Search
Close this search box.

PARTIDO DE ALUGUEL?

“Analisando, vejo que Valtenir era o melhor nome, tanto para a cidade como para política. Mas isso acontece. Agora, é pensar bem para não errar novamente”

Publicados

em

O MDB é um patrimônio. Tem uma das histórias mais lindas de agremiação partidária, com força, com popularidade, ligado às causas sociais, aos movimentos e ao sentimento da população é o MDB. Mas, aqui em Mato Grosso, o partido com o passar do tempo meio que perdeu essa sua essência“.

Foi o que disse o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, sobre o MDB, partido do qual é filiado, e que ao longo dos anos, “perdeu sua essência“. Gestor cobrou ainda oxigenação no comando do partido, que é liderado pelo ex-deputado federal Carlos Bezerra.

O emedebista Emanuel Pinheiro, diz que respeita a trajetória do cacique Carlos Bezerra, mas disse que, em respeito à democracia, sempre defendeu mudança na direção estadual da sigla, e por este motivo, vem acontecendo desentendimento no partido.

Mesmo respeitando a história do Bezerra, nada tenho contra ele, mas sou a favor de mudança, de uma reoxigenação natural que se requer em uma democracia. E um partido é uma essência da democracia“.

O deputado federal Emanuelzinho Pinheiro também vem fazendo criticas sobre a direção do MDB tanto estadual quanto a municipal, e que o MDB virou “partido de aluguel”. Fala do parlamentar colocou o cacique do MDB, Carlos Bezerra na condição de quem não proporciona diálogo interno dentro da sigla.

MDB passou a hora de uma “oxigenação” partidária

Emanuel Pinheiro criticou o atual rumo do partido, que vem visando apenas os “palácios executivos” e deixando o lado “povão”. O chefe do Executivo Municipal afirmou que reconhece todo o trabalho ex-deputado federal, Carlos Bezerra, enquanto presidente longevo da agremiação e que passou a hora de uma “oxigenação” partidária.

Eu defendendo a aproximação do partido com o povo”.

Emanuel Pinheiro afirmou que está empenhado junto ao deputado estadual Juca do Guaraná, e ao deputado federal Emanuelzinho Pinheiro, para “fazer a ponte” e alternar as visões da agremiação.

O MDB precisa deixar de ser menos palácio e mais povo, deixar de ser menos governo e mais povão, mais sociedade e segmento organizado da sociedade, como foi na sua essência. Aqui em Mato Grosso o partido meio que com o passar do tempo perdeu um pouco da sua essência e o que nós queremos e é esse o anseio do deputado Emanuelzinho e do deputado Juarez e falo também pelo deputado Juca e vereadores de Cuiabá é retomar a ligação, a liga do MDB com as ruas de Cuiabá”.

Transformar o partido em “barriga de aluguel”

A desafeto de Emanuel Pinheiro, a secretária-geral do MDB em Mato Grosso, deputada estadual Janaína Riva, fez uma provocação a Emanuel Pinheiro, para que ele teste a sorte fora do partido. Emanuel está em pé de guerra com o Diretório Estadual da legenda e tenta se manter no grupo afirmando sua contribuição nos últimos anos para o crescimento da sigla.

Leia Também:  Polícia Civil inicia ação de combate à violência contra idosos na baixada Cuiabana

Riva não perdoou e o desafiou a deixar a agremiação,já que se julga maior do que o partido. A deputada também fez uma crítica velada à tentativa de Emanuel de “plantar” a filiação de aliados e transformar o partido em “barriga de aluguel”.

Conforme a declaração da parlamentar emedebista, Emanuel Pinheiro já tentou trazer o vice-prefeito José Roberto Stopa (PV) para concorrer ao Palácio Alencastro em 2024 devido à falta de espaço na “Federação Brasil da Esperança” entre PT, PV e PCdoB. Ainda conforme a parlamentar, o emedebista estaria negociando a entrada do vereador Luís Cláudio, que recebeu carta de liberação do Partido Progressista (PP), por se recusar a sair da base de Emanuel Pinheiro na Câmara Municipal.

Ele quer fazer do partido uma “barriga de aluguel”, como ele sempre fez. Nunca foi partidário, mas sempre se utilizou do partido“.

Riva também reiterou a declaração do presidente do partido em Mato Grosso, Carlos Bezerra, que disse estar arrependido de bancar a primeira candidatura de Emanuel Pinheiro à Prefeitura de Cuiabá em 2016.

O Bezerra deu uma declaração que achei muito sensata quando ele disse que se arrepende de ter bancado a eleição dele em 2016“.

Valtenir teria sido melhor gestor e melhor agente político e não teria desagregado ao MDB

O cacique do MDB no Estado de Mato Grosso, Carlos Bezerra, revelou que se arrepende de ter escolhido o nome de Emanuel Pinheiro para disputar a eleição de 2016 como Prefeito de Cuiabá juntamente com Valtenir Pereira que também era pré-candidato ao cargo pela sigla, mas foi desbancado por Emanuel Pinheiro que teria maior viabilidade eleitoral.

Eu analisei na época que o Emanuel tinha que ser candidato pelo momento politico. E pedi ao Valtenir para esperar um pouco mais. Ele reclamou, mas depois aceitou. O Valtenir era o candidato natural do partido. E analisando tudo hoje, vejo que Valtenir era o melhor nome, tanto para a cidade como para política. Mas isso acontece. Agora, é pensar bem para não errar novamente”.

Não cumpriu o acordo

Para desistir da pré-candidatura, Valtenir Pereira teria pedido a Emanuel Pinheiro espaço dentro gestão caso ele ganhasse. Vencedor nas urnas, Pinheiro nunca liberou espaço dentro de nenhuma secretaria ao colega de partido.

O Valtenir pediu: ‘Emanuel, terei espaço em sua gestão para contribuir com Cuiabá e também fazer política?’ Emanuel respondeu que ele teria a Prefeitura toda. Porém, vocês sabem o que aconteceu”.

Naquela eleição, Emanuel Pinheiro venceu 60,41% dos votos válidos, o segundo turno contra o hoje deputado estadual Wilson Santos que teve 39,59%.

Leia Também:  TCE determina que obras do Complexo Viário do Leblon comessem em 10 dias

De um universo de 415 mil eleitores, o maior colégio eleitoral do Mato Grosso, 261,3 mil pessoas (84,08%) foram às urnas em Cuiabá. Foram registrados 12,9 mil (4,15%) votos em branco e 36,6 mil (11,77%) nulos.

Todos queremos mudanças, mas quem está disposto a fazer parte dela? Como dizia Gandhi, “seja você mesmo a transformação que quer ver no mundo“.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Vício formal em assinaturas barra abertura de CPI contra União Transportes na Câmara de Várzea Grande

Publicados

em

O Poder Legislativo de Várzea Grande barrou temporariamente o início de uma devassa contábil e operacional no sistema de mobilidade urbana municipal ao indeferir o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A iniciativa buscava instituir um comitê especial de fiscalização focado nas supostas irregularidades que permeiam a prestação de serviços essenciais à comunidade local. Com a decisão administrativa, a tramitação do inquérito político foi paralisada até o integral saneamento das exigências regimentais regulamentares.

A autoria do requerimento cabia originariamente ao vereador Caio Cordeiro, representante do partido Novo, que liderou a articulação junto aos seus pares para angariar o apoio político indispensável à sustentação do pleito. O parlamentar obteve a expressa anuência de outros nove integrantes do Parlamento local, unindo assinaturas de Adilsinho, Bruno Rios, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.

A apresentação do mencionado requerimento ocorreu no transcorrer da última semana jurídica, introduzindo uma intensa celeuma nos debates internos da Casa de Leis e alterando o ritmo habitual das deliberações parlamentares. A data do protocolo marcou o início da contagem dos prazos regimentais de avaliação, os quais impõem um rigoroso filtro prévio de admissibilidade a cargo da assessoria jurídica da Mesa Diretora.

Os atos formais de questionamento e o subsequente indeferimento transcorreram integralmente no âmbito da Câmara Municipal de Várzea Grande, instituição incumbida constitucionalmente de fiscalizar os contratos públicos firmados pelo Poder Executivo.

Leia Também:  Jayme admite que pode disputar prévia com sua mulher, Lucimar, no DEM, pela prefeitura de VG

O ambiente institucional do Parlamento Metropolitano tornou-se, por conseguinte, o palco de disputas técnicas acerca do cumprimento estrito das formalidades que validam os instrumentos de controle externo.

O bloqueio provisório da Comissão Parlamentar operou-se por intermédio de uma decisão eminentemente burocrática, motivada pela constatação de que o proponente utilizara cópias reprográficas em vez das vias físicas originais do documento de apoio. A Mesa Diretora fundamentou a rejeição na premissa de que a fragilidade material do suporte impresso desatendia aos parâmetros exigidos para a instauração de um procedimento de tamanha envergadura jurídica.

O escopo substancial da investigação proposta residia na apuração de supostas desconformidades graves na execução do contrato administrativo de concessão que rege o transporte coletivo municipal. Os parlamentares subscritores apontavam para falhas reiteradas no atendimento aos usuários, indícios de descumprimento de metas contratuais e deficiências na manutenção da frota rodoviária que atende diariamente à população várzea-grandense.

Os antecedentes contratuais que motivaram o requerimento remontam às vistorias e balanços realizados ao longo do período compreendido entre os anos anteriores. Diferentemente da Câmara Municipal de Cuiabá, que ostenta múltiplos blocos investigativos em pleno andamento, a Casa de Leis de Várzea Grande encerrou o último ciclo administrativo sem qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito ativa em sua estrutura interna.

Leia Também:  TRE reprova contas de Murilo Domingos 

A principal justificativa para a intervenção impeditiva imediata baseou-se no risco iminente de vulnerabilidade jurídica, visto que a aceitação de cópias simples fragilizaria a higidez de toda a instrução processual subsequente. Um vício formal dessa magnitude abriria precedentes perigosos, permitindo que a empresa concessionária acionasse o Poder Judiciário para anular preventivamente os trabalhos da comissão, sob a alegação de cerceamento de defesa ou de ilegalidade na origem.

Em esclarecimento oficial emitido por sua assessoria de comunicação, a Câmara Municipal de Várzea Grande reiterou que a condução dos trabalhos legislativos deve pautar-se pela segurança jurídica absoluta. A nota institucional realçou que, segundo orientação técnica emitida pelos procuradores da Casa, a apresentação das assinaturas originais é condição indispensável para resguardar a soberania e a legitimidade inabalável das decisões tomadas pelo plenário.

O prosseguimento regular da fiscalização depende agora, exclusivamente, do cumprimento da exigência formal de reapresentação do requerimento contendo as assinaturas autógrafas e originais de todos os dez parlamentares envolvidos.

A Mesa Diretora assegurou que, uma vez sanada a falha técnica e restituída a autenticidade documental exigida pelo rito regimental, o expediente retomará seu curso natural de tramitação para deliberação final.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA