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ECONOMIA

MT recebe quase R$ 15 milhões do Ministério dos Transportes

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Governo de Mato Grosso recebeu R$ 14.805.503,40 em recursos federais que serão investidos em sete obras de duplicação, reconstrução e sinalização de rodovias da Baixada Cuiabana. A liberação é resultado da articulação política do governador Pedro Taques, e técnica do secretário Marcelo Duarte (Infraestrutura e Logística), junto ao Ministério dos Transportes.

estradaO montante vai integrar o pacote de obras de mais de R$ 1 bilhão do programa Pró-Estradas/Vale do Rio Cuiabá, que será lançado ainda este ano. A autorização consta no Diário Oficial da União (DOU) que circulou nesta quinta-feira (29/.0). 

Relativo à Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) de 2015, o recurso estava bloqueado devido a problemas na prestação de contas da gestão anterior. Para obter o aval do ministro Antônio Carlos Rodrigues, a Sinfra apresentou nova prestação de contas e também um plano de trabalho detalhando onde serão investidos os recursos. 

Atual vice-presidente regional do Centro-Oeste do Conselho Nacional de Secretários de Transportes (Consetrans), Marcelo Duarte destaca que, a partir da reforma administrativa, foi criada dentro da Sinfra uma unidade específica para tratar de convênios federais e programas de financiamentos. “A articulação do governo, o trabalho técnico da equipe que corrigiu os erros apontados pelo Ministério e montou o plano de trabalho foram fundamentais para recebermos este recurso, que já está na nossa conta”.

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Obras na Baixada 

De acordo com o plano de trabalho da Sinfra, sete rodovias estaduais da Baixada Cuiabana receberão os recursos da CIDE. Mais de R$ 4,015 milhões serão investidos na duplicação da Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), entre o trevo da MT-010 (próximo ao Atacadão) e o trevo de acesso ao bairro Jardim Vitória (Fundação Bradesco). A duplicação, que custará R$ 24 milhões, terá início ainda este ano. A CIDE também destinou recursos para mais duas obras de reconstrução e sinalização da MT-251.

Outros R$ 3,5 milhões serão aplicados na obra de duplicação da rodovia Palmiro Paes de Barros (MT-040), entre Cuiabá e Santo Antonio de Leverger, obra que estava paralisada desde 2009 e foi retomada em 2015.

Ainda conforme o plano de trabalho, pelo menos R$ 1.773 milhões vão para reconstrução da Rodovia Helder Cândia (MT-251), entre o Distrito de Nossa Senhora da Guia e o município de Rosário Oeste. E mais R$ 485 mil serão utilizados na reconstrução da MT-246 de Acorizal ao trevo com a BR-163 (município de Jangada).

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Rodovia Trecho Custo em R$
MT-040 (Rodovia Palmiro Paes de Barros) Duplicação MT-040/ km 5 (Pq Cuiabá) e Km 28,16 (Santo Antônio de Leverger) 3.500.652,49
MT-251 (Rodovia Emanuel Pinheiro) Duplicação MT-251/ Entr com MT-010 e trevo Jardim Vitória (Fundação Bradesco) 4.015.628,56
MT-251 (Rodovia Emanuel Pinheiro) Reconstrução MT-251/ Chapada dos Guimarãs e Posto Gardez  2.131.943,84
MT-251 (Rodovia Emanuel Pinheiro) Reconstrução MT-251/ Trevo do Jardim Vitória ao entroncamento da MT-351 (acesso ao Lago do Manso) 2.260.320,56
MT-010 (Rodovia Helder Cândia) Reconstrução MT-010/ Entr. MT-402 (Distrito da Guia) e Entr. MT-240 (Rosário Oeste) 1.773.152,52
MT-246 (Rodovia Reconstrução MT-246/ Entr. MT-010 (Acorizal) e Entr. BR-163 (acesso a Jangada) 485.902,37
MT-251 (Rodovia Emanuel Pinheiro) Sinalização MT-251/ Trevo Jardim Vitória ao Balneário Mutuca 637.903,06
Valor total 7 trechos 14.805.503,40

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ECONOMIA

Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050

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Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.

Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.

A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

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O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.

Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.

A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.

Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.

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Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.

Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.

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