ECONOMIA
Governo lança linha de crédito específica para o setor de turismo
O governador de Mato Grosso, Pedro Taques, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Seneri Paludo, e o presidente da Agência de Fomento de Mato Grosso (MT Fomento), Mário Milton Ferreira Mendes, assinaram protocolo de intenções para implantar o programa Desenvolve Turismo. A assinatura foi feita durante a Feira Internacional de Turismo do Pantanal, que está sendo realizada até domingo (24), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.
O programa Desenvolve Turismo irá disponibilizar linhas de crédito para o financiamento de projetos, apoiando as micro, pequenas e médias empresas do turismo, tanto na área urbana quanto na rural. A linha de crédito terá os recursos provenientes do Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Fundeic).
A MT Fomento, que será a responsável pela operação do programa, está formatando os detalhes da linha de crédito, como valor a ser disponibilizado, condições de pagamento, entre outros, e será lançada em breve. Os recursos poderão ser utilizados pelos empresários do setor para implantação, modernização, reforma ou ampliação de suas atividades.
Nesta sexta-feira (22), ainda na programação da FIT Pantanal, às 14h20, a MT Fomento fará uma apresentação prévia da Desenvolve Turismo para o Trade Turístico de Mato Grosso.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Seneri Paludo, a linha direcionada especificamente para o turismo é estratégica para que os empresários possam investir em melhorias no seu negócio. “Não adianta nada a gente eleger como prioridade o turismo, fazer promoção e divulgação dos nossos atrativos e qualificação técnica, se não trabalharmos com outra importante ferramenta que é o incentivo financeiro”.
O governador Pedro Taques destacou que o trade turístico é quem sabe quais são suas necessidades e ao Poder Executivo cabe desenvolver políticas públicas que apoiem o setor. “É preciso dar boas condições para o turista que vem para cá, como bom atendimento e estrutura dos empreendimentos, por isso a linha de crédito”.
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Turismo de Mato Grosso (Sindetur-MT), Oiran Gutierrez, pela primeira vez o governo enxerga o turismo como setor da economia, que gera renda. “São ações assim que efetivamente nos auxiliam no desenvolvimento do nosso negócio”.
Ainda na ocasião, a Sedec apresentou outras ações que são desenvolvidas pela pasta com foco no fomento ao turismo, como o Programa Estadual de Incentivo à Aviação Regional (Voe MT), a reativação do Conselho Estadual de Turismo e a divulgação do Boletim de Turismo de Mato Grosso.
FIT Pantanal
A FIT Pantanal é realizada pelo Governo do Estado, por meio da Sedec, e o Trade Turístico de Mato Grosso com o apoio do Ministério do Turismo e do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Prefeitura de Cuiabá, Senac, Sebrae, Sesc, Fecomércio, além de outras entidades.
Exposição de Turismo e Negócios
Todos os dias, a partir das 16h, os portões da FIT Pantanal abrem para visitação gratuita da população. A programação se estende até às 22h, no Pavilhão das Nações.
Na Feira de Negócios o público poderá adquirir pacotes turísticos e viagens com até 50% de desconto, uma ótima oportunidade para conhecer os atrativos naturais do Estado.
O Festival Gastronômico Sabores de Mato Grosso conta com a presença de 11 restaurantes e dois food bikes que prepararão pratos gourmets com preços acessíveis.
Já a Feira de Artesanato estará presente com cerca de 80 estandes divididos entre associações de artesãos e indígenas.
No espaço Turismo e Aventura a atração ficará por conta da demonstração gratuita dos esportes de aventura.
Toda a programação é realizada no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.
ECONOMIA
Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050
Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.
Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.
A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.
Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.
A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.
Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.
Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.
Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.
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