AÇÃO SOCIAL
“Mutirão do Consumidor” acontece no Bairro Pedra 90
Negociação de dívidas, emissão de documentos, consulta de vagas de empregos e outros serviços serão oferecidos na segunda edição do “Mutirão do Consumidor” que acontece na Creche Municipal Professor Rafael Rueda, no Bairro Pedra 90, entre os dias 26 e 28 de novembro.
A ação realizada pela Comissão de Defesa do Consumidor e Contribuinte da Câmara Municipal de Cuiabá conta com parceria de empresas e outras entidades e autarquias como Procon Municipal, Procuradoria Municipal, Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Defensoria Pública, Assembleia Legislativa, Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), concessionárias de águas e esgoto e de energia, entre outros.
O presidente da comissão, vereador Rodrigo Arruda e Sá (Cidadania), disse que o evento será um momento para aqueles que queiram quitar seus débitos e participar de outras atividades.
“Será uma oportunidade para quem quer tirar seu nome do SPC e Serasa. O objetivo do Mutirão do Consumidor é ajudar as pessoas com débitos no mercado ou que estão com os impostos atrasados. Também haverá a emissão de documentos importantes como RG e carteira de trabalho, serão muitos benefícios e facilidades para a população”, informou o parlamentar.
Os atendimentos do mutirão serão divididos da seguinte forma: na sexta-feira (26), das 08h às 17h, terá somente atendimento do Sine da Gente com serviços como balcão de empregos, orientação sobre o seguro desemprego e carteira de trabalho digital.
Os demais atendimentos acontecem no sábado (27), às 08h às 17h, e no domingo (28), das 08h às 12h.
Veja os serviços que serão oferecidos nos dias 27 e 28 de novembro:
– Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL): Consulta CPF Disponibilização APP da CDL Cuiabá onde são ofertadas vagas de emprego Disponibilização de APP SPC Consumidor para consulta de nome, monitoramento de CPF e Score Instruções e orientações financeira e alerta sobre fraudes.
– Águas Cuiabá: serviço de negociação de débitos com parcelamento e valor de entrada diferenciados para o mutirão, ouvidoria de pedidos de reparos e fornecimento de água.
– Procon Municipal: serviço de intermediação na negociação e renegociação de débitos, entrada em processos.
– Procuradoria Municipal: serviço de negociação de dívidas de impostos municipais como ISSQN, IPTU, taxas e multas no âmbito municipal.
– Energisa: Renegociação de dívidas.
– DETRAN: Entrada na habilitação e renovação, multas, taxas e parcelamentos de débitos.
– SEMOB: Negociação de dívidas de multas e taxas municipais.
– Secretaria Municipal de Assistência Social: Cadastro Único, PAIF, SCFV, Benefícios Eventuais.
– Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso: Confecção do Documento de Identidade (RG)
– Defensoria Pública: Declaração de hipossuficiência para emissão de RG e entrada no pedido de casamento, orientação jurídica cível, criminal e consumidor
A Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) vai realizar um mutirão de limpeza na região.
“Ainda aguardamos a confirmação de outras empresas e entidades. Será um evento mais completo que o primeiro“, diz o presidente da comissão, vereador Rodrigo Arruda e Sá.
ECONOMIA
Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050
Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.
Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.
A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.
Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.
A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.
Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.
Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.
Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.
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