Política
Jayme admite que pode disputar prévia com sua mulher, Lucimar, no DEM, pela prefeitura de VG
Lucimar Campos (DEM) vem fazendo um bom trabalho em Várzea Grande, chega a ser elogiados até por uma parte da oposição. Mas nem isso lhe garante o direito de disputar a reeleição ao cargo pelo DEM. Ela pode perder a condição de candidata para seu marido, o ex-senador Jayme Campos, que garante que não se aposentou da carreira política e nutre o sonho de voltar a ser prefeito, nem que para isso tenha de tirar da disputa a própria esposa.
Jayme admitiu que pode ser candidato, embora reconheça que o trabalho de sua mulher, Lucimar Campos, venha sendo considerado excelente, mas diz que em política tudo pode acontecer. “Pretendo sim voltar à ativa e pode ser mesmo na prefeitura de Várzea Grande. Mas isso vai depender das bases,do partido”, diz sem esconder uma ponta de esperança.
“Não administro nada, sou colaborador. Lucimar é mais competente do que eu, por sinal é meticulosa, desde a pintura de um prédio ela é detalhista, uma mulher que gerenciava uma fundação que tinha 500 alunos e tem 60 funcionários. Uma mulher que nunca se expôs para aparacer mais que Jayme Campos, se sabe colocar no lugar dela", destacou, ao elogiar a sua mulher.
Sobre uma possível reeleição de sua esposa, o ex-senador revelou que no momento as prioridades são outras.
“No momento não estamos ainda pensando nisso, nossa obrigação é restabelecer a ordem, a autoridade, a autoestima do povo de Várzea Grande e isso está sendo feito. Estou orgulhoso de ver o trabalho da Lucimar. Foi a vontade de Deus que colocou ela na prefeitura, agora isso não significa que ela tem obrigação e o desejo de ser candidata. Esse é um assunto que vamos esperar lá para o ano que vem, na medida que a própria questão eleitoral vai até mês de março”, pontuou.
Sobre os adversários já estarem se movimentando para disputa, como é o caso do deputado estadual Pery Taborelli (PV), Jayme disse que é normal.
“É um direito dele, acho bacana, um rapaz novo com muito gás, acho que tem que trabalhar. Isso não é só um direito dele como também de outros candidatos, agora vamos escolher o candidato no momento certo. Daqui a pouco a Lucimar não é uma boa candidata pode ser o Manoel, João”, finalizou.
Política
Vício formal em assinaturas barra abertura de CPI contra União Transportes na Câmara de Várzea Grande
O Poder Legislativo de Várzea Grande barrou temporariamente o início de uma devassa contábil e operacional no sistema de mobilidade urbana municipal ao indeferir o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A iniciativa buscava instituir um comitê especial de fiscalização focado nas supostas irregularidades que permeiam a prestação de serviços essenciais à comunidade local. Com a decisão administrativa, a tramitação do inquérito político foi paralisada até o integral saneamento das exigências regimentais regulamentares.
A autoria do requerimento cabia originariamente ao vereador Caio Cordeiro, representante do partido Novo, que liderou a articulação junto aos seus pares para angariar o apoio político indispensável à sustentação do pleito. O parlamentar obteve a expressa anuência de outros nove integrantes do Parlamento local, unindo assinaturas de Adilsinho, Bruno Rios, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.
A apresentação do mencionado requerimento ocorreu no transcorrer da última semana jurídica, introduzindo uma intensa celeuma nos debates internos da Casa de Leis e alterando o ritmo habitual das deliberações parlamentares. A data do protocolo marcou o início da contagem dos prazos regimentais de avaliação, os quais impõem um rigoroso filtro prévio de admissibilidade a cargo da assessoria jurídica da Mesa Diretora.
Os atos formais de questionamento e o subsequente indeferimento transcorreram integralmente no âmbito da Câmara Municipal de Várzea Grande, instituição incumbida constitucionalmente de fiscalizar os contratos públicos firmados pelo Poder Executivo.

O ambiente institucional do Parlamento Metropolitano tornou-se, por conseguinte, o palco de disputas técnicas acerca do cumprimento estrito das formalidades que validam os instrumentos de controle externo.
O bloqueio provisório da Comissão Parlamentar operou-se por intermédio de uma decisão eminentemente burocrática, motivada pela constatação de que o proponente utilizara cópias reprográficas em vez das vias físicas originais do documento de apoio. A Mesa Diretora fundamentou a rejeição na premissa de que a fragilidade material do suporte impresso desatendia aos parâmetros exigidos para a instauração de um procedimento de tamanha envergadura jurídica.
O escopo substancial da investigação proposta residia na apuração de supostas desconformidades graves na execução do contrato administrativo de concessão que rege o transporte coletivo municipal. Os parlamentares subscritores apontavam para falhas reiteradas no atendimento aos usuários, indícios de descumprimento de metas contratuais e deficiências na manutenção da frota rodoviária que atende diariamente à população várzea-grandense.
Os antecedentes contratuais que motivaram o requerimento remontam às vistorias e balanços realizados ao longo do período compreendido entre os anos anteriores. Diferentemente da Câmara Municipal de Cuiabá, que ostenta múltiplos blocos investigativos em pleno andamento, a Casa de Leis de Várzea Grande encerrou o último ciclo administrativo sem qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito ativa em sua estrutura interna.
A principal justificativa para a intervenção impeditiva imediata baseou-se no risco iminente de vulnerabilidade jurídica, visto que a aceitação de cópias simples fragilizaria a higidez de toda a instrução processual subsequente. Um vício formal dessa magnitude abriria precedentes perigosos, permitindo que a empresa concessionária acionasse o Poder Judiciário para anular preventivamente os trabalhos da comissão, sob a alegação de cerceamento de defesa ou de ilegalidade na origem.
Em esclarecimento oficial emitido por sua assessoria de comunicação, a Câmara Municipal de Várzea Grande reiterou que a condução dos trabalhos legislativos deve pautar-se pela segurança jurídica absoluta. A nota institucional realçou que, segundo orientação técnica emitida pelos procuradores da Casa, a apresentação das assinaturas originais é condição indispensável para resguardar a soberania e a legitimidade inabalável das decisões tomadas pelo plenário.
O prosseguimento regular da fiscalização depende agora, exclusivamente, do cumprimento da exigência formal de reapresentação do requerimento contendo as assinaturas autógrafas e originais de todos os dez parlamentares envolvidos.
A Mesa Diretora assegurou que, uma vez sanada a falha técnica e restituída a autenticidade documental exigida pelo rito regimental, o expediente retomará seu curso natural de tramitação para deliberação final.
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