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Política

Viana propõe chapa para Mesa da ALMT e critica falta de independência do legislativo

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O deputado estadual e presidente do PDT em Mato Grosso, Zeca Viana apresentou a "chapa alternativa" de 7 deputados independentes para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, nessa quarta-feira (10), devido o assunto ser debatido apenas entre "três ou quatro deputados".

Zeca Viana - Maluf e consultorO presidente do legislativo, deputado Guilherme Maluf (PSDB), informou que a eleição deverá ser dia 1º de setembro. Ele negou também que haja chapa definida com os cargos em disputa. "Concordo com o senhor deputado quando diz que o governo não tem que se meter na questão interna", argumenta. Ele afirma que o governo não pode impedir a conversa entre os deputados.

Zeca Viana reforçou que tem feito cobranças e debate para uma Assembleia mais independente em relação ao governo Pedro Taques (PSDB) e criticou os encaminhamentos feitos no Legislativo, sem tomada de decisão conjunta entre os parlamentares.

"Eu conversei com alguns colegas deputados e fiquei sabendo que já tem um acordão para a futura Mesa Diretora da Assembleia Legislativa", afirmou Zeca. Ele criticou que o "acordão está limitado a uma parte dos deputados", porque a maioria não estava sabe.

"Eu quero dizer ao senhor presidente, que nós somos 7 deputados independentes e vamos oferecer uma alternativa para essa Casa. Se está havendo esse acordo, é algo que não está com a disposição com todos os deputados", criticou.

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O parlamentar do PDT afirma que para os deputados não serem surpreendidos sobre os rumos e direção da Casa, vão apresentar a chapa alternativa. "Devemos apresentar uma chapa alternativa para que os outros deputados possam participar da nova Mesa. Porque não é justo, senhor presidente, que as coisas aconteçam, com uma meia dúzia de deputados, ou menos, e os outros têm que aceitar dessa forma".

Independência e decisões

O deputado estadual Zeca Viana foi avalizado e teve apoio na apresentação da chapa alternativa pelos deputados Pery Taborelli (PSC), Silvano Amaral (PMDB) e Janaína Riva (PMDB).

"Eu tenho sempre cobrado uma Casa independente e eu não tenho crítica ao senhor, mas nessa legislatura, realmente, ficou muito a desejar nossa independência em relação ao governo do Estado", explica o deputado Zeca Viana.

"Eu cobro independência não para dizer que somos contra o governo, mas uma Casa onde podemos fazer debate. Não uma Casa de Leis para ter certas ações e onde grande maioria dos deputados não ficam sabendo". Ao afirmar que precisa de uma direção na Mesa Diretora com mais segurança aos deputados e que dê mais "dedicação aos parlamentares".

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"Porque a maioria das coisas que acontecem aqui, são poucos parlamentares que ficam sabendo. Nós temos assunto importante para tratar para a população e de desenvolvimento. E quando sabemos, temos um líder do governo empurrando goela abaixo as coisas, com dispensa de pauta e não temos condições de debater projetos".

O deputado Silvano Amaral (PMDB) concordou com a proposta do deputado Zeca Viana (PDT) de que haja uma Mesa Diretora independente e com participação de todos os deputados nas decisões, e não uma Assembleia vinculada ao governo Taques.

"Eu sou favor desse processo, no sentido de que possamos fazer uma Mesa, no mínimo, com participação de todos os deputados e partidos. A Assembleia tem que ter discussão com todos os deputados. Não pode ser discussão com dois ou três, ou o debate imposto pelo Executivo", cobrou Silvano.

Ele afirmou que com a saída do deputado Emanuel Pinheiro da disputa da Presidência da Assembleia Legislativa, o PMDB indicou seu nome e ele está à disposição para debate com outros deputados para composição de uma chapa alternativa.

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Política

Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás

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Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.

O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.

As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.

Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.

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A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.

A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.

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O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.

Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.

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