CARGOS DE CONFIANÇA POLÍTICA
Abilio afirma que poderá demitir “servidores comissionados” que participarem de atos do PT
O Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que integrantes de sua gestão poderão ser demitidos caso participem de atos políticos promovidos pelo Partido dos Trabalhadores (PT) ou de manifestações em apoio à legenda e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita durante uma agenda pública no Parque das Águas, na capital mato-grossense.
A manifestação do chefe do Executivo Municipal ocorreu após ele ser questionado sobre a participação de uma secretária de Várzea Grande em um evento de caráter político. Ao responder à pergunta, o liberal Abilio Brunini estabeleceu uma relação entre a participação de ocupantes de cargos de confiança em atividades partidárias e a permanência desses profissionais em funções comissionadas dentro de sua administração.
Segundo o prefeito cuiabano, os ocupantes de cargos de confiança devem estar alinhados à relação de confiança política e administrativa estabelecida com a gestão municipal. Abilio afirmou que pessoas nomeadas para funções de natureza comissionada poderão deixar a administração caso participem de atos vinculados ao PT ou a seus principais representantes políticos.
“Se alguém na minha gestão estiver vestindo a camisa vermelha, ou do PT, ou do Lula, pede para sair porque é cargo de confiança”, declarou o prefeito.
A fala foi direcionada, especificamente, aos integrantes de sua administração que ocupam cargos cuja nomeação e permanência dependem da confiança do chefe do Poder Executivo Municipal.

Abilio Brunini reforçou que a medida, segundo sua interpretação, alcançaria secretários, assessores e demais servidores nomeados para funções comissionadas. O prefeito afirmou que esses cargos possuem características distintas das funções efetivas, uma vez que são ocupados por pessoas escolhidas para exercer atribuições relacionadas à confiança da administração.
Durante a declaração, o prefeito cuiabano também afirmou que pretende adotar uma postura rígida diante da participação político-partidária de integrantes de sua equipe em atos ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT). De acordo com Abilio, quem ocupar um cargo de confiança em sua gestão e participar de manifestações ou eventos políticos do PT poderá ser desligado da administração municipal.
A posição anunciada pelo prefeito foi apresentada no contexto da discussão sobre os limites entre a atuação política individual e a relação de confiança exigida para o exercício de cargos comissionados. Abilio sustentou que, em sua avaliação, a participação pública de auxiliares em atos de apoio a um grupo político adversário seria incompatível com a confiança necessária para a permanência na equipe de governo.
O chefe do Executivo cuiabano também comparou sua posição à conduta que, segundo ele, seria adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso um integrante de sua equipe demonstrasse apoio público a um adversário político. A comparação foi utilizada por Abilio para justificar o critério que pretende aplicar aos ocupantes de funções de confiança em seu mandato.
“Se o Lula ia mandar embora, eu vou mandar embora se fizer no meu mandato”, afirmou.
Com a declaração, o Prefeito da Capital reiterou que considera legítima a exoneração de auxiliares comissionados quando entende que a relação política e administrativa de confiança entre o gestor e o nomeado foi rompida.
A declaração de Abilio Brunini estabelece, assim, uma orientação pública sobre a conduta que ele espera dos integrantes nomeados para cargos de confiança na Prefeitura de Cuiabá.
Até o momento das informações apresentadas, o prefeito não detalhou casos específicos de integrantes de sua gestão que tenham sido demitidos por participação em atos políticos, mas deixou claro que pretende adotar esse entendimento durante seu mandato.
Política
Disparidade orçamentária na “Corrida Presidencial” evidencia os desafios do “Financiamento Eleitoral”
A advogada cuiabana Clariana Barão, candidata à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), ingressou oficialmente na disputa eleitoral nacional enfrentando um cenário de expressiva assimetria financeira. A candidatura encerrou a segunda semana de campanha oficial contando com um orçamento disponível de apenas R$ 7,5 mil em caixa para o desenvolvimento das atividades de mobilização.
A constatação dos valores ocorreu após o levantamento e a consolidação dos dados de arrecadação e prestações de contas parciais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A análise dos dados orçamentários dos postulantes ao Palácio do Planalto foi veiculada pelo portal de notícias Repórter MT durante o acompanhamento da agenda eleitoral.
O montante acumulado pela postulante é fruto de aportes diretos, sendo R$ 5 mil provenientes de recursos próprios da candidata e R$ 2,5 mil originados de doação de pessoa física efetuada por Lara de Araújo Amorim. Até o momento do registro oficial da prestação de contas, não constava no sistema a escrituração de despesas operacionais contratadas pela chapa.
A escassez de recursos evidencia a profunda disparidade estrutural entre candidaturas de legendas menores e as campanhas dos principais nomes da disputa presidencial. Enquanto partidos consolidados movimentam montantes milionários do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e de doações privadas, pleitos minoritários enfrentam severa restrição logística para propaganda, deslocamento e equipes técnicas.
Em contrapartida, os dados divulgados demonstram que candidaturas de grande porte lideram a captação de recursos: Flávio Bolsonaro (PL) soma mais de R$ 42 milhões e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra R$ 35,2 milhões em receitas. No plano intermediário e menor, Romeu Zema (Novo) dispõe de R$ 2,7 milhões, Renan Santos (Missão) acumula R$ 1,2 milhão, Ronaldo Caiado (PSD) possui R$ 600 mil e Edmilson Costa (PCB) figura com R$ 13 mil em caixa.
A discrepância orçamentária impõe limites práticos no alcance das propostas e na visibilidade dos candidatos perante o eleitorado nacional. O custo de produção de programas partidários, impulsionamento em redes sociais e transporte aéreo inviabiliza que chapas com orçamento reduzido percorram com equidade os estados da federação.
Diante do quadro financeiro, a estratégia de candidaturas como a de Clariana Barão apoia-se predominantemente em agendas orgânicas, uso de plataformas digitais sem investimento pago e debates públicos. A limitação contábil exige rigor na gestão de cada insumo básico, desde o material impresso de divulgação até o custeio de viagens institucionais.
Outros postulantes ao pleito, como Pablo Marçal (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara (UP), ainda não haviam consolidado a prestação parcial de contas no sistema da Justiça Eleitoral até o fechamento da amostragem do levantamento. A regularização do envio das informações financeiras segue prazos regimentais estabelecidos pela legislação eleitoral vigente.
A conjuntura da campanha eleitoral reacende o debate técnico acerca dos impactos da disparidade econômica na igualdade de chances entre os concorrentes em sufrágios majoritários. A legislação brasileira prevê teto de gastos e mecanismos de financiamento público, contudo a distribuição proporcional entre legendas perpetua assimetrias na linha de partida do processo democrático.
Apesar dos abismos financeiros mapeados nas prestações de contas, o desfecho do pleito permanece condicionado ao voto direto e secreto do eleitorado no dia da votação.
A viabilidade política de propostas com baixo orçamento financeiro dependerá do grau de engajamento voluntário e da capacidade de interlocução direta das lideranças com a sociedade civil.
-
Artigos7 dias atrásA epidemia da ansiedade e a hipnoterapia como contenção
-
Artigos6 dias atrásMenopausa: quando o silêncio se torna um problema de saúde pública
-
Artigos4 dias atrásObesidade e baixa testosterona: uma relação que afeta a saúde do homem
-
Artigos4 dias atrásPratique o bom humor
-
Artigos7 dias atrásELEIÇÕES 2026 E OS DESAFIOS AMBIENTAIS DE MATO GROSSO:
-
ECONOMIA4 dias atrásMonitoramento do MPF confirma conformidade de 92,9% dos frigoríficos mato-grossenses ao TAC da Carne e aponta expansão da rastreabilidade na cadeia pecuária
-
Política7 dias atrásEmbate entre Governador e Senador escala com acusações sobre o caso OI e estratégias de “Guerra Política”
-
Política5 dias atrásQuaest deve mexer com classe política; apenas em 2002 se aproximou 2° turno em MT



