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ECONOMIA

Reduzir despesas vai gerar economia de 35% no custeio da máquina pública

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As medidas que o Governo de Mato Grosso tem tomado para reduzir as despesas da administração, gerando economia para enfrentar o desequilíbrio fiscal, resultarão em uma redução de 35% no custeio da máquina pública, economizando em contas de energia, água, internet, telefonia e materiais de escritório, por exemplo. De R$ 210 milhões gastos no mês de agosto, a conta do mês de setembro ficará em R$ 138 milhões.

seneri-paludo-300Para chegar a este valor, várias ações foram implantadas e dois decretos foram publicados. O Decreto Nº 675, de agosto de 2016, prevê que as despesas consideradas não essenciais para o estado sejam cortadas, inclusive as autorizações para concursos públicos. As secretarias estão reduzindo custos com água, energia, aluguéis e telefonia. As licitações em andamento cujos contratos não tenham sido assinados até o dia 10 de setembro foram suspensas.

O Decreto Nº 694, de setembro, alterou o horário de trabalho dos servidores públicos, também visando a economia nos órgãos públicos. O horário de funcionamento, com exceção de serviços como saúde, educação e segurança, que funcionam em regime de plantão, é das 13h às 19h desde a última segunda-feira (26).

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A mudança no horário de expediente deve trazer economia de R$ 200 milhões, até o fim do ano, nos gastos com água, luz, telefone e com a suspensão de desembolsos com despesas não essenciais.

Temos feito a lição de casa. Infelizmente o cenário econômico nos deixa numa situação em que está sendo difícil fazer frente a despesas básicas. Nossa prioridade é o salário do servidor em dia e tudo o que pudermos fazer para isso, será feito”, afirma o secretário de Fazenda, Seneri Paludo.

Receita

Seneri Paludo apresentou, em agosto deste ano, um conjunto de nove medidas intensificadas para incrementar a receita do Estado. As ações atendem a uma determinação do governador Pedro Taques e a expectativa é alcançar resultados em curto e médio prazos, já que até o final deste ano a previsão é a de arrecadar R$ 275 milhões, mas o plano de trabalho continuará em 2017. Essas medidas fazem parte de quatro eixos estratégicos que o Executivo vem lançando mão na busca pelo equilíbrio das contas públicas.

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Entre estas ações, está o Programa de Recuperação de Créditos do Estado de Mato Grosso (Refis-MT). A previsão é de arrecadar R$ 60 milhões nos primeiros 30 dias do programa, que já está em vigor, e totalizar R$ 150 milhões até o final deste ano.

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ECONOMIA

Tribunal de Contas e ANM firmam parceria para impulsionar economia e reduzir desigualdades

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O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, liderou nesta segunda-feira (18) uma reunião estratégica com representantes da Agência Nacional de Mineração (ANM), incluindo o gerente regional Jocy Miranda. O encontro marcou o início de uma parceria institucional voltada para regulamentar e fomentar a atividade mineradora no estado.

A principal pauta da reunião foi a defesa da mineração como um dos pilares da economia mato-grossense. Sérgio Ricardo destacou que, além da produção agrícola e pecuária, a exploração mineral deve ser reconhecida como atividade histórica e estratégica, capaz de gerar emprego, renda e arrecadação para os municípios.

O encontro ocorreu na manhã de segunda-feira, dia 18, em Cuiabá. A data simboliza o início formal de uma cooperação que, segundo os envolvidos, terá desdobramentos práticos nos próximos meses, com a publicação de notas recomendatórias e a instauração de auditorias específicas.

A reunião foi realizada na sede do Tribunal de Contas de Mato Grosso, em Cuiabá. O local foi escolhido por representar a instituição responsável pela fiscalização e pelo acompanhamento das políticas públicas, reforçando o caráter oficial e técnico da iniciativa.

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Segundo Sérgio Ricardo, a mineração pode ser um instrumento eficaz no combate às desigualdades regionais. A justificativa está na capacidade de arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que destina 60% de sua receita diretamente aos municípios, fortalecendo os cofres públicos e ampliando investimentos locais.

O Tribunal de Contas prepara uma nota recomendatória aos municípios e instaurará auditorias para mapear a produção de ouro e outros minerais. O processo incluirá rastreabilidade, exigência de licenciamento ambiental e autorização da ANM, além de fiscalização rigorosa. A medida pretende separar práticas informais da exploração legal e transparente.

Embora ainda não haja números oficiais sobre a produção mineral em Mato Grosso, o conselheiro enfatizou a necessidade de mensurar a quantidade de ouro extraído e de outros minerais. A arrecadação via Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que já representa uma fonte significativa de recursos, deverá ser ampliada com a regulamentação e fiscalização adequadas.

As declarações foram feitas pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), Sérgio Ricardo, que ressaltou a importância da mineração como divisor de águas na economia estadual. O gerente regional da ANM, Jocy Miranda, reforçou que a cooperação busca orientar os municípios sobre o uso correto dos recursos federais e estaduais provenientes da atividade.

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A expectativa é que a parceria entre TCE e ANM fortaleça a economia mato-grossense, ampliando a arrecadação municipal e estadual, além de promover maior transparência na exploração mineral. A medida também deve contribuir para reduzir desigualdades regionais, ao garantir que os recursos sejam aplicados em políticas públicas essenciais.

Nos próximos meses, o Tribunal de Contas deverá publicar oficialmente a nota recomendatória e iniciar auditorias em municípios com atividade mineradora. A ANM, por sua vez, continuará a fornecer suporte técnico e orientação, consolidando a mineração como um setor complementar ao agronegócio e fundamental para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso.

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