Wilson Santos da Coligação “Dante de Oliveira” sob pena de exoneração.

Na gravação, e em um tom bastante ameaçador, o diretor presidente da Companhia Mato-Grossense de Mineração (Metamat) Elias Pereira dos Santos Filho diz que "o governador Pedro Taques convocou todos os cargos comissionados para uma reunião hoje às 20h30 no Hotel Fazenda Mato Grosso. Todos, sem exceção. Eu vou ser curto e grosso: aquele que não for será exonerado no outro dia".

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Segundo informações, a gravação teria sido feita por uma servidora do órgão que não gostou da atitude do presidente da Companhia Mato-Grossense de Mineração e gravou a convocação e a coação feita pelo presidente Elias Santos aos servidores, ordenando que todos os comissionados deveriam comparecer à reunião da campanha tucana, a gravação acabou caindo nas mãos da equipe de Marketing do candidato do PMDB deputado Emanuel Pinheiro

E segundo informações internas do Palácio Paiaguas repassadas ao Blog do Valdemir, o governador Pedro Taques não teria gostado da atitude do servidor da Metamat, Elias Santos em usar o nome de Pedro Taques como se ele tivesse mandando pressionar os servidores do órgão. 

Pedro Taques tem se empenhado para a eleição de Wilson Santos, como forma de preparar o caminho para as eleições em 2018. Por isso a gravação expõe o próprio governador, colocando-o numa situação politicamente delicada.

Em um áudio que foi apresentado também pelo candidato do PMDB, deputado Emanuel Pinheiro a imprensa de quase 50 segundos, Elias Santos teria dito que queria todos os servidores comissionados em um evento no Hotel Fazenda Mato Grosso.

Logo após, veio a noticia do Gabinete de Estado de Comunicação já anunciando a exoneração do servidor da Metamat, Elias Santos, que comandava a pasta, por determinação do governador Pedro Taques, independente da apuração sobre o caso.

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Leia a nota do Gabinete de Estado de Comunicação:

"Para efeitos de publicidade e transparência, o Governo de Mato Grosso informa que o ato de exoneração do servidor Elias Pereira dos Santos Filho, diretor presidente da Companhia Mato-Grossense de Mineração (Metamat), será publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (20.10). Por determinação do governador Pedro Taques, o Conselho Deliberativo da Metamat irá exonerar o atual diretor presidente para apurar a conduta do gestor público em denúncia de suposta infração eleitoral."

Pinheiro não acredita que a ordem partiu de Taques

Emanuel declarou não acreditar que a ordem de coagir os servidores partiu de Taques. Avalia ainda que a atitude de Elias reflete o desespero dos adversários. "Essa pressão é do século retrasado, do tempo do voto de cabresto. Vamos vencer as eleições para não permitir que o grupo capaz dessas práticas comande Cuiabá. A resposta será nas urnas", disse.

Segundo o advogado da coligação úm “Um novo prefeito para uma nova Cuiabá”, Nestor Fidelis, o áudio teria sido gravado por uma servidora que se sentiu coagida pelo irmão do candidato. O advogado disse ainda, que já vinham recebendo várias denúncias ao longo da campanha, mas nenhuma tão comprometedora como este áudio.

O coordenador jurídico da coligação de Emanuel Pinheiro, Nestor Fidelis, já encaminhou a denúncia para o Ministério Público Eleitoral (MPE), a fim de que o adversário seja punido por crime eleitoral.

Veja o ato de exoneração:

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Política

Disparidade orçamentária na “Corrida Presidencial” evidencia os desafios do “Financiamento Eleitoral”

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A advogada cuiabana Clariana Barão, candidata à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), ingressou oficialmente na disputa eleitoral nacional enfrentando um cenário de expressiva assimetria financeira. A candidatura encerrou a segunda semana de campanha oficial contando com um orçamento disponível de apenas R$ 7,5 mil em caixa para o desenvolvimento das atividades de mobilização.

A constatação dos valores ocorreu após o levantamento e a consolidação dos dados de arrecadação e prestações de contas parciais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A análise dos dados orçamentários dos postulantes ao Palácio do Planalto foi veiculada pelo portal de notícias Repórter MT durante o acompanhamento da agenda eleitoral.

O montante acumulado pela postulante é fruto de aportes diretos, sendo R$ 5 mil provenientes de recursos próprios da candidata e R$ 2,5 mil originados de doação de pessoa física efetuada por Lara de Araújo Amorim. Até o momento do registro oficial da prestação de contas, não constava no sistema a escrituração de despesas operacionais contratadas pela chapa.

A escassez de recursos evidencia a profunda disparidade estrutural entre candidaturas de legendas menores e as campanhas dos principais nomes da disputa presidencial. Enquanto partidos consolidados movimentam montantes milionários do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e de doações privadas, pleitos minoritários enfrentam severa restrição logística para propaganda, deslocamento e equipes técnicas.

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Em contrapartida, os dados divulgados demonstram que candidaturas de grande porte lideram a captação de recursos: Flávio Bolsonaro (PL) soma mais de R$ 42 milhões e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra R$ 35,2 milhões em receitas. No plano intermediário e menor, Romeu Zema (Novo) dispõe de R$ 2,7 milhões, Renan Santos (Missão) acumula R$ 1,2 milhão, Ronaldo Caiado (PSD) possui R$ 600 mil e Edmilson Costa (PCB) figura com R$ 13 mil em caixa.

A discrepância orçamentária impõe limites práticos no alcance das propostas e na visibilidade dos candidatos perante o eleitorado nacional. O custo de produção de programas partidários, impulsionamento em redes sociais e transporte aéreo inviabiliza que chapas com orçamento reduzido percorram com equidade os estados da federação.

Diante do quadro financeiro, a estratégia de candidaturas como a de Clariana Barão apoia-se predominantemente em agendas orgânicas, uso de plataformas digitais sem investimento pago e debates públicos. A limitação contábil exige rigor na gestão de cada insumo básico, desde o material impresso de divulgação até o custeio de viagens institucionais.

Outros postulantes ao pleito, como Pablo Marçal (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara (UP), ainda não haviam consolidado a prestação parcial de contas no sistema da Justiça Eleitoral até o fechamento da amostragem do levantamento. A regularização do envio das informações financeiras segue prazos regimentais estabelecidos pela legislação eleitoral vigente.

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A conjuntura da campanha eleitoral reacende o debate técnico acerca dos impactos da disparidade econômica na igualdade de chances entre os concorrentes em sufrágios majoritários. A legislação brasileira prevê teto de gastos e mecanismos de financiamento público, contudo a distribuição proporcional entre legendas perpetua assimetrias na linha de partida do processo democrático.

Apesar dos abismos financeiros mapeados nas prestações de contas, o desfecho do pleito permanece condicionado ao voto direto e secreto do eleitorado no dia da votação.

A viabilidade política de propostas com baixo orçamento financeiro dependerá do grau de engajamento voluntário e da capacidade de interlocução direta das lideranças com a sociedade civil.

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