AUXÍLIO BRASIL REDUZIDO
Beneficiários do Auxílio Brasil receberão apenas R$ 240
O Auxílio Brasil integra em apenas um programa várias políticas públicas de assistência social, saúde, educação, emprego e renda. O novo programa social de transferência direta e indireta de renda é destinado às famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza em todo o país. Além de garantir uma renda básica a essas famílias, o programa busca simplificar a cesta de benefícios e estimular a emancipação dessas famílias para que alcancem autonomia e superem situações de vulnerabilidade social.
O Auxílio Brasil é coordenado pelo Ministério da Cidadania, responsável por gerenciar os benefícios do programa e o envio de recursos para pagamento.
Mas…, os brasileiros que são beneficiários do Auxílio Brasil podem sofrer com a redução das parcelas do benefício por dois principais motivos no ano que vem, o que vai prejudicar milhares de famílias, que terão que se desdobrar para arcar com novos custos.

Redução nos valores do Auxílio Brasil
Segundo informações da Caixa Econômica, o empréstimo consignado do Auxílio Brasil já foi liberado para mais de 700 mil beneficiários do programa somente através da instituição. Isso quer dizer que todas as famílias puderam contratar um crédito com o valor máximo de R$ 2.600 nesse momento.
De acordo com as regras de concessão do empréstimo, os beneficiários poderiam comprometer até 40% do valor das parcelas do auxílio que, atualmente, está transferindo R$ 600 para cada uma das famílias. Entretanto, para a contratação do consignado, apenas é considerado o valor padrão de R$ 400, visto que o repasse atual age como um bônus que tem o fim previsto para dezembro deste ano.
Considerando esses dados, até o final do ano os cidadãos receberão um repasse de R$ 440, visto que o desconto direto em folha para pagamento das parcelas do consignado será de, no máximo, R$ 160. Entretanto, a partir de janeiro do ano que vem, com o retorno do valor para R$ 400, os beneficiários deverão receber apenas R$ 240 enquanto durar o pagamento do empréstimo.
Por exemplo, aqueles que realizaram a contratação em outubro já começarão a receber o desconto em folha a partir de novembro. Nestes casos, é sempre bom ressaltar a importância do planejamento financeiro para evitar que os ganhos com o auxílio sejam comprometidos. No caso da contratação de valores mais baixos do consignado, o desconto nas parcelas também é menor.

Regras de contratação do consignado
Conforme o Ministério da Cidadania, que foi a pasta reguladora do empréstimo consignado do Auxílio Brasil, os juros cobrados pelas instituições que estão oferecendo a modalidade podem ser de, no máximo, 3,5% ao mês. Os bancos, aliás, podem oferecer valores mais baixos de taxas, como é o caso da própria Caixa, que está aplicando juros de 3,45%.
Por sua vez, o prazo para pagamento das dívidas tem um período máximo de 24 meses, com crédito liberado entre dois e cinco dias após aprovação. Isso quer dizer que as famílias que contrataram o crédito receberão o desconto de R$ 160 por um período máximo de dois anos, tendo as parcelas do programa comprometidas por um longo período de tempo.
Cabe destacar que, para solicitar a modalidade, é necessário estar recebendo o benefício há mais de três meses, como uma forma de estabilidade. Apesar disso, há sempre a chance de que o beneficiário perca o direito ao programa e, caso isso aconteça, ele deverá arcar com o pagamento do empréstimo com valores retirados do próprio bolso.
Conheça os benefícios complementares para estudantes
Antecipadamente, a possibilidade de receber pagamentos extras do Auxílio Brasil é um tanto quanto possível, ao considerar os benefícios complementares. Entre eles, portanto, existem três, em específico, que visam dar suporte financeiro aos estudantes. O primeiro deles é o Auxílio Criança Cidadã, que visa fornecer pagamentos de R$ 300, para garantir o acesso das crianças às creches.

Do mesmo modo, tem-se o Auxílio Esporte Escolar, onde existam membros das famílias cadastradas no Auxílio Brasil, que se destaquem em competições escolares. Assim, para participar do programa, os estudantes precisam ter entre 12 e 17 anos. Os pagamentos acontecem através de 12 parcelas mensais de R$ 100, além de uma unitária, no valor de R$ 1.000.
Concluindo, em total comunhão com o Auxílio Esporte Escolar, existe a possibilidade de concessão do Auxílio Bolsa Científica. Neste caso, os valores são dedicados para estudantes que se destaquem com boas notas e participações no âmbito escolar. Contudo, o pagamento segue o mesmo do auxílio anterior. Para finalizar, para inscrever-se, é necessário ir até uma agência do CRAS (Centro de Referência em Assistência Social).
Possível adicional de R$ 150
O candidato eleito como presidente da República no último domingo (31), prometeu que iria criar um adicional de R$ 150 para as famílias que possuem crianças como membros familiares. Para ter direito ao benefício, as crianças deverão ter até 6 anos de idade.
O programa voltará a ser nomeado como Bolsa Família e o presidente tem como objetivo aumentar o valor do benefício para R$ 600, que ainda contará com um adicional para as famílias com membros com idade inferior a 6 anos.
A ideia é que a economia possa girar e que os brasileiros voltem a ter poder de compra, o que também garante que as famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica possam garantir a compra de produtos básicos e a sua alimentação.
ECONOMIA
Custo da cesta básica dispara em Cuiabá
Com acréscimo de 1,86% na terceira semana de maio, em comparação à semana anterior, a cesta básica em Cuiabá atingiu o valor de R$ 913,47 e ultrapassou, pela primeira vez na série histórica, a marca de R$ 900. O maior patamar apurado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) elevou em 9,58% a diferença de preço observada em relação ao mesmo período do ano passado, quando o custo era de R$ 833,59.
O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, enfatizou a alta de preços em produtos que sofrem grande influência climática.
“Mesmo com quedas observadas em itens como carne, café, banana e açúcar, as altas concentradas em produtos de maior peso e sensibilidade climática sustentaram o avanço do custo médio da cesta nesta semana.”
É o caso do tomate, que registrou variação semanal positiva de 14,95%, chegando ao preço médio de R$ 13,47/kg. A baixa temperatura registrada nas principais lavouras provoca atrasos na maturação dos frutos, restringe a oferta e pode ocasionar o aumento de preços observado.
A batata também registrou aumento de 9,04%, e a média semanal chegou a R$ 9,10/kg. Segundo análise do IPF-MT, a variação de preço pode estar relacionada também à baixa oferta, consequência do fim da colheita da safra atual e das chuvas observadas em algumas lavouras, que atrasam o processo de colheita do produto.
Outro item que apresentou aumento em decorrência de fatores climáticos foi o feijão, com acréscimo de 2,14%, chegando à média de R$ 8,16/kg. A alta nos custos de produção, em decorrência dos cuidados no armazenamento dos grãos, pode ter resultado em aumento no preço final ao consumidor.

Diante do incremento da oferta à nível global, o café segue em queda pela nona semana consecutiva. Desta vez, a variação negativa observada foi de 1,96%, fazendo com que o pacote de 500 gramas atingisse o preço médio de R$ 29,98, além de ficar 12,11% mais barato em comparação com o mesmo período de 2025.
Wenceslau Júnior reforçou que: “a dinâmica das variações observadas nesta semana evidencia a influência das condições climáticas e sazonais sobre a inflação dos alimentos, especialmente entre os produtos in natura e de ciclo agrícola mais sensível.”
O Sistema Comércio em Mato Grosso, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.
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