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ECONOMIA

Governo investe R$ 3 milhões no Distrito Industrial de Cuiabá com a construção da Companhia do Corpo de Bombeiros

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O Governo do Estado vai investir aproximadamente R$ 3 milhões para construir uma Companhia do Corpo de Bombeiros no Distrito Integrado Industrial e Comercial de Cuiabá (DIICC). A instalação definitiva de uma unidade no local é uma reivindicação de 30 anos e ocupará uma área de 1 mil m² de um total de 6 mil m² disponibilizados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) para abrigar possíveis novas instalações de órgãos públicos no local.

distrito industrialDo total a ser investido, R$ 2 milhões serão provenientes do Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Fundeic), gerido pela Sedec, e R$ 1 milhão será o aporte da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) e do Corpo de Bombeiros, conforme termo de cooperação assinado entre os órgãos.

O investimento no distrito faz parte do plano de trabalho conduzido pela pasta para promover melhorias no local, com intermediações para efetivação tanto de serviços de terceiros, quanto para realizar ações próprias do governo, como é o caso da instalação definitiva dessa unidade dos Bombeiros. O quartel atenderá o empresariado e as ocorrências da comunidade da região. Desde o primeiro ano desta gestão o Governo do Estado adotou uma política de reaproximação com os setores da iniciativa privada visando à retomada do desenvolvimento socioeconômico de Mato Grosso.

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O Corpo de Bombeiros na região do Distrito terá uma área de administração e uma área operacional, que abrigará o almoxarifado, garagem de viaturas, salas de aula e centro de treinamento.

Em outra frente de ações para melhorias no Distrito Industrial, a Sedec avalia junto à Secretaria de Infraestrutura (Sinfra) firmar um termo de cooperação. A parceria terá como finalidade a abertura, pavimentação e a manutenção de ruas no complexo.

"Essas ações demonstram a vontade da administração de se aproximar do setor empresarial e auxiliá-los para que possam gerar emprego e renda na localidade. Essa ação toda é, na verdade, uma forma de fomentar a economia local, o que é bom para o cidadão e para a gestão", destaca o secretário Seneri Paludo.

Em 2015 a Sedec também conduziu as negociações junto a rede Energisa (postes e fiação) e à prefeitura de Cuiabá (iluminação) para a implantação da rede elétrica na Rua 21, que é a principal via de acesso ao Distrito Industrial. Antes as empresas instaladas nesta rua precisavam recorrer à iluminação de outras vias e agora novas empresas já estão se instalando por conta da oferta de energia local.

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O Distrito Integrado Industrial e Comercial de Cuiabá (DIICC) possui 227 empresas em funcionamento, 41 em implantação e 14 reservas de áreas feitas por empreendimentos.

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ECONOMIA

Recuperação das bacias hidrográficas encerra ciclo de sobretaxa na energia elétrica no Brasil

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou, na última sexta-feira, 25, o acionamento da bandeira verde para o mês de outubro em todo o território nacional. A decisão do órgão regulador assegura que a tarifa de energia elétrica cobrada dos consumidores brasileiros não terá nenhum acréscimo financeiro no próximo período de faturamento, marcando uma virada expressiva na gestão dos recursos energéticos do país.

Esta mudança tarifária beneficia diretamente os milhões de consumidores residenciais, comerciais e industriais conectados ao Sistema Interligado Nacional. O encerramento das cobranças adicionais atinge toda a população atendida pela rede elétrica integrada, aliviando o orçamento das famílias e reduzindo os custos operacionais do setor produtivo brasileiro após sucessivos meses de tarifas elevadas.

A medida passa a vigorar oficialmente a partir do dia primeiro de outubro, abrangendo todo o ciclo de faturamento mensal do mês vindouro. As faturas emitidas pelas distribuidoras locais ao longo desse período já refletirão a ausência do custo extra, consolidando a transição do regime tarifário que vigorou durante os meses mais secos do ano.

O encerramento da sobretaxa ocorreu devido ao início do período de transição entre as estações seca e úmida nas principais bacias hidrográficas do país. O aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste estabilizou os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, permitindo ao Operador Nacional do Sistema Elétrico reduzir o uso das usinas termelétricas, cujo custo de geração é consideravelmente mais alto.

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O alívio financeiro se concretizou com o término da bandeira amarela, que vigorou ininterruptamente entre os meses de maio e setembro deste ano. Durante esse intervalo de cinco meses, a sobretaxa imposta aos consumidores gerava um custo adicional de R$ 1,885 para cada cem quilowatts-hora consumidos, onerando o orçamento doméstico em um momento de atenção aos gastos essenciais.

Para uma família brasileira com consumo médio mensal de duzentos quilowatts-hora, a alteração anunciada representa uma economia direta de cerca de R$ 3,77 na fatura, valor calculado antes da incidência dos impostos estaduais e federais. Embora pareça modesta individualmente, essa redução gera um impacto positivo significativo quando somada em escala nacional, estimulando o consumo e reduzindo a pressão inflacionária sobre o custo de vida.

O processo de definição das bandeiras tarifárias é gerenciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) com base no monitoramento contínuo das condições de geração de energia no país. O Operador Nacional do Sistema Elétrico avalia semanalmente a capacidade dos reservatórios e os custos de produção, fornecendo os dados técnicos que fundamentam a decisão do órgão regulador sobre a necessidade ou não de acionar fontes de energia complementares.

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O histórico regulatório de 2026 demonstra a oscilação direta das tarifas em relação às condições climáticas observadas no país. A bandeira verde vigorou inicialmente de janeiro a abril, período em que o regime de chuvas mantinha os reservatórios em níveis confortáveis, garantindo a geração limpa e barata sem a necessidade de cobranças adicionais na conta dos cidadãos.

A deterioração das condições hídricas a partir do outono exigiu o acionamento da bandeira amarela no mês de maio, quando o início do período seco começou a afetar criticamente os estoques de água. A manutenção dessa taxa suplementar até setembro refletiu a sustentada necessidade de operar usinas térmicas para garantir o suprimento elétrico contínuo e evitar riscos de desabastecimento no território nacional.

A reabertura do ciclo de bandeira verde em outubro sinaliza uma perspectiva otimista para o encerramento do ano no setor elétrico nacional. A recuperação do volume dos reservatórios e a previsão de continuidade das precipitações pluviométricas nas áreas de captação oferecem estabilidade ao sistema energético, garantindo modicidade tarifária para a sociedade e maior previsibilidade para os agentes econômicos do país.

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