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Viana: “Atitude de Pedro é cruel, é uma traição”

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Pra mim isso se chama traição com o partido”, estas foram as palavras do presidente estadual do PDT e deputado estadual Zeca Viana com a possível decisão do governador Pedro Taques (PDT) em deixar o partido, como ele próprio vem anunciando.

Taques-e-Zeca-Viana-280Zeca Viana que foi um dos pivôs da briga com o governador, disse que Taques usou o partido para se eleger, se segundo o próprio deputado estadual, sempre ajudou ele, correu todos os municípios do estado levando o nome do PDT e de Pedro Taques a conseguir a vitória do partido ão governo do estado.

Estão achando que o PDT é uma laranja, que chupa todo o suco dela e depois joga o bagaço fora!! isso pra mim e um verdadeira traição com o partido, usou a todos dentro do partido para se eleger, e depois de seis meses anuncia que vai deixar a sigla partidária!! Usaram da confiança de todos sua atitude foi de crueldade”.

O Presidente Estadual disse também que cada um tem direito na sua decisão, sai quem quiser, entra quem quer, mas traição não faz parte de sua vida publica. E segundo o próprio presidente, Pedro Taques já vinha a muito tempo se manifestando interesse em sair, mesmo antes da decisão do Superior Tribunal Federal (STF) dar a decisão e abrir brecha para que os candidatos da majoritária pudessem mudar se siglas partidárias. Disse Zeca.

Viana disse também que "o presidente do PDT Nacional Carlos Lupi vinha tentando convencer Taques a deixar de lado a decisão de sair do partido, mas parece que decisão dele já esta tomada, pra mim sua saída é irreversível”. Disse.

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O Presidente disse ainda que seu partido tem também outra preocupação, com a saída de Pedro da legenda, poderá também ocorrer uma grande debandada dentro do PDT, alguns prefeitos e vereadores poderão também acompanhar Pedro Taques rumo a outro partido, hoje a sigla conta com 6 prefeitos, 9 vice-prefeitos e 70 vereadores no interior do estado.

Preocupado com 2016, o presidente falou que já nesta semana vai começar a correr atraz do prejuízo antes dele mesmo acontecer, e tentar reverter a situação junto aos demais que possam sair, convencerem aqueles que pretendem sair a permanecer no partido e trabalhar os prefeitos e vereadores para as eleições que já estão batendo a porta. Afirmou.

Zeca disse que sempre foi um homem de desafios, de trabalho, de luta, e agora vai começar a trabalhar o partido também para 2018, “o PDT construiu uma candidatura a longo prazo, ninguém dentro do partido é insubstituível, vamos montar um grupo de trabalho para apresentar um novo nome para 2018, e mesmo com as criticas que recebo, eu respeito a decisão de Pedro Taques em quer sair do partido”. Disse.

A crise dentro do PDT entre o governador Pedro Taques, ocorreu após um desentendimento entre os lideres em meios a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, quando Zeca descontente acabou acusando Taques de que ele avia comprometido de não se envolver na eleição da Mesa Diretora da AL, dizendo que ele (Taques) teria negociado cargos a troco de votos para eleger Guilherme Maluf do PSDB para Presidente da Assembleia.

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Descontente com a crise dentro do PDT, e as constantes  trocas de farpas entre os lideres do partido, Taques resolveu anunciar que poderia deixar o partido. O Presidente Carlos Lupi chegou ate que tentou impedir, mas Taques já avisou que vai mesmo mudar de partido, com isso Pedro Taques será o segundo Governador do Estado a mudar de sigla no mandato, como aconteceu com Dantes Oliveira, que na época estaria no mandato como governador pelo PDT e mudou de partido indo para o PSDB.

Para os peessedebistas, já é dada como certa sua filiação, e inclusive os comandantes do partido já estão se preparando para uma grande festa de filiação de Pedro Taques ainda para este mês de junho, foi que garantiu alguns membros da executiva do PSDB no estado.

O Presidente do PSDB Estadual, Nilson Leitão, chegou a dizer que o perfil de Taques é de oposição e não de situação, e por este motivo, ele estaria ingressando no grupo de oposição junto com outros partidos contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Afirmou o Tucano Nilson Leitão.

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O desafio à saúde do “Cacique Raoni” no “Coração da Amazônia”

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O líder indígena Raoni Metuktire, de 93 anos, permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no município de Sinop, localizado na região norte de Mato Grosso. A internação da maior liderança caiapó do país ocorreu após um agravamento severo de seu quadro respiratório crônico, gerando imediata mobilização da comunidade médica e de organizações socioambientais. O boletim emitido pela equipe de saúde confirma que o paciente encontra-se sob monitoramento contínuo, recebendo suporte multidisciplinar em uma ala de alta complexidade.

O internamento na UTI do Hospital Dois Pinheiros tornou-se necessário após a constatação de uma crise aguda de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), enfermidade que progressivamente compromete a capacidade respiratória do líder indígena. Diante da severidade dos sintomas apresentados no ambiente domiciliar e do risco iminente de insuficiência respiratória, os profissionais decidiram que o isolamento em ambiente de terapia intensiva seria a medida mais segura para garantir a estabilização hemodinâmica do paciente.

A internação hospitalar de Raoni Metuktire teve início formal na última terça-feira, dia 12, quando os primeiros sinais de debilitação física se manifestaram em sua residência. Após uma primeira transferência interestadual provisória na quinta-feira, dia 14, a internação definitiva na unidade intensiva foi consolidada no sábado, dia 16. O monitoramento rigoroso estende-se ao longo deste domingo, período no qual a equipe médica divulgou novas informações oficiais detalhando a evolução clínica do “Histórico Defensor da Amazônia”.

O atendimento emergencial foi concentrado inicialmente no município de Peixoto de Azevedo, localidade mais próxima à base territorial do líder caiapó, e posteriormente transferido para a estrutura de alta complexidade do Hospital Dois Pinheiros, situado em Sinop, polo de saúde do norte mato-grossense. Essa transferência estratégica atendeu a um pedido expresso dos familiares de Raoni, que buscaram garantir acesso imediato a recursos tecnológicos avançados e a especialistas capazes de lidar com as severas especificidades do quadro clínico apresentado.

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O agravamento da saúde do cacique decorre diretamente de uma severa crise provocada pela Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), associada a fatores preexistentes que elevam a vulnerabilidade do paciente.

O quadro clínico atual é complexo: Raoni possui uma hérnia diafragmática traumática crônica, sequela de um acidente automobilístico sofrido há duas décadas, e faz uso regular de marcapasso cardíaco.

A conjunção dessas enfermidades crônicas com a idade avançada do líder reduziu significativamente sua reserva funcional, exigindo intervenção médica imediata.

O plano de contingência médica foi executado por meio de uma operação logística terrestre e hospitalar cuidadosamente coordenada, que envolveu a remoção assistida do paciente entre diferentes unidades de saúde da região amazônica. A transferência inicial da residência para o Hospital Regional de Peixoto de Azevedo e a subsequente remoção para a UTI em Sinop seguiram protocolos rígidos de segurança climática e biológica, com o objetivo de evitar o desgaste físico do paciente e prevenir infecções secundárias.

A responsabilidade direta pelo tratamento de Raoni Metuktire está a cargo de um corpo médico especializado, composto pelo diretor clínico Túlio Emanuel Orathes Ponte e pelo diretor executivo Douglas Yanai. O plano terapêutico é desenvolvido de forma integrada com o médico Douglas Antônio Rodrigues, profissional vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que acompanha o histórico de saúde da liderança indígena há três décadas, garantindo um valioso alinhamento histórico e científico nas decisões.

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De acordo com o último Boletim Oficial divulgado pela equipe assistencial, o paciente apresenta um quadro clínico considerado estável, sem o registro de intercorrências graves ou instabilidades hemodinâmicas nas últimas horas de observação.

A manutenção dessa estabilidade em um paciente de 93 anos é interpretada pelos especialistas como um sinal encorajador, embora o prognóstico permaneça reservado e demande a continuidade rigorosa do suporte ventilatório e medicamentoso na unidade de terapia intensiva.

A repercussão do internamento de Raoni estende-se globalmente devido à sua importância histórica como a principal liderança geopolítica da causa indígena no Brasil e defensor internacional da preservação da bacia do Rio Xingu. Ele reside formalmente na Terra Indígena Capoto/Jarina, uma área protegida essencial para a conservação ambiental brasileira. A oscilação na saúde do cacique gera comoção e acende alertas em instituições de direitos humanos, que enxergam na figura do veterano um pilar fundamental da diplomacia socioambiental.

Os custos financeiros e a estrutura logística demandados pelo tratamento de alta complexidade do líder indígena estão sendo geridos por meio de uma articulação que envolve o suporte institucional da Unifesp e o monitoramento de órgãos indigenistas associados.

Esse esforço conjunto visa assegurar que todos os insumos tecnológicos e farmacêuticos necessários estejam plenamente disponíveis, garantindo que o tratamento do cacique atenda aos mais elevados padrões da medicina intensiva contemporânea sem restrições operacionais.

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