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DEBATER ALTERNATIVAS PARA DUPLICAÇÃO

30 municípios debatem duplicação da BR-163

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Mais de 350 pessoas, representando 30 municípios mato-grossenses participaram de uma Audiência Pública, promovida pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), para debater alternativas que contemplem a duplicação da BR-163, trecho entre Sinop e a divisa com o Pará. A audiência, realizada na Unifama, no município de Guarantã do Norte, foi requerida pelo deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos).

O evento contou com a presença do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), dos senadores Jayme Campos (UB) e Wellington Fagundes (PL), do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Rafael Vitalle, do secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, do presidente do MT PAR, Wener Santos, além de prefeitos, vereadores, representantes de entidades da sociedade civil e de órgãos como a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Defensoria Pública.

Na abertura da audiência, o representante da Via Brasil, concessionária responsável pelo trecho, Ricardo Barra, explicou que o contrato firmado com o Governo Federal tinha por base a conclusão das obras da Ferrogrão, ligando Sinop ao Porto de Miritituba (PA). Ele apresentou também o trabalho realizado atualmente no trecho concessionado, que passa por 12 municípios, sendo oito em Mato Grosso e quatro no Pará. O contrato atual não prevê a duplicação da rodovia, mas, conforme Barra, a Via Brasil já apresentou uma proposta de concessão que contemple isso.

Ao falar desta proposta apresentada pela concessionária, Vitale destacou a iniciativa do Governo de Mato Grosso, que assumiu a concessão da BR-163 entre a divisa com Mato Grosso do Sul e Sinop.

Isso mudou a forma como o Governo Federal vê estes contratos. Eles não podem ser inflexíveis, porque duram 30 anos e precisam se adaptar ao longo do tempo para absorver o dinamismo da economia, o crescimento das cidades e oferecer infraestrutura adequada”.

E, neste sentido, o diretor-geral da ANTT ressaltou a diretriz do Ministério dos Transportes de incentivar a mudança nos contratos vigentes com a inclusão de mais obras, tocadas pela iniciativa privada.

Neste caso da BR-163, a expectativa é que em breve haja uma decisão do ministério e, aí, haverá um debate no Tribunal de Contas da União [TCU], para equilibrarmos tempo de contrato, obras a serem realizadas e o valor a ser cobrado como tarifa”.

Vitale ressaltou que, do ponto de vista técnico, a demanda atual já assegura como necessária a duplicação imediata do trecho mato-grossense da BR-163.

Se o nível de serviço no Pará passar do limite, automaticamente a concessionária vai ter que iniciar as obras também naquele trecho. E o aumento de tarifa só vai acontecer mediante as entregas, ou seja, eles começam a obra, entregam a obra e recebem o reajuste na tarifa”.

Emoção

Um dos momentos mais emocionantes da audiência ocorreu com a fala do morador de Peixoto de Azevedo, Paulo César. Ele agradeceu a Guimarães pela iniciativa de realizar a audiência pública e explicou por qual motivo a duplicação da rodovia é tão importante.

Parabenizo o deputado Diego pela iniciativa, o vice-governador, os senadores e todos os presentes a este evento. Perdi minha esposa e minha filha na BR-163 e a cada acidente que acontece eu sinto essa dor. Contem com toda a população de Mato Grosso e do Pará e que o Governo Federal olhe com carinho para essa rodovia”.

Ao defender o avanço da discussão sobre a duplicação do trecho norte da BR-163, Guimarães lembrou que boa parte da população dos municípios localizados às margens da rodovia, infelizmente, tem histórias semelhantes às de Paulo César para contar.

Hoje é aqui o trecho de rodovia concessionada em que mais se morre. Tenho a convicção, e trabalho todos os dias para isso, que só a duplicação vai trazer conforto e um alento para os mato-grossenses que trafegam por ela todos os dias”.

Diego lembrou que desde o início do mandato tem buscado formas de sensibilizar as demais autoridades para que a tão sonhada duplicação saia do papel.

E, neste sentido, fazer com que elas estejam em Guarantã do Norte, ouçam a população, conversem com a sociedade em geral é uma forma muito importante de garantir isso. Vamos transformar este trecho da ‘rodovia da morte’ na ‘rodovia da vida, do desenvolvimento’”.

Ele comemorou o anúncio feito por Vitale e reafirmou seu compromisso em seguir trabalhando até que a duplicação seja inaugurada.

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Desenvolvimento

Senador em seu segundo mandato, após quase três décadas na Câmara dos Deputados, Welington Fagundes lembrou que há muitos anos a população dos municípios do norte de Mato Grosso luta pelo desenvolvimento da região. O senador pontuou que uma das lutas para que as obras ocorram, mesmo após a mudança no contrato, é a obtenção das licenças ambientais.

Então, para que isso ocorra, não há outra forma que não seja a de pressionar”.

Já Campos, ex-governador de Mato Grosso, explicou que o trabalho agora deve se concentrar na articulação, em Brasília, para que o novo contrato seja assinado.

Vamos cobrar o Ministério dos Transportes para que essa análise da proposta da Via Brasil ocorra o mais breve possível. Quando o deputado Diego me procurou, em busca de uma reunião com o diretor-geral da ANTT, passamos a trabalhar no sentido de mostrar pra ele o tamanho deste sonho”.

A aquisição do contrato de concessão da BR-163 por parte do Governo de Mato Grosso também foi citada por Pivetta na audiência.

Antes que houvesse essa mudança, trabalhamos por mais de um ano em silêncio, até que houvesse a assinatura do contrato. Viemos para Guarantã, para essa audiência pedida pelo deputado Diego, motivados pelo sonho de que haja a duplicação também deste trecho norte. O Governo de Mato Grosso está atento, preparado e incomodado com o sofrimento da população”.

Prefeito de Matupá, Bruno Mena reafirmou a união de todos os gestores dos municípios da região em prol da duplicação.

Essa possibilidade é fruto da pressão do deputado Diego, do senador Jayme Campos e nós, prefeitos e vereadores, estamos unidos em prol da duplicação para salvarmos vidas”.

Na mesma linha, o Prefeito de Guarantã do Norte, Érico Stevan Gonçalves agradeceu a atuação da classe política na defesa da duplicação.

Ao longo dos anos, ficamos de frente para os portos e com todo o desenvolvimento há problemas que precisamos superar. E a audiência ajuda para que isso ocorra”.

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Política

Impasse na Federação União Progressista desafia candidatura de Jayme Campos

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A disputa pela sucessão ao Palácio Paiaguás atinge um ponto decisivo de afunilamento político devido aos entraves jurídicos e partidários que ameaçam inviabilizar o projeto do senador Jayme Campos (UB) de concorrer ao Governo do Estado de Mato Grosso. O imbróglio político-partidário ganha contornos complexos à medida que os prazos regimentais se esgotam, colocando em xeque a coesão do grupo governista no estado.

O epicentro desse debate técnico ganhou ressonância pública por meio de declarações concedidas pelo presidente estadual do Partido Liberal (PL), Ananias Filho, o qual analisou a posição política ocupada pelo senador Jayme Campos. Apesar de reconhecer a importância histórica do parlamentar como uma das principais lideranças políticas mato-grossenses, o dirigente do PL apontou que a viabilidade de seu nome esbarra na rígida estrutura colegiada que governa a aliança.

A definição desse panorama eleitoral possui momento crucial marcado no calendário oficial com a realização da convenção do União Brasil, agendada para quinta-feira, dia 30 de julho, além do encontro oficial do Republicanos no dia 5 de agosto. Esses marcos temporais delimitam a margem de manobra das siglas para registrar oficialmente as chapas majoritárias antes do encerramento dos prazos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.

O palco das articulações estende-se geograficamente do Palácio Paiaguás e das sedes partidárias em Cuiabá até a jurisdição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. É no âmbito federal que os estatutos das federações foram homologados, estabelecendo diretrizes normativas com validade nacional que se sobrepõem às deliberações regionais isoladas dos partidos constituintes.

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A dinâmica interna que dificulta a consolidação da postulação decorre do estatuto regimental da Federação União Progressista, bloco formado pela união entre o União Brasil (UB) e o Progressistas (PP). Segundo o regimento interno, a aprovação na convenção isolada do partido não garante o registro da chapa, cabendo exclusivamente à direção executiva do bloco federativo a prerrogativa do aval definitivo sobre candidaturas majoritárias.

A razão central para a criação deste impasse repousa no racha interno instaurado no bloco governista, dividido entre o apoio ao senador e a priorização da candidatura à reeleição do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A falta de consenso quanto à liderança que encabeçará a chapa majoritária expõe divergências estratégicas que ameaçam a unidade construída ao longo dos últimos anos.

Na teia de coligações e alianças que se desenha no estado, a composição da Federação União Progressista desempenha papel central ao tentar harmonizar os interesses do União Brasil e do PP em um único projeto eleitoral. O diálogo com outras siglas da base governista, como o Republicanos, exige articulação contínua para evitar a sobreposição de palanques e a consequente perda de força política do grupo.

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O propósito subjacente à defesa da manutenção do nome de Jayme Campos na disputa reflete a intenção de enriquecer o debate público por meio da experiência de um político com longa trajetória Executiva e Legislativa. Defensores do diálogo democrático sustentam que a pluralidade de ideias no pleito amplia as alternativas apresentadas ao eleitorado mato-grossense para os próximos quatro anos.

As consequências imediatas da indefinição apontam para uma provável fragmentação da base de apoio do atual governo, cenário que pode dividir votos em bases eleitorais estratégicas do estado. A eventual dispersão das forças governistas entre candidaturas concorrentes altera os cálculos de alianças e pode redefinir o equilíbrio de forças na corrida eleitoral.

Diante do iminente desfecho do processo de homologações, o quadro eleitoral mato-grossense delineia-se com nomes já confirmados na disputa majoritária, destacando-se a candidatura de Wellington Fagundes pelo Partido Liberal. Paralelamente, despontam na corrida Rafaell Milas (Missão), Sargento Laudicério Machado (Agir) e a médica Natasha Slhessarenko, cotada para ser oficializada pelo PSD, definindo um cenário competitivo e multifacetado para o pleito estadual.

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