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Governador afirma: “O DEM terá “SIM” candidato para disputar a Prefeitura de Cuiabá”
As Eleições de 2020 em Mato Grosso, antecipa a disputa do governador Mauro Mendes (DEM), contra o Prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB), deverá travar pelo Palácio Paiaguas em 2022.
As cartas do jogo estão sendo embaralhadas, entendam a distribuição delas, porque o jogo já começou.
Algumas situações embaralharam as cartas do jogo eleitoral, que tem o Senador da Republica pelo Partido Democrata (DEM), Jayme Veríssimo de Campos, como um espécie de coringa para o pleito eleitoral de 2020.
No último sábado (26), em um evento do Partido Democrático Trabalhista (PDT), o governador Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, afirmou para Blog do Valdemir que o seu partido terá “sim” candidatura própria. Assim, obriga os aliados a mudarem o discurso repentinamente.
Recentemente o cacique do Partido Democrata, o ex-governador Júlio José de Campos, transferiu o seu domicílio eleitoral para Cuiabá. Nos bastidores passaram a alardear, uma possível dobradinha, com Júlio Campos sendo candidato a vice na chapa com Emanuel Pinheiro.
No círculo próximo a avaliação é que: o Senador do Democrata, Jayme Campos, enfim, a família Campos e o prefeito Emanuel Pinheiro, possuem um “alinhamento muito grande“.
Entretanto, com a afirmação com todas as letras do governador Mauro Mendes, que os Democratas terá “sim” candidatura para a prefeitura da Capital, a família Campos, não terá alternativa a não ser apoiar de fato, o candidato do governador Democrata.
Porém, a ligação de Jayme com Emanuel, também representaria um risco para os planos de Mendes.
“Ajudar Emanuel aqui em Cuiabá, seria como trazer um Cavalo de Troia, para dentro do nosso quintal“, diz um democrata, que está a par das articulações e reuniões, que vem acontecendo do lado de cá e do lado de lá do Rio Cuiabá.
Quem garante que este apoio a Emanuel não serviria como um pivô para Mendes. Coisa que hoje não tem para 2022?
Para as pretensões do governador Mauro Mendes, esse seria o pior dos cenários.
Um interlocutor de Mendes lembra que, Emanuel é inexperiente em cargo Executivo. Por este raciocínio, falhas de gestão dele na Prefeitura de Cuiabá arranharam os caciques que assim o apoie.
Entretanto a gestão de Emanuel tem marcas positivas, como inauguração do Pronto Socorro, escolas, mostramos todo os trabalhos feito em parceria, com o governo estadual. Emanuel carece de criar uma marca, mas pode, se beneficiar porque está prefeito.
Truco Democrático
Nos últimos meses, o governador Mauro Mendes tem se deslocado e muito do emedebista. Na mais recente, disse que o deputado federal e que vem a ser o filho do alcaide municipal, Emanuel Pinheiro Filho, “não era porta voz” do governo de Mato Grosso. O movimento tem seus riscos.
O cientista político João Edson, consultado pela equipe de reportagem do Blog do Valdemir sobre este embate, disse que:
“A eleição municipal é um teste para quem projeto estadual. O que quer é formar um arco grande de alianças para 2022. E isso passa por não criar problemas na eleição municipal. Eles não podem sair dessa eleição com inimigos“, pontuou o professor.
“As” na manga
Enquanto os caciques Democratas se debatem com dilemas, o comportamento de Emanuel Pinheiro provoca desconfiança dos aliados, e a hora de escolher entre o apoio da família Campos, parece estar chegando.
Nota da redação
Ao se fazer presente no encontro das siglas partidárias: Podemos, PSB e PDT, o governador Mendes, manda recado não apenas ao prefeito emedebista, mas para a família Campos, que demonstra simpatia para a reeleição de Pinheiro.
Só para registro e muito importante: o governador Mendes disse neste ultimo sábado que a eleição de 2020, não será de Mauro contra Pinheiro mas “será da verdade contra a mentira, da eficiência contra ineficiência“, disparou na convenção do PDT.
Já o prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro, fala aos quatro cantos, que não pretende tratar de política este ano e que pensara na reeleição em 2020.
Ele, inclusive, tem cobrado esse comportamento dos seus secretários. Mas como o ditado popular “faça o que digo, mas não faça o que faço“, o gestor já está selecionando os apoios políticos necessários para a sua reeleição.
O general Golbery da Costa e Silva, principal articulador da abertura política, iniciada no governo do presidente Ernesto Geisel, o general que “matou” a ditadura, dizia que no “bojo de uma derrota, sempre se terá outra derrota“, portanto……..
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O desafio à saúde do “Cacique Raoni” no “Coração da Amazônia”
O líder indígena Raoni Metuktire, de 93 anos, permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no município de Sinop, localizado na região norte de Mato Grosso. A internação da maior liderança caiapó do país ocorreu após um agravamento severo de seu quadro respiratório crônico, gerando imediata mobilização da comunidade médica e de organizações socioambientais. O boletim emitido pela equipe de saúde confirma que o paciente encontra-se sob monitoramento contínuo, recebendo suporte multidisciplinar em uma ala de alta complexidade.
O internamento na UTI do Hospital Dois Pinheiros tornou-se necessário após a constatação de uma crise aguda de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), enfermidade que progressivamente compromete a capacidade respiratória do líder indígena. Diante da severidade dos sintomas apresentados no ambiente domiciliar e do risco iminente de insuficiência respiratória, os profissionais decidiram que o isolamento em ambiente de terapia intensiva seria a medida mais segura para garantir a estabilização hemodinâmica do paciente.
A internação hospitalar de Raoni Metuktire teve início formal na última terça-feira, dia 12, quando os primeiros sinais de debilitação física se manifestaram em sua residência. Após uma primeira transferência interestadual provisória na quinta-feira, dia 14, a internação definitiva na unidade intensiva foi consolidada no sábado, dia 16. O monitoramento rigoroso estende-se ao longo deste domingo, período no qual a equipe médica divulgou novas informações oficiais detalhando a evolução clínica do “Histórico Defensor da Amazônia”.

O atendimento emergencial foi concentrado inicialmente no município de Peixoto de Azevedo, localidade mais próxima à base territorial do líder caiapó, e posteriormente transferido para a estrutura de alta complexidade do Hospital Dois Pinheiros, situado em Sinop, polo de saúde do norte mato-grossense. Essa transferência estratégica atendeu a um pedido expresso dos familiares de Raoni, que buscaram garantir acesso imediato a recursos tecnológicos avançados e a especialistas capazes de lidar com as severas especificidades do quadro clínico apresentado.
O agravamento da saúde do cacique decorre diretamente de uma severa crise provocada pela Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), associada a fatores preexistentes que elevam a vulnerabilidade do paciente.
O quadro clínico atual é complexo: Raoni possui uma hérnia diafragmática traumática crônica, sequela de um acidente automobilístico sofrido há duas décadas, e faz uso regular de marcapasso cardíaco.
A conjunção dessas enfermidades crônicas com a idade avançada do líder reduziu significativamente sua reserva funcional, exigindo intervenção médica imediata.
O plano de contingência médica foi executado por meio de uma operação logística terrestre e hospitalar cuidadosamente coordenada, que envolveu a remoção assistida do paciente entre diferentes unidades de saúde da região amazônica. A transferência inicial da residência para o Hospital Regional de Peixoto de Azevedo e a subsequente remoção para a UTI em Sinop seguiram protocolos rígidos de segurança climática e biológica, com o objetivo de evitar o desgaste físico do paciente e prevenir infecções secundárias.
A responsabilidade direta pelo tratamento de Raoni Metuktire está a cargo de um corpo médico especializado, composto pelo diretor clínico Túlio Emanuel Orathes Ponte e pelo diretor executivo Douglas Yanai. O plano terapêutico é desenvolvido de forma integrada com o médico Douglas Antônio Rodrigues, profissional vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que acompanha o histórico de saúde da liderança indígena há três décadas, garantindo um valioso alinhamento histórico e científico nas decisões.

De acordo com o último Boletim Oficial divulgado pela equipe assistencial, o paciente apresenta um quadro clínico considerado estável, sem o registro de intercorrências graves ou instabilidades hemodinâmicas nas últimas horas de observação.
A manutenção dessa estabilidade em um paciente de 93 anos é interpretada pelos especialistas como um sinal encorajador, embora o prognóstico permaneça reservado e demande a continuidade rigorosa do suporte ventilatório e medicamentoso na unidade de terapia intensiva.
A repercussão do internamento de Raoni estende-se globalmente devido à sua importância histórica como a principal liderança geopolítica da causa indígena no Brasil e defensor internacional da preservação da bacia do Rio Xingu. Ele reside formalmente na Terra Indígena Capoto/Jarina, uma área protegida essencial para a conservação ambiental brasileira. A oscilação na saúde do cacique gera comoção e acende alertas em instituições de direitos humanos, que enxergam na figura do veterano um pilar fundamental da diplomacia socioambiental.
Os custos financeiros e a estrutura logística demandados pelo tratamento de alta complexidade do líder indígena estão sendo geridos por meio de uma articulação que envolve o suporte institucional da Unifesp e o monitoramento de órgãos indigenistas associados.
Esse esforço conjunto visa assegurar que todos os insumos tecnológicos e farmacêuticos necessários estejam plenamente disponíveis, garantindo que o tratamento do cacique atenda aos mais elevados padrões da medicina intensiva contemporânea sem restrições operacionais.
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