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ALIANÇA POLÍTICA PARA O SEGUNDO TURNO

Pivetta reaproxima-se do PL, prioriza campanha presidencial e sinaliza reformulação no secretariado para “Novo Mandato”

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O governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Olavo Pivetta (Republicanos), oficializou a retomada pública de sua aliança política com lideranças do Partido Liberal (PL). O encontro reuniu representantes das duas siglas com o objetivo de fortalecer a atuação conjunta no Estado durante a campanha presidencial do segundo turno das eleições de 2026, consolidando uma nova etapa de articulação política após o encerramento da disputa eleitoral estadual.

Durante a reunião, o chefe do Executivo Estadual destacou a importância do momento e ressaltou a proximidade política mantida ao longo dos últimos anos com o senador eleito José Medeiros (PL). Segundo o governador, apesar da afinidade entre ambos, o cenário eleitoral os colocou em grupos adversários durante a campanha estadual, o que limitou manifestações públicas de apoio e aproximação.

Ao discursar diante dos presentes, o chefe do Executivo Estadual afirmou que a conclusão do primeiro turno permitiu superar divergências circunstanciais decorrentes da disputa regional. Em tom de conciliação, declarou que o grupo agora possui liberdade para atuar de forma unificada em torno de objetivos políticos comuns, fortalecendo a base conservadora em Mato Grosso.

A principal meta da articulação, de acordo com Pivetta, será ampliar o apoio eleitoral ao candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, no segundo turno. O governador enfatizou que a mobilização envolverá lideranças políticas, prefeitos, vereadores e demais aliados, com o intuito de maximizar a votação do candidato em território mato-grossense.

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Ao projetar os próximos passos da campanha, Otaviano Pivetta manifestou confiança na capacidade de mobilização do grupo e reforçou a necessidade de engajamento político em todo o Estado. O governador encerrou sua fala defendendo união entre os aliados e afirmando que o momento exige esforço coletivo para alcançar os objetivos eleitorais definidos pela coalizão.

Além das articulações eleitorais, o governador também abordou temas relacionados à composição administrativa do próximo mandato. Questionado sobre possíveis alterações na estrutura do governo, admitiu que avalia mudanças no primeiro escalão, embora tenha evitado antecipar nomes ou detalhar quais secretarias poderão passar por reformulações nos próximos meses.

Segundo Pivetta, a análise do secretariado integra um processo natural de aperfeiçoamento da gestão pública. O governador argumentou que a experiência acumulada ao longo dos últimos anos permite identificar áreas que necessitam de ajustes, tornando necessárias revisões estratégicas para aprimorar a eficiência administrativa e os resultados entregues à população.

Sobre a possibilidade de retorno de antigos integrantes da equipe de governo, o chefe do Executivo não descartou completamente essa hipótese. Contudo, sinalizou que a tendência predominante é a renovação de quadros administrativos. Ao classificar esse cenário como “possível, mas pouco provável”, indicou preferência por novas composições para o próximo ciclo governamental.

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As declarações ocorrem após mudanças significativas ocorridas na estrutura governamental durante o período de transição. Em março, cinco secretários deixaram seus respectivos cargos para disputar as eleições.

Entre eles estavam Fábio Garcia, da Casa Civil; Alan Porto, da Educação; Alan Kardec, da Ciência, Tecnologia e Inovação; Coronel Roveri, da Segurança Pública; e Gilberto Figueiredo, da Saúde, provocando uma reorganização estratégica na administração estadual.

Reeleito em primeiro turno após assumir o comando de Mato Grosso com a renúncia de Mauro Mendes para disputar uma vaga no Senado Federal, Pivetta iniciará um novo mandato à frente do Executivo Estadual entre 2027 e 2030, tendo Gisela Simona (UB) como vice-governadora.

Ao defender a continuidade da gestão baseada em resultados, o governador afirmou que a próxima administração será marcada pela busca permanente por correções de rumo, melhoria dos serviços públicos e redução de erros, reforçando o compromisso com a eficiência e o desenvolvimento do Estado.

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Política

Nova Mesa Diretora é eleita por unanimidade na Câmara de Cuiabá para o Biênio 2027/2028

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A Câmara Municipal de Cuiabá definiu, nesta terça-feira, sua nova composição de comando para o Biênio 2027/2028. O vereador Ilde Taques (Podemos) foi eleito presidente da Casa de Leis com os 27 votos dos parlamentares presentes, alcançando unanimidade em um processo eleitoral marcado pela ausência de disputa e pela consolidação de um amplo bloco de apoio político.

A eleição respondeu à principal questão do processo legislativo: quem comandará o Poder Legislativo Municipal nos próximos dois anos. Além da escolha de Ilde Taques para a Presidência, a nova Mesa Diretora será composta por Eduardo Magalhães como primeiro vice-presidente, Maria Avallone como segunda vice-presidente, Adevair Cabral como primeiro-secretário e Michelly Alencar como segunda-secretária.

O pleito ocorreu no plenário da Câmara Municipal de Cuiabá, sede oficial do Parlamento da Capital Mato-grossense. O resultado reafirma a força das articulações políticas construídas ao longo dos últimos meses e estabelece uma nova configuração administrativa para conduzir os trabalhos legislativos até o encerramento do Biênio.

A votação foi realizada sem concorrência, uma vez que apenas a chapa liderada por Ilde Taques foi registrada dentro do prazo regimental. Dessa forma, o parlamentar chegou à eleição em condições favoráveis, reunindo previamente a maioria necessária para assegurar a vitória e evitar o surgimento de candidaturas adversárias.

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A definição do novo presidente ocorreu após um período de intensas negociações políticas envolvendo diferentes grupos representados na Câmara Municipal. Nos meses anteriores à eleição, lideranças parlamentares realizaram diversas articulações com o objetivo de formar blocos e consolidar apoios em torno dos nomes colocados para a disputa da Mesa Diretora.

A unanimidade alcançada por Ilde Taques foi resultado direto da convergência construída entre os vereadores. Nenhum parlamentar se manifestou contrariamente à candidatura vencedora, demonstrando um cenário de consenso político pouco comum em eleições internas do Legislativo e evidenciando a capacidade de articulação do grupo que sustentou sua candidatura.

O processo sucessório também foi influenciado pela impossibilidade de recondução da então presidente Paula Calil (PL). A permanência da parlamentar no cargo dependia de alterações no Regimento Interno da Câmara de Cuiabá, medida que não avançou. Com isso, o cenário político passou a favorecer a construção de uma nova alternativa para a Presidência da Casa de Leis.

Paralelamente, o grupo político ligado ao prefeito cuiabano Abilio Brunini (PL) avaliou diferentes estratégias para a eleição. Na segunda-feira (5), o chefe do Executivo Municipal reuniu vereadores alinhados à sua base e optou por liberar os aliados para que decidissem individualmente seus votos.

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A decisão ocorreu após a constatação de que não havia apoio suficiente para viabilizar uma candidatura competitiva contra Ilde Taques.

Antes da sessão decisiva, Ilde Taques já anunciava o apoio de pelo menos 15 vereadores entre os 27 integrantes do Parlamento Municipal. Durante as articulações realizadas nos meses anteriores, a adesão da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade), que deixou de apoiar Dilemário Alencar (UB), contribuiu significativamente para fortalecer o bloco político que sustentou a candidatura vencedora.

O reconhecimento da vitória tornou-se público ainda na véspera da eleição, quando o prefeito Abilio Brunini declarou que a escolha de Ilde Taques era praticamente inevitável.

“O Ilde é o próximo presidente da Câmara Municipal. Isso não tem dúvida, isso é certo”, afirmou.

Após a definição do resultado, o prefeito ressaltou que manterá o diálogo institucional com o novo presidente, reforçando a importância da harmonia entre os Poderes Executivo e Legislativo para a condução das pautas de interesse da população cuiabana.

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