Política
A “Bola da Vez”
Candidata ao cargo de Deputada Federal por Mato Grosso pelo Partido Republicano da Ordem Social (PROS), Gisela Simona Viana de Souza obteve 50.682 votos totalizados (3,42% dos votos válidos) mas não foi eleita nas Eleições 2018.
A superintendente do Procon de Mato Grosso, Gisela Simona, filiada ao nanico Pros, foi o nome do partido para uma possível disputa a Prefeitura de Cuiabá, é o nome mais citado neste momento quando se fala em disputa pelo Senado da Republica para a vaga deixada por Selma Rosane Santos Arruda (Podemos).
A votação expressiva em Cuiabá, na eleição para deputado federal no Estado colocou Gisela Simona em evidência e, vários partidos, já se reuniram com ela e as lideranças do Pros, deixando portas abertas para uma futura composição.
Gisela é sondada pelos partidos menores para um amplo arco de aliança, claro, ela na cabeça de chapa. Já outras siglas pensam em uma composição com Simona candidata a vice.
Em recente entrevista ao jornalista Vinicius Bruno do RD News, e apesar do cenário favorável, Gisela Simona afirma sofrer muito preconceito por ser mulher, negra, pouco experiente em política partidária e por não ter um padrinho político. Mas ao mesmo tempo em que essas questões parecem ser um problema, ela avalia que é o que a aproxima da população, que de alguma forma busca renovação.
“Sinto um preconceito, muitos pensando em Gisela Simona como candidata à vice, seja porque sou mulher, negra, com pouco tempo de vida político-partidária e por não ter um padrinho político. Por outro lado, essas características que, para o meio político gera preconceito, para o povo eu acredito que é que me identifica com eles. As pessoas quando pensam em Gisela Simona acreditam que podem acreditar em mim exatamente porque estou fora do padrão tradicional da política. Mas, o Pros tem buscado uma candidatura para majoritária, não para vice, e sim como cabeça de chapa. Por outro lado, temos humildade suficiente para reconhecer se meu nome não for o melhor, estamos prontos para recuar se não for o melhor, mas jamais deixaremos de tentar uma cabeça de chapa seja porque somos um partido pequeno ou porque subestimamos nossa capacidade”.
Gisela Simona Viana de Souza, confirmou que seu partido, o Partido Republicano da Ordem Social (PROS), vai testar seu nome para as eleições municipais e suplementar que vão ocorrer este ano. A decisão foi tomada após reunião com a presidente do PROS Mulher Nacional, Maria Aparecida dos Santos, que esteve em Mato Grosso e reforçou o interesse do partido em uma candidatura dela à vaga da Senadora cassada Selma Arruda (Pode) ou à Prefeitura de Cuiabá.
“Há alguns meses temos começado a fazer um trabalho sobre uma candidatura à majoritária, para a Prefeitura de Cuiabá, então o que tem sido colocado muito na balança é esta situação de que no meu primeiro pleito eleitoral eu coloquei meu nome à disposição para uma candidatura à deputada federal, e aí ter conseguido chegar a estes 111 municípios que chegamos, em uma campanha bem “franciscana” como fizemos, demonstrou essa vontade das pessoas verem novos nomes na política”.
Ela também afirmou que outro ponto que deve pesar para o seu lançamento ao Senado é o seu perfil. Gisela avalia que várias figuras carimbadas da política mato-grossense devem lançar candidatura e afirma que seu nome surge como uma alternativa para o eleitor que busca um candidato que não esteja ligado a grandes setores econômicos.
“O nosso partido está muito decidido a trabalhar com uma pesquisa oficial para ouvir a população, de qual é este desejo da população, se é de Gisela para esta disputa ao Senado ou para a Prefeitura, então nos próximos dias vai estar rodando esta pesquisa, e confirmando a vontade popular com o nosso nome eu vou estar na disputa”.
Gisela Simona afirmou que também deve começar o trabalho de diálogo com partidos aliados, para montar um grupo político alternativo principalmente às pautas do agronegócio.
“Formar um grupo que faz um contraponto, principalmente à questão do agronegócio, já que é mais que notório que eles devem vir com uma candidatura muito forte, então [venho] como uma representante da classe trabalhadora, do servidor público, eu acredito que nós precisamos ter opções para quem hoje não se sente representado pelo agronegócio, até porque hoje nós já temos dois senadores que na minha visão já representam este setor”.
Gisela disse reconhecer a importância do agronegócio para Mato Grosso, mas busca apenas ser uma representante das classes que não são beneficiadas diretamente por este setor. Ela afirmou que entre suas pautas estarão a industrialização da nossa região e o fortalecimento do comércio. Ela também citou que Selma Arruda era a única Senadora de Cuiabá e com sua saída a capital não tem representante.
“Outro ponto também é a representação da capital, a Selma era a única lá de Cuiabá, então com a saída dela Cuiabá fica sem representação no Senado, então isso pesa também na nossa decisão”.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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