CHEGADA DO ASFALTO MUDA REALIDADE
Licitação para pavimentação da Rodovia do Coxipó do Ouro esta marcada para junho
O acesso ao Distrito do Coxipó do Ouro, que conserva 300 anos de história e cultura, ficará mais fácil e rápido com a chegada do asfalto. Apesar da localidade estar a menos de 20 quilômetros de Cuiabá, para chegar até lá é preciso percorrer quase 10 quilômetros de estrada de chão. Porém, essa realidade deve mudar.
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) marcou para o dia 20 de junho a abertura do processo licitatório para contratação de empresa de engenharia que vai executar os serviços de implantação e pavimentação da rodovia MT-030, no trecho que vai do do perímetro urbano de Cuiabá até a Ponte de Ferro, em direção ao Coxipó do Ouro; extensão de 4,12 km.
O valor estimado da obra é de R$ 5,5 milhões e a disputa será em lote único na modalidade Regime Diferenciado de Contratação (RDC). onde vence quem apresenta o menor preço para execução da obra. Confira o edital aqui.

Os recursos partiram de uma emenda aditiva ao Projeto de Lei nº 913/2020 (Projeto de Lei Orçamentária Anual 2021) proposta pelo deputado estadual Wilson Pereira dos Santos (PSD), no valor de R$ 5 milhões, através da Ação 5148, para “pavimentação de rodovias de acesso às sedes municipais, no Programa 338 – Infraestrutura e Logística, na Fonte 100, na Região 600“.
“A presente emenda aditiva ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA 2021), Lei Orçamentária Anual 2021, visa melhorar o tráfego da MT-402 que liga Cuiabá ao Distrito do Coxipó do Ouro (rodovia Coxiponês) compreendendo 16 km (dezesseis quilômetros) e manter a infraestrutura e a logística do Estado, dando apoio para melhorar o desenvolvimento urbano“, diz justificativa da emenda.
“Este é o primeiro trecho da obra (4,2 km) , do bairro Dr. Fábio até a Ponte de Ferro. Vamos continuar cobrando para que a segunda etapa, da Ponte de Ferro até a Vila do Coxipó do Ouro, seja licitada nos próximos dias“, disse o deputado Wilson Santos.
A licitação acontece no dia 20 de junho, a partir das 9h, na sala de licitações da SINFRA (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística).
ECONOMIA
Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050
Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.
Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.
A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.
Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.
A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.
Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.
Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.
Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.
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