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Governo e bancos garantem liberação de crédito para microempresas após críticas

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O Governo Federal e representantes de instituições bancárias garantiram nesta terça-feira, 7, que os recursos previstos no Programa Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Pronampe) começaram a ser liberados.

A garantia foi dada por Carlos Costa, secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, ao participar da reunião da Comissão Especial Mista do Congresso Nacional que fiscaliza as ações do Governo ligadas ao combate à crise decorrente da “Pandemia da Covid-19”.

A notícia do começo da liberação dos recursos foi dada após fortes críticas dos diversos segmentos empresariais e também dos próprios senadores. Líder do Bloco Parlamentar Vanguarda, o Senador do Partido Liberal do Estado de Mato Grosso (PL/MT) Wellington Antônio Fagundes, que integra a Comissão, relatou as várias ocasiões em que reclamou da demora nas ações governamentais, dentro da política de incentivo e enfrentamento à “Pandemia” do novo Coronavírus.

Infelizmente, os recursos não estão chegando aqui na ponta“, frisou, comparando a liberação dos créditos a respiradores para paciente com casos graves da “Covid”.

A última cobrança, inclusive, foi feita diretamente ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que também esteve na “Comissão Especial da Covid-19” para prestar contas das ações do Governo.

Para a reunião virtual da “Comissão da Codiv-19”, nesta terça, Wellington Fagundes convidou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Rondonópolis (ACIR), Ernando Cabral; da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Tiago Speranza; do Sebrae, Erica Santos, e também da Câmara Municipal de Rondonópolis, vereador Fábio Cardozo. Todos testemunharam as dificuldades enfrentadas pelas empresas.

O presidente do CDL expôs um dos principais desafios em nível de Brasil na liberação de recursos aos pequenos empresários: a burocracia. Para ele, é preciso, em caráter de urgência, simplificar os processos para a destinação eficaz dos auxílios.

É preciso repensar o modelo econômico, não somente neste momento de pandemia e acesso a crédito, mas, sim, uma mudança profunda em toda a estrutura engessada que norteia a economia do nosso país, frisou.

A representante do Sebrae destacou que a política de incentivos do Governo é fundamental para garantir os empregos. Ela enfatizou que, atualmente, 90% das empresas que movimentam a economia no Brasil são enquadradas entre MEI, Micro e Pequenas. No quesito geração de emprego e renda, respondem a 62% de toda a folha salarial formal do país. O vereador Fábio Cardozo, por sua vez, fez questão de enaltecer a iniciativa do Senador Wellington Fagundes. Da mesma forma, Ernando Cabral enfatizou que, ao abrir espaço para representações locais e do Estado para se manifestar numa reunião da Comissão Especial, mostra a importância da “democratização do debate“.

Segundo o representante do Ministério da Economia, nos últimos três dias, foram liberados cerca de R$ 3 bilhões para micro e pequenas empresas. E neste montante, 67% foram para microempresas, os outros 33%, para as pequenas.

O aumento no desembolso está sendo tão robusto, que nossa preocupação agora é que a linha de crédito de R$ 15,9 bilhões, que alavancam R$ 18 bilhões na ponta, deve acabar em breve, afirmou Costa.

Com a garantia do Governo, a expectativa agora é de que, de fato, as empresas e cooperativas comecem a receber créditos para manter os empregos, segundo o segundo Wellington Fagundes.

Ele, no entanto, corroborou as palavras da Senadora Kátia Abreu (PDT-TO), relatora do projeto que criou o Pronampe. Segundo a Senadora, existem 7 milhões de micro e pequenas empresas no Brasil e o Pronampe só chegou até agora a 18 mil empresas, ou seja, 0,25% do segmento.

Por mais que a liberação recente de R$ 3 bilhões seja importante, penso que o Pronampe ainda está longe de ser um sucesso“, ela frisou, ao destacar que Programa Emergencial de Suporte a Empregos só conseguiu emprestar para a folha de pagamento de 6,8% das empresas.

No Brasil, há 32 milhões de trabalhadores formais e o Pese só chegou a 2 milhões, apenas 6,25% desses trabalhadores. A expectativa do Senador Wellington Fagundes é de que os recursos “cheguem na ponta” e possa salvar as vagas de emprego.

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ECONOMIA

Mato Grosso recebe mais quatro etapas do Circuito Nelore em agosto

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O Circuito Nelore é promovido pela ACNB, com o apoio da ACNMT, neste mês, o projeto será realizado em Água Boa, Confresa, Barra do Garças e Pedra Preta

Um dos estados mais pujantes na pecuária de corte no Brasil, Mato Grosso, teve o maior número de etapas do Circuito Nelore de Qualidade 2020 até o momento. Além das quatro etapas que o estado sediou em julho (Alta Floresta, Colíder, Juara e Diamantino), estão previstas mais quatro para o mês de agosto.

A primeira será na unidade da Friboi no município de Água Boa, nos dias 10 e 11 de agosto. O Circuito Nelore é promovido pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), com o apoio da Associação dos Criadores Nelore de Mato Grosso (ACNMT).

Para Breno Molina, presidente da ACNMT, Água Boa está localizada na região do Médio Araguaia de Mato Grosso e tem forte vocação para a pecuária.

A cidade é muito importante no cenário estadual, com uma forte economia voltada principalmente para a agropecuária e a indústria. É uma referência no comércio de bovinos, sendo sede do maior leilão de gado do mundo, e a realização do Circuito é mais uma maneira de fomentar a pecuária de corte na região“.

Assim como aconteceu nas etapas de julho, Breno Molina projeta ainda mais animais participando das avaliações.

Essa é uma oportunidade para os produtores conhecerem os pontos fortes do rebanho e aqueles em que é preciso melhorar. O Circuito Nelore propõe essa mensuração prática de resultados na pecuária de corte, complementa.

Após Água Boa, Mato Grosso ainda receberá mais três etapas do Circuito Nelore de Qualidade em agosto: Confresa (12 e 13), Barra do Garças (17 e 18) e Pedra Preta (19 e 20).

Contatos para inscrições

Para participar do Circuito Nelore de Qualidade, os pecuaristas devem entrar em contato com a unidade da Friboi em Água Boa pelo telefone (66) 3468 6304 e falar com Eurides. Qualquer pecuarista pode participar do Circuito Nelore com lotes a partir de 18 a 20 cabeças.

Circuito Nelore de Qualidade

Realizado pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), o Circuito Nelore de Qualidade fortalece e promove a genética e a carne da raça, contribuindo para elevar a produtividade da pecuária nacional. A iniciativa avalia resultados obtidos pelos produtores, cada qual em sua realidade e sistema de produção.

Promovido desde 1999, o Circuito conta com apoio da Friboi e Matsuda Sementes e Nutrição Animal e cresce a cada ano: em 2020, estão previstas 40 etapas em 11 estados. Até o fim do ano, 25 mil animais devem ser avaliados, consolidando o Circuito Nacional de Qualidade como o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo.

Mais informações:

www.nelore.org.br/circuitonelore ou http://www.neloremt.org.br/site/

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