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Pacto pelo Pantanal é firmado durante 8º Fórum Mundial da Água

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Água não tem fronteira, não se limita a mapas geográficos. O Pantanal, uma das maiores áreas úmidas continentais do mundo, “abraça” três diferentes nações e povos (Brasil, Bolívia e Paraguai) e exige esforços conjuntos no cuidado desse patrimônio que é de toda a humanidade esforços tanto por parte de governos, instituições, empresas e cidadãos.

A importância da cooperação para a promoção da conservação da biodiversidade, valorização da cultura, do desenvolvimento sustentável do Pantanal, de políticas públicas integradas de preservação e conservação ambiental e o fomento à pesquisa científica sobre esse bioma peculiar foram reafirmadas em pacto celebrado por ministros de Meio Ambiente e chefes de delegação dos três países neste Dia Mundial da Água neste 22 de março.

A Declaração para a Conservação, Desenvolvimento Integral e Sustentável do Pantanal foi assinada durante o 8º Fórum Mundial da Água, evento realizado em Brasília com ampla repercussão junto a organizações e opinião pública. A Gerente de Pesquisa e Meio Ambiente do Sesc Pantanal, Cristina Cuiabália, foi convidada pelo Ministério do Meio Ambiente e WWF Brasil a ser porta-voz do Pantanal, apresentando o panorama geral sobre o bioma, suas principais características, histórico da ocupação, pressões, ameaças e oportunidades.

A declaração de intenções contém 32 itens e o termo renova compromissos estabelecidos em diferentes pactos, a exemplo, resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a imprescindível defesa do manejo sustentável de recursos hídricos, o compromisso mundial pelo meio ambiente celebrado durante a ECO-92 e a Convenção de Ramsar, tratado de cooperação internacional em prol da conservação e uso racional das áreas úmidas.

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O Sesc Pantanal detém a primeira reserva privada no Brasil a ser designada internacionalmente como Sítio Ramsar pela Convenção de Ramsar, tanto por sua extensão (108 mil hectares – a maior área de conservação particular do país), quanto biodiversidade e modelo de gestão e pesquisas. Hoje, a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Sesc Pantanal é a representante dos 22 Sítios Ramsars no Brasil.

Em meio à programação do 8º Fórum Mundial da Água, o novo compromisso firmado de cooperação intergovernamental observa que Bolívia, Brasil e Paraguai reconhecem a gestão da água como estratégica para a redução sistemática dos riscos impostos à segurança hídrica, problemática que preocupa a comunidade internacional diante do aquecimento global e outros fenômenos naturais, paralelamente a fenômenos socioeconômicos, políticos e culturais.

O cuidado com mananciais em todo o planeta é um pacto público que deve ser reafirmado por todos os povos, dada a importância da água à vida. A ONU aponta o direito humano à água e ao saneamento como essenciais, direito que se reverbera em inúmeras legislações de nações mundo afora, a exemplo, a Constituição Federal do Brasil. Entre as resoluções da ONU, há o compromisso firmado de que Estados e organizações internacionais proporcionem recursos financeiros, capacitação e a transferência de tecnologia para ajudar aos países, em particular países em desenvolvimento, para alcançar o fornecimento de água potável e saneamento saudável, limpo, acessível e alcançável para todos.

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O 8º Fórum Mundial da Água é organizado pelo Conselho Mundial da Água (WWC, sigla em inglês) desde 1996. Acolhido no Brasil nesta nova edição, é a primeira vez que o evento é realizado num país do Hemisfério Sul. A oitava edição do evento é promovida pelo governo federal, por meio da Agência Nacional de Águas (ANA), pelo governo do Distrito Federal, representado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), e pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). O evento iniciado no dia 18 se encerra nesta sexta-feira, dia 23 de março, mas suas contribuições se perpetuam junto a governos, organizações e comunidade internacional.

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Hospital Geral de Cuiabá faz apelo por doação de leite materno para UTI Neonatal

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O Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá (HG) fez um apelo urgente à população diante da queda significativa no estoque do banco de leite humano. A unidade precisa de doações para garantir a alimentação de recém-nascidos internados na UTI Neonatal, muitos deles prematuros e em estado delicado.

O alerta ocorre em maio, mês dedicado à conscientização sobre a importância do aleitamento materno, o que reforça a necessidade de mobilização da sociedade.

De acordo com o coordenador do Banco de Leite Humano do Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá (HG), Marcus Vinicius de Carvalho, o leite humano é essencial para a recuperação e o desenvolvimento dos bebês internados, especialmente aqueles que ainda não conseguem se alimentar diretamente no peito.

Pedimos que mulheres que estejam amamentando e tenham produção excedente procurem o banco de leite. Cada frasco doado pode alimentar vários bebês. Para esses recém-nascidos, o leite materno é como um ‘ouro líquido’: protege contra infecções, auxilia no desenvolvimento intestinal e pode reduzir o tempo de internação“, explica.

Como doar

Para se tornar doadora, é necessário estar em fase de amamentação, ter boa saúde e não fazer uso de medicamentos contraindicados. A coleta pode ser realizada em casa, com recipientes esterilizados fornecidos pelo hospital. A equipe também orienta as mães sobre a forma correta de ordenha e armazenamento.

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O banco de leite do Banco de Leite Humano do Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá (HG) funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, na Rua 13 de Junho, 2101 – 2º andar, região central de Cuiabá.

Informações adicionais podem ser obtidas pelo telefone (65) 3363-7035 ou WhatsApp: (65) 99601-1802.

Não é preciso doar grandes quantidades. Cerca de 300 mililitros por semana já fazem diferença. É um gesto simples, gratuito e que pode salvar vidas“, reforça o coordenador.

Maio: mês de incentivo ao aleitamento

A mobilização acontece em sintonia com as campanhas nacionais de incentivo ao aleitamento materno. De acordo com o Ministério da Saúde, o leite humano pode reduzir em até 13% a mortalidade infantil por causas evitáveis. Apesar do aumento na procura por bancos de leite em Mato Grosso, o volume de doações ainda não acompanha a demanda.

Referência no atendimento a gestantes e recém-nascidos de alto risco, o Hospital Geral atende pacientes de toda a região metropolitana de Cuiabá. Atualmente, os 16 leitos da UTI Neonatal estão ocupados, o que aumenta a preocupação da equipe.

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Com o estoque em nível crítico, a direção da unidade não descarta a possibilidade de racionamento do leite humano nos próximos dias, caso não haja reforço nas doações.

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