Política
“Curtinhas e apimentadas”
X 9 do Agronegócio
A estratégia de aproximação do braço direito de Blairo Borges Maggi, Eumar Novacki, da defesa da Senadora Selma Rosane Santos Arruda do Partido Social Liberal (PSL) tem contornos dignos da série “Game of Thrones”.
Novacki na verdade está a serviço do seu chefe. Blairo quer ter acesso às informações estratégicas do processo como um todo, mas, sobretudo, da linha subjetiva de defesa da Senadora mato-grossense. Com isso, o ex-ministro ficaria com duas cartas na manga.
A 1ª, ele próprio seria o candidato ao Senado da Republica, até para voltar ter foro privilegiado ou apoiaria Carlos Henrique Baqueta Favaro, atual presidente estadual do Partido Social Democrático (PSD). Essa intenção ficou mais forte ainda, após Maggi se tornar réu em mais uma ação das muitas que já responde. A de devolução de R$ 182 milhões de precatórios pagos irregularmente por ele a empresa Andrade Gutierrez.
Sondando o Terreno
Quem esteve ontem no Senado Federal matando as saudades foi o ex-suplente de Blairo Maggi, José Aparecido dos Santos, o “Cidinho Santos”, do Partido Republica (PR). Após visitar o plenário foi ao almoço promovido pela Frente Parlamentar de Agricultura (FPA) no lago Sul, e à tarde fez uma visita de cortesia a Senadora do PSL, Selma Arruda, também esteve em conversa reservada com o Senador do Partido Democrata (DEM), Jayme Veríssimo de Campos, e Wellington Antônio Fagundes, presidente da sigla PR no Estado de Mato Grosso, só não encontrou o companheiro de partido que está em Singapura passeando com a família.
Meu Malvado Favorito!
Enquanto o Prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB), agita o Município com obras por toda a cidade, muitas oriundas de empréstimos com Bancos, o Governador do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, alardeia a assinatura do contrato de US$ 250 milhões de dólares com o BIRD que serve tão somente para pagamento de juros e não para investimentos no Estado, colocar os salários em dia ou pagamento de RGA para o funcionalismo estadual. E a arrecadação do Estado continua aumentando, sobremaneira, batendo recordes mês a mês.
Fora da Casinha
Se existia alguma chance do ex-governador tucano José Pedro Gonçalves Taques apoiar o candidato do Governador Mauro Mendes Ferreira à Prefeitura de Cuiabá, Robério Garcia, o “Berinho Garcia”, enterrou de vez quando disse que não entregou as obras da Copa do Mundo em Cuiabá porque Taques o perseguia dia e noite e tinha um Secretário mentiroso.
Pelo jeito, apoio a seu filho Fábio Garcia, presidente dos Democratas em Mato Grosso então, jamais. Afinal, Robério agiu a mando de quem, ao praticar essa agressão gratuita e fora de qualquer contexto político atual. Não custa lembra que seu filho Fábio passou 4 anos em Brasília sem apresentar nada que beneficiasse o Estado de Mato Grosso, só festava e curtia a noite brasiliense.
Política
Impasse na Federação União Progressista desafia candidatura de Jayme Campos
A disputa pela sucessão ao Palácio Paiaguás atinge um ponto decisivo de afunilamento político devido aos entraves jurídicos e partidários que ameaçam inviabilizar o projeto do senador Jayme Campos (UB) de concorrer ao Governo do Estado de Mato Grosso. O imbróglio político-partidário ganha contornos complexos à medida que os prazos regimentais se esgotam, colocando em xeque a coesão do grupo governista no estado.
O epicentro desse debate técnico ganhou ressonância pública por meio de declarações concedidas pelo presidente estadual do Partido Liberal (PL), Ananias Filho, o qual analisou a posição política ocupada pelo senador Jayme Campos. Apesar de reconhecer a importância histórica do parlamentar como uma das principais lideranças políticas mato-grossenses, o dirigente do PL apontou que a viabilidade de seu nome esbarra na rígida estrutura colegiada que governa a aliança.
A definição desse panorama eleitoral possui momento crucial marcado no calendário oficial com a realização da convenção do União Brasil, agendada para quinta-feira, dia 30 de julho, além do encontro oficial do Republicanos no dia 5 de agosto. Esses marcos temporais delimitam a margem de manobra das siglas para registrar oficialmente as chapas majoritárias antes do encerramento dos prazos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.
O palco das articulações estende-se geograficamente do Palácio Paiaguás e das sedes partidárias em Cuiabá até a jurisdição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. É no âmbito federal que os estatutos das federações foram homologados, estabelecendo diretrizes normativas com validade nacional que se sobrepõem às deliberações regionais isoladas dos partidos constituintes.
A dinâmica interna que dificulta a consolidação da postulação decorre do estatuto regimental da Federação União Progressista, bloco formado pela união entre o União Brasil (UB) e o Progressistas (PP). Segundo o regimento interno, a aprovação na convenção isolada do partido não garante o registro da chapa, cabendo exclusivamente à direção executiva do bloco federativo a prerrogativa do aval definitivo sobre candidaturas majoritárias.
A razão central para a criação deste impasse repousa no racha interno instaurado no bloco governista, dividido entre o apoio ao senador e a priorização da candidatura à reeleição do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A falta de consenso quanto à liderança que encabeçará a chapa majoritária expõe divergências estratégicas que ameaçam a unidade construída ao longo dos últimos anos.
Na teia de coligações e alianças que se desenha no estado, a composição da Federação União Progressista desempenha papel central ao tentar harmonizar os interesses do União Brasil e do PP em um único projeto eleitoral. O diálogo com outras siglas da base governista, como o Republicanos, exige articulação contínua para evitar a sobreposição de palanques e a consequente perda de força política do grupo.
O propósito subjacente à defesa da manutenção do nome de Jayme Campos na disputa reflete a intenção de enriquecer o debate público por meio da experiência de um político com longa trajetória Executiva e Legislativa. Defensores do diálogo democrático sustentam que a pluralidade de ideias no pleito amplia as alternativas apresentadas ao eleitorado mato-grossense para os próximos quatro anos.

As consequências imediatas da indefinição apontam para uma provável fragmentação da base de apoio do atual governo, cenário que pode dividir votos em bases eleitorais estratégicas do estado. A eventual dispersão das forças governistas entre candidaturas concorrentes altera os cálculos de alianças e pode redefinir o equilíbrio de forças na corrida eleitoral.
Diante do iminente desfecho do processo de homologações, o quadro eleitoral mato-grossense delineia-se com nomes já confirmados na disputa majoritária, destacando-se a candidatura de Wellington Fagundes pelo Partido Liberal. Paralelamente, despontam na corrida Rafaell Milas (Missão), Sargento Laudicério Machado (Agir) e a médica Natasha Slhessarenko, cotada para ser oficializada pelo PSD, definindo um cenário competitivo e multifacetado para o pleito estadual.
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