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BALANÇO 2021 APROVADO

Contas anuais da Prefeitura de Cuiabá recebe parecer favorável do TCE-MT

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Com superávit orçamentário, as contas anuais de governo da Prefeitura de Cuiabá receberam parecer prévio favorável à aprovação do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). O processo diz respeito ao exercício de 2021 e foi apreciado durante a sessão ordinária desta terça-feira (1°).

Sob relatoria do Conselheiro Antonio Joaquim, o balanço apontou que as despesas realizadas pelo município totalizaram R$ 3,352 bilhões.

O quociente da despesa orçamentária executada demonstrou economia, pois as despesas realizadas foram menores do que as autorizadas, correspondendo a 81,27% do previsto“, disse.

Na execução orçamentária houve superávit, já que a receita arrecadada foi 6,9% maior do que a despesa realizada.

Com relação aos limites e percentuais constitucionais e legais, o município aplicou 30,54% nas ações de saúde e 88,70% do Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb) para remuneração dos profissionais do magistério.

Os gastos com pessoal do Poder Executivo corresponderam a 40,9% do total da receita, enquanto os repasses ao Poder Legislativo foram equivalentes a 4,38%. Os limites de endividamento público também foram respeitados

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De acordo com o Conselheiro, as receitas efetivamente arrecadadas por Cuiabá totalizaram R$ 3,357 bilhões. A receita líquida, contudo, revelou déficit, uma vez que a arrecadação foi equivalente a 79,40% da prevista.

Além disso, o município não garantiu recursos para quitação das obrigações financeiras de curto prazo, apresentando disponibilidade financeira líquida deficitária em R$ 80,5 milhões.

O resultado financeiro evidencia que para cada R$ 1 de restos a pagar inscritos, há apenas 0,37% de disponibilidade financeira”.

Sobre as irregularidades apontadas nos autos, o Conselheiro afastou falha relacionada à não aplicação do percentual mínimo no desenvolvimento de ensino, equivalente a 16,65% da receita base.

Afasto o achado em razão das disposições contidas na emenda constitucional n° 119/2022”.

Manteve, contudo, as inconsistências referentes à ausência de implementação das novas regras de contabilidade e indisponibilidade financeira para cobertura dos restos a pagar, destacando que as falhas são reincidentes e que devem ser adotadas providências para suas regulações.

Praticamente 90% dos municípios estão com alto índice de disponibilidade financeira. Os caixas têm disponibilidade muito acima da curva. Compreendo que Cuiabá tem um histórico de endividamento e não se pode responsabilizar a atual gestão por tudo. É uma situação diferenciada, mas precisa ser resgatada para ser enfrentada”, afirmou.

De forma geral, Antonio Joaquim concluiu que as contas anuais estão favoráveis.

Os achados de auditoria mantidos nos autos não possuem o condão de macular as contas, sendo suficiente a emissão de recomendações para o aprimoramento da gestão pública”.

Frente ao exposto, acolheu parcialmente a sugestão do Ministério Público de Contas (MPC) e votou favoravelmente à aprovação do balanço, com ressalvas e recomendações para o que o Poder Legislativo recomende à gestão a adoção de medidas corretivas. Seu posicionamento foi acompanhado por unanimidade.

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ECONOMIA

Tribunal de Contas e ANM firmam parceria para impulsionar economia e reduzir desigualdades

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O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, liderou nesta segunda-feira (18) uma reunião estratégica com representantes da Agência Nacional de Mineração (ANM), incluindo o gerente regional Jocy Miranda. O encontro marcou o início de uma parceria institucional voltada para regulamentar e fomentar a atividade mineradora no estado.

A principal pauta da reunião foi a defesa da mineração como um dos pilares da economia mato-grossense. Sérgio Ricardo destacou que, além da produção agrícola e pecuária, a exploração mineral deve ser reconhecida como atividade histórica e estratégica, capaz de gerar emprego, renda e arrecadação para os municípios.

O encontro ocorreu na manhã de segunda-feira, dia 18, em Cuiabá. A data simboliza o início formal de uma cooperação que, segundo os envolvidos, terá desdobramentos práticos nos próximos meses, com a publicação de notas recomendatórias e a instauração de auditorias específicas.

A reunião foi realizada na sede do Tribunal de Contas de Mato Grosso, em Cuiabá. O local foi escolhido por representar a instituição responsável pela fiscalização e pelo acompanhamento das políticas públicas, reforçando o caráter oficial e técnico da iniciativa.

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Segundo Sérgio Ricardo, a mineração pode ser um instrumento eficaz no combate às desigualdades regionais. A justificativa está na capacidade de arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que destina 60% de sua receita diretamente aos municípios, fortalecendo os cofres públicos e ampliando investimentos locais.

O Tribunal de Contas prepara uma nota recomendatória aos municípios e instaurará auditorias para mapear a produção de ouro e outros minerais. O processo incluirá rastreabilidade, exigência de licenciamento ambiental e autorização da ANM, além de fiscalização rigorosa. A medida pretende separar práticas informais da exploração legal e transparente.

Embora ainda não haja números oficiais sobre a produção mineral em Mato Grosso, o conselheiro enfatizou a necessidade de mensurar a quantidade de ouro extraído e de outros minerais. A arrecadação via Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que já representa uma fonte significativa de recursos, deverá ser ampliada com a regulamentação e fiscalização adequadas.

As declarações foram feitas pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), Sérgio Ricardo, que ressaltou a importância da mineração como divisor de águas na economia estadual. O gerente regional da ANM, Jocy Miranda, reforçou que a cooperação busca orientar os municípios sobre o uso correto dos recursos federais e estaduais provenientes da atividade.

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A expectativa é que a parceria entre TCE e ANM fortaleça a economia mato-grossense, ampliando a arrecadação municipal e estadual, além de promover maior transparência na exploração mineral. A medida também deve contribuir para reduzir desigualdades regionais, ao garantir que os recursos sejam aplicados em políticas públicas essenciais.

Nos próximos meses, o Tribunal de Contas deverá publicar oficialmente a nota recomendatória e iniciar auditorias em municípios com atividade mineradora. A ANM, por sua vez, continuará a fornecer suporte técnico e orientação, consolidando a mineração como um setor complementar ao agronegócio e fundamental para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso.

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