Artigo
Por que sua empresa pode quebrar mesmo vendendo muito
Autor: Augusto Lyra* –
Confundir faturamento com lucro é mais comum do que parece. Afinal, o resultado real só aparece depois que todos os custos — inclusive aqueles que não são tão evidentes no dia a dia — são consolidados.
E quanto maior é o nível de complexidade de uma empresa, maior pode ser o erro. Isso acontece, por exemplo, em empresas com equipes externas, como as instaladoras de energia solar, elétrica, cabeamento estruturado, entre outras.
Esses negócios costumam operar em uma dinâmica fragmentada: os materiais são comprados em um mês, o faturamento é registrado apenas no mês seguinte e, muitas vezes, a entrega do serviço acontece só depois. Há ainda custos variáveis, como deslocamentos para a execução do trabalho e etc.
Para saber de fato se a empresa está gerando prejuízo ou lucro, é preciso analisar tudo em profundidade, conectando cada etapa do processo.
Mas, como conectar e medir tudo isso com precisão?
É nesse contexto que a tecnologia assume um papel essencial. Afinal, um sistema de gestão completo — integrando financeiro, operações, vendas, estoque, monitoramento externo e indicadores — não serve apenas para registrar dados, mas para revelar o que está oculto. Ele cruza contas a receber, custos de materiais, hora-homem de cada técnico, deslocamentos e despesas variáveis que normalmente passam despercebidas. E, quando esses dados se encontram em um único dashboard, a realidade aparece: projetos que pareciam altamente rentáveis, às vezes, estão no zero a zero ou até no prejuízo.
Isso é ainda mais evidente no setor de energia solar, onde muitos projetos são financiados. O valor entra à vista no caixa, dando a sensação de lucro imediato. Mas os custos — deslocamento, equipamentos, retrabalho, instalação, garantia, manutenção — continuam surgindo nos meses seguintes. Sem uma ferramenta que consolide tudo, o empresário às vezes só descobre o problema quando é tarde demais.
No meu dia a dia, já observei empresas com mais de uma centena de profissionais externos fecharem as portas mesmo com faturamento acima da média. O problema não era vender pouco, mas não saber exatamente onde o dinheiro estava sendo gasto — e, principalmente, onde estava sendo perdido.
Por isso, minha recomendação é: invista em tecnologias que integrem e mostrem dados em tempo real, apontando gargalos antes que eles se tornem irreversíveis. Um sistema completo não serve apenas para organizar a empresa. Ele serve para revelar a verdade sobre ela.
No final das contas, não é sobre quanto você fatura — é sobre quanto você retém. E, principalmente, é sobre transformar tecnologia em visão estratégica para manter seu negócio sustentável e preparado para crescer de forma consistente.
*Augusto Lyra, CEO da Everflow
Artigos
Traição política e democracia, a linha tênue entre estratégia e compromisso
Autora: Kelly Silva* –
Na democracia, mudanças de posicionamento fazem parte do jogo político. Divergências, novas alianças e rupturas acontecem em qualquer cenário onde diferentes interesses convivem. Porém, existe uma diferença entre a liberdade democrática e a chamada traição política.
A democracia garante que líderes possam mudar de opinião, rever decisões e até romper alianças. Isso é legítimo quando acontece por princípios, convicções ou pelo interesse coletivo. O problema surge quando essas mudanças são movidas apenas por vantagens pessoais, acordos de bastidores ou disputas por poder.
Muitos políticos se elegem defendendo um grupo, uma ideologia ou um projeto. Mas, após assumirem seus cargos, mudam de lado rapidamente, abandonam discursos e esquecem compromissos feitos com a população. Para parte da sociedade, isso é visto como traição. Para outros, é apenas articulação política dentro da democracia.
A verdade é que a democracia permite escolhas, mas também exige responsabilidade. O eleitor não espera que um político seja refém de alianças eternas, mas cobra coerência entre discurso e prática. Quando a mudança de postura acontece sem transparência, nasce a desconfiança.
Traição política não é apenas romper com aliados. É romper com a confiança do povo. E nenhuma democracia se fortalece quando a população deixa de acreditar em quem foi eleito para representá-la.
No fim, a política continuará sendo feita de alianças e disputas. Mas a diferença entre estratégia e traição estará sempre na motivação de cada decisão e no impacto que ela causa na vida da população.
*Kelly Silva é jornalista e pós graduada em alta política
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