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FIM DE CICLOS POLÍTICOS

Rivas, Campos, Pinheiros e outros grupos tradicionais perdem espaço em Mato Grosso

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A vida é uma longa caminhada marcada por ciclos, são momentos que começam, florescem e chegam ao fim. Por isso, encerrar um ciclo é uma parte inevitável da vida, embora, na maioria das vezes, seja entendido como algo doloroso e difícil.

No entanto, aprender a reconhecer e aceitar o fim de um ciclo é uma oportunidade para deixar para trás algo que não faz mais sentido, embora, muitas vezes tenhas sido uma experiência feliz, válida ou bem-sucedida.

Com isso é possível abrir espaço para novas aventuras e crescimento pessoal. Pensando assim, é mais fácil perceber que encerrar um ciclo permite reavaliar nossos objetivos e nos prepara para nos adaptar às mudanças, aceitando que é tempo de abraçar o novo e priorizar o que antes ficou em segundo plano, ajustando nossa vida às novas circunstâncias.

Fim de uma era: Rivas, Campos, Pinheiros e outros nomes tradicionais ficam fora da política mato-grossense

A política de Mato Grosso passa por um processo de renovação que ameaça interromper trajetórias construídas ao longo de décadas. O resultado das eleições deste domingo (4) impôs derrotas a representantes de famílias tradicionais e a políticos experientes, sinalizando uma mudança no cenário estadual.

A partir de 2027, grupos que historicamente mantiveram representantes em cargos eletivos poderão ficar sem integrantes com mandato.

A família Riva está entre as mais atingidas pelo resultado das urnas. A deputada estadual Janaína Riva (MDB) não conseguiu se eleger para o Senado, enquanto sua irmã, Jéssica Riva (MDB), não conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). As derrotas interrompem, ao menos temporariamente, a presença da família nos espaços de representação política.

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A trajetória dos Riva na política mato-grossense ganhou força no fim da década de 1990, com o pai José Geraldo Riva, que exerceu sucessivos mandatos e presidiu a Assembleia Legislativa em diferentes períodos. Ao longo dos anos, o grupo consolidou influência no cenário estadual. Agora, sem a eleição de Janaína e Jéssica, a família enfrenta o desafio de reorganizar sua atuação política fora dos mandatos eletivos.

Outro grupo que perde representação é o ligado ao ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD). Seu filho, o deputado federal Emanuelzinho Pinheiro (PSD), não conseguiu renovar o mandato na Câmara dos Deputados. Com o resultado, a família deixa de ter representação direta no Legislativo Federal a partir da próxima legislatura, após uma trajetória marcada pela atuação política municipal e estadual.

Na família Campos, a decisão do senador Jayme Campos (UB) de não disputar a reeleição, somada à derrota do deputado estadual Júlio Campos (UB), também altera o cenário político. Júlio recebeu 18.571 votos, equivalentes a 0,96% da votação, desempenho insuficiente para garantir sua permanência na Assembleia Legislativa.

Com isso, os dois irmãos deixam de ocupar mandatos eletivos, encerrando um período de representação familiar que atravessou diferentes fases da política mato-grossense.

A influência dos Campos remonta a décadas de participação na vida pública estadual. Jayme e Júlio exerceram o governo de Mato Grosso em períodos distintos e construíram carreiras marcadas pela presença em cargos importantes. A ausência de ambos em mandatos eletivos a partir de 2027 representa uma mudança significativa para um grupo que manteve protagonismo político por várias gerações.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Eduardo Botelho (MDB) também não conseguiu renovar seu mandato. Eleito deputado estadual pela primeira vez em 2014, Botelho consolidou sua atuação no Parlamento e chegou a comandar a Casa de Leis. A derrota nas urnas, entretanto, impede sua continuidade imediata no Legislativo Estadual e acrescenta mais um nome conhecido à lista de políticos que perderam espaço nesta eleição.

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Outros candidatos experientes também fracassaram na tentativa de conquistar mandatos. O procurador Mauro (PSD), que já disputou a Prefeitura de Cuiabá e o Governo de Mato Grosso, concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados, mas não obteve votação suficiente.

O resultado reforça as dificuldades enfrentadas por candidatos que, apesar da notoriedade acumulada em disputas anteriores, não conseguem converter reconhecimento público em votos suficientes.

O ex-governador Pedro Taques (PSB), por sua vez, tentou retornar ao Senado após a derrota na disputa pelo governo estadual em 2018. Entretanto, terminou a eleição na quinta colocação, com 224.621 votos, e não alcançou o objetivo de voltar ao Congresso Nacional.

Irajá Lacerda (PSD), ex-secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, também ficou de fora, apesar de ter aparecido entre os primeiros colocados em levantamentos de intenção de voto para deputado federal.

O resultado eleitoral, portanto, redefine parte do mapa político de Mato Grosso e evidencia o desgaste de lideranças tradicionais diante da disputa por espaço nas instituições representativas. Para as famílias Riva, Campos e Pinheiro, assim como para Botelho, Pedro Taques, procurador Mauro e Irajá Lacerda, a ausência de mandatos a partir de 2027 abre uma nova etapa.

Mais do que derrotas individuais, os resultados demonstram que a permanência na política depende da capacidade de renovar alianças, conquistar apoio popular e responder às mudanças nas expectativas do eleitorado.

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Política

Nova Mesa Diretora é eleita por unanimidade na Câmara de Cuiabá para o Biênio 2027/2028

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A Câmara Municipal de Cuiabá definiu, nesta terça-feira, sua nova composição de comando para o Biênio 2027/2028. O vereador Ilde Taques (Podemos) foi eleito presidente da Casa de Leis com os 27 votos dos parlamentares presentes, alcançando unanimidade em um processo eleitoral marcado pela ausência de disputa e pela consolidação de um amplo bloco de apoio político.

A eleição respondeu à principal questão do processo legislativo: quem comandará o Poder Legislativo Municipal nos próximos dois anos. Além da escolha de Ilde Taques para a Presidência, a nova Mesa Diretora será composta por Eduardo Magalhães como primeiro vice-presidente, Maria Avallone como segunda vice-presidente, Adevair Cabral como primeiro-secretário e Michelly Alencar como segunda-secretária.

O pleito ocorreu no plenário da Câmara Municipal de Cuiabá, sede oficial do Parlamento da Capital Mato-grossense. O resultado reafirma a força das articulações políticas construídas ao longo dos últimos meses e estabelece uma nova configuração administrativa para conduzir os trabalhos legislativos até o encerramento do Biênio.

A votação foi realizada sem concorrência, uma vez que apenas a chapa liderada por Ilde Taques foi registrada dentro do prazo regimental. Dessa forma, o parlamentar chegou à eleição em condições favoráveis, reunindo previamente a maioria necessária para assegurar a vitória e evitar o surgimento de candidaturas adversárias.

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A definição do novo presidente ocorreu após um período de intensas negociações políticas envolvendo diferentes grupos representados na Câmara Municipal. Nos meses anteriores à eleição, lideranças parlamentares realizaram diversas articulações com o objetivo de formar blocos e consolidar apoios em torno dos nomes colocados para a disputa da Mesa Diretora.

A unanimidade alcançada por Ilde Taques foi resultado direto da convergência construída entre os vereadores. Nenhum parlamentar se manifestou contrariamente à candidatura vencedora, demonstrando um cenário de consenso político pouco comum em eleições internas do Legislativo e evidenciando a capacidade de articulação do grupo que sustentou sua candidatura.

O processo sucessório também foi influenciado pela impossibilidade de recondução da então presidente Paula Calil (PL). A permanência da parlamentar no cargo dependia de alterações no Regimento Interno da Câmara de Cuiabá, medida que não avançou. Com isso, o cenário político passou a favorecer a construção de uma nova alternativa para a Presidência da Casa de Leis.

Paralelamente, o grupo político ligado ao prefeito cuiabano Abilio Brunini (PL) avaliou diferentes estratégias para a eleição. Na segunda-feira (5), o chefe do Executivo Municipal reuniu vereadores alinhados à sua base e optou por liberar os aliados para que decidissem individualmente seus votos.

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A decisão ocorreu após a constatação de que não havia apoio suficiente para viabilizar uma candidatura competitiva contra Ilde Taques.

Antes da sessão decisiva, Ilde Taques já anunciava o apoio de pelo menos 15 vereadores entre os 27 integrantes do Parlamento Municipal. Durante as articulações realizadas nos meses anteriores, a adesão da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade), que deixou de apoiar Dilemário Alencar (UB), contribuiu significativamente para fortalecer o bloco político que sustentou a candidatura vencedora.

O reconhecimento da vitória tornou-se público ainda na véspera da eleição, quando o prefeito Abilio Brunini declarou que a escolha de Ilde Taques era praticamente inevitável.

“O Ilde é o próximo presidente da Câmara Municipal. Isso não tem dúvida, isso é certo”, afirmou.

Após a definição do resultado, o prefeito ressaltou que manterá o diálogo institucional com o novo presidente, reforçando a importância da harmonia entre os Poderes Executivo e Legislativo para a condução das pautas de interesse da população cuiabana.

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