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ELEIÇÃO SEGUE AINDA INDEFINIDA NA CAPITAL

Edu, Abílio e Ludio se liguem: o que precisam fazer para vencer a disputa da Prefeitura de Cuiabá

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Coisas de política! Os frequentadores do Boteco da Alameda mandam um recado: as eleições em Cuiabá, seguem completamente indefinidas.

Diferentes do que dizem certas cartomantes, certos adivinhos, e certas pesquisas (muitas encomendadas ao gosto do freguês), o quadro mudará por completo quando as candidaturas majoritárias forem homologadas nas convenções e a campanha começarem de fato.

A partir então, os partidos vão entrar em campo prá valer, pois conquistar a cadeira número 1 da Prefeitura de Cuiabá significa meio caminho andado para conquistar a cadeira número 1 do Palácio Paiaguás e ao Senado federal em 2026.

Não bastasse ser uma porta larga para um projeto maior, o Palácio Alencastro contará com cofre abarrotado para exercícios de obras, a futura gestão da cidade terá um orçamento de R$ 4,8 bilhões de reais. Eu disse, um orçamento de R$ 4,8 bilhões de reais. Repito, um orçamento de R$ 4,8 bilhões de reais.

É esta “joia da coroa” que está em disputa e a classe política fará de tudo para conquista-la. Ou seja, a despeito do que pensam os apressadinhos, a campanha vai ser acirrada e, até as eleições, muita água passará por debaixo das várias pontes de Cuiabá.

Portanto caros amigos e leitores do Blog do Valdemir, garantir agora que os pré-candidatos Edu Botelho pelo União Brasil (UB), Ludio Cabral pelo Partido dos Trabalhadores (PT), ou Abílio Brunini pelo Partido Liberal (PL), já estão eleitos é tão incerto quanto atirar no escuro.

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Vôte, Boteco! Segue o fluxo!!

Pega a visão

A sucessão do Prefeito de Cuiabá, o nosso “AMIGO”, o emedebista Nenel Pinheiro, está polarizada, no momento, entre Edu, Abílio e Ludio. A polarização pode ser quebrada? Não dá para saber. Porque Domingos Kennedy (MDB) e Reginaldo Teixeira (Novo), podem crescerem e complicarem os demais pré-candidatos.

Hummmmm…, o que será que está acontecendo?

Três ou cinco?

Se aproximando das convenções partidárias, três candidaturas têm se apresentado ao eleitorado e nas pesquisas, até este momento claro, como os mais competitivos a disputa da cadeira número 1 do sétimo andar do Palácio Alencastro: Edu Botelho, Abílio Brunini e Ludio Cabral. O restante…, bom…, o restante…. Segue o fluxo!

Agora vem uma boa informação, a competição política em Cuiabá apresenta um modelo mais equilibrado de disputa no qual o eleitor do Blog do Valdemir conseguira perceber mais claramente a disposição ideológica dos candidatos.

Percebe-se claramente a adoção de estratégia, por parte dos pré-candidatos cuiabanos, com foco nos campos ideológicos de suas preferências.

Senão vejamos e convenhamos:

– Abílio Brunini, adota uma postura de direita, reforçando e destacando sua proximidade ao bolsonarismo.
– Edu Botelho apresenta-se como um candidato de centro, com discurso conciliador e diplomático.
– Ludio Cabral apresenta-se como um candidato da esquerda, com ênfase em pautas ligadas as questões sociais, ambiental e aos direitos humanos.

O que precisa para vencer a eleição

O pré-candidato bolsonarista Abílio Brunini, será preciso canalizar os votos do eleitorado do ex-presidente em Cuiabá; apoio de lideranças do partido, e enfrentar seu alto índice de rejeição para que possa ir para o segundo turno.

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Para o unista Edu Botelho que assumiu a dianteira das pesquisas eleitorais e, tem se mantido no topo, com margem razoável de aceitação e baixa rejeição do eleitorado, é preciso apresentar uma candidatura mais próxima as camadas baixas da população.

Ludio Cabral, precisará movimentar-se eficientemente entre os eleitores menos ideológicos de Cuiabá, atrelando sua candidatura, com propostas inclusivas que o sustentem durante a campanha eleitoral.

O petista tem pela frente a redução da sua rejeição e do eleitorado cuiabano ao petismo, que tem se revelado alta nas pesquisas de opinião pública.

Ah, o Boteco vai falar!

Até agora, dia 16 de julho, nenhum dos candidatos citados acima, deu destaque as suas agendas, macro agendas, mini agendas, de política pública. Tá bom, tá bom…, qual a agenda ambiental para o município da Terra de Pascoal Moreira Cabral? Eita lasqueira, tá difícil.

Então fica assim: sábado dia 20, início das convenções partidárias e a eleição de Cuiabá entre Ludio e Abílio, será um projeto lulista e bolsonarista.

Do outro lado do oceano, o unista Edu Botelho, contando com o apoio do núcleo duro do Palácio Paiaguás, irá focar sua candidatura ao centro do espectro político.

E que venham as convenções, porque o núcleo duro do Boteco da Alameda tá louco pra ver quem sobreviverá no jogo eleitoral.

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Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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