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CPI das Obras da Copa do Mundo receberá novamente para prestar depoimento Rowles Magalhães

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Nesta quarta-feira, (9), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa do Mundo receberá novamente para prestar depoimento o ex-assessor do ex-vice-governador, Chico Daltro, Rowles Magalhães, ainda na era Silval Barbosa (PMDB).

rowles 300Rowles irá prestar depoimento na reunião da Comissão às 14h, no auditório Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa sobre a denúncia que realizou no dia 22 de maio de 2012, quando revelou esquema de pagamento de propina para a realização da licitação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

Em entrevista concedida para o site UOL, ele teria revelado que já sabia quem sairia vencedor da licitação com um mês de antecedência, no dia 22 de abril o Consórcio VLT Cuiabá, formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda e Astep Engenharia Ltda, iria vencer a licitação, com uma proposta para construir e colocar em operação o sistema ferroviário por R$ 1,47 bilhão. E de acordo com a reportagem, integrantes do governo supostamente teriam recebido R$ 80 milhões em propina dos três consórcios primeiros colocados na concorrência, para viabilizar o negócio.

E segundo ainda informações, Rowles teria procurado a reportagem do UOL Esporte pela primeira vez em 8 de agosto de 2011, quando ainda não era assessor especial do governo, e sim representante de um fundo de investimentos, o Infinity, que doou um estudo de viabilidade do VLT de valor estimado em R$ 14 milhões ao governo de Mato Grosso. O estudo, feito pela empresa estatal portuguesa Ferconsult, seria uma moeda de troca para que empresas ligadas a Rowles fossem escolhidas para tomar parte na construção da obra.

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O ex-assessor especial do governo mato-grossense na época jamais revelou sua identidade à reportagem, e se apresentava apenas como João, e dizendo ser uma pessoa que tinha seus interesses em jogo e que estaria disposto a denunciar aqueles que o haviam traído. A reportagem do site UOL, porém, descobriu quem era o denunciante e que o mesmo possuía um cargo no governo.  A partir daí, passou a gravar as conversas com Rowles.

Entendendo tratar-se a fonte de um funcionário do Estado de Mato Grosso que age contrariamente ao interesse público, tentando utilizar a imprensa para fazer prosperar as negociatas de que participa, o UOL Esporte decidiu por romper a relação jornalista-fonte, a reportagem informou Rowles Magalhães Pereira da Silva de que era conhecedora de seu nome verdadeiro e de suas relações com o governo de Mato Grosso.

Informou também que tinha gravado as conversas que foram travadas entre o assessor especial e o repórter do UOL Esporte. Por fim, informou que o conteúdo dessas gravações seria publicado, e perguntou a Rowles se ele teria algo a dizer. O assessor especial do governo de Mato Grosso, então, deixou de atender às ligações do UOL Esporte.

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E segundo declarações do próprio Rowles Magalhães, após ter sido publicado a matéria, ele ainda supostamente teria sido pressionado por ex-parceiros e que foi também chantageado pelo repórter do site UOL, e que teria também admitido receber dinheiro para denegrir o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), e agora ele acaba voltando atrás em sua denúncia realizada ao veículo.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa do Mundo pretende esclarecer as denúncias e investigam se houve irregularidades no certame do VLT, que já consumiu mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos e não foi concluída.

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O desafio à saúde do “Cacique Raoni” no “Coração da Amazônia”

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O líder indígena Raoni Metuktire, de 93 anos, permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no município de Sinop, localizado na região norte de Mato Grosso. A internação da maior liderança caiapó do país ocorreu após um agravamento severo de seu quadro respiratório crônico, gerando imediata mobilização da comunidade médica e de organizações socioambientais. O boletim emitido pela equipe de saúde confirma que o paciente encontra-se sob monitoramento contínuo, recebendo suporte multidisciplinar em uma ala de alta complexidade.

O internamento na UTI do Hospital Dois Pinheiros tornou-se necessário após a constatação de uma crise aguda de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), enfermidade que progressivamente compromete a capacidade respiratória do líder indígena. Diante da severidade dos sintomas apresentados no ambiente domiciliar e do risco iminente de insuficiência respiratória, os profissionais decidiram que o isolamento em ambiente de terapia intensiva seria a medida mais segura para garantir a estabilização hemodinâmica do paciente.

A internação hospitalar de Raoni Metuktire teve início formal na última terça-feira, dia 12, quando os primeiros sinais de debilitação física se manifestaram em sua residência. Após uma primeira transferência interestadual provisória na quinta-feira, dia 14, a internação definitiva na unidade intensiva foi consolidada no sábado, dia 16. O monitoramento rigoroso estende-se ao longo deste domingo, período no qual a equipe médica divulgou novas informações oficiais detalhando a evolução clínica do “Histórico Defensor da Amazônia”.

O atendimento emergencial foi concentrado inicialmente no município de Peixoto de Azevedo, localidade mais próxima à base territorial do líder caiapó, e posteriormente transferido para a estrutura de alta complexidade do Hospital Dois Pinheiros, situado em Sinop, polo de saúde do norte mato-grossense. Essa transferência estratégica atendeu a um pedido expresso dos familiares de Raoni, que buscaram garantir acesso imediato a recursos tecnológicos avançados e a especialistas capazes de lidar com as severas especificidades do quadro clínico apresentado.

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O agravamento da saúde do cacique decorre diretamente de uma severa crise provocada pela Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), associada a fatores preexistentes que elevam a vulnerabilidade do paciente.

O quadro clínico atual é complexo: Raoni possui uma hérnia diafragmática traumática crônica, sequela de um acidente automobilístico sofrido há duas décadas, e faz uso regular de marcapasso cardíaco.

A conjunção dessas enfermidades crônicas com a idade avançada do líder reduziu significativamente sua reserva funcional, exigindo intervenção médica imediata.

O plano de contingência médica foi executado por meio de uma operação logística terrestre e hospitalar cuidadosamente coordenada, que envolveu a remoção assistida do paciente entre diferentes unidades de saúde da região amazônica. A transferência inicial da residência para o Hospital Regional de Peixoto de Azevedo e a subsequente remoção para a UTI em Sinop seguiram protocolos rígidos de segurança climática e biológica, com o objetivo de evitar o desgaste físico do paciente e prevenir infecções secundárias.

A responsabilidade direta pelo tratamento de Raoni Metuktire está a cargo de um corpo médico especializado, composto pelo diretor clínico Túlio Emanuel Orathes Ponte e pelo diretor executivo Douglas Yanai. O plano terapêutico é desenvolvido de forma integrada com o médico Douglas Antônio Rodrigues, profissional vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que acompanha o histórico de saúde da liderança indígena há três décadas, garantindo um valioso alinhamento histórico e científico nas decisões.

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De acordo com o último Boletim Oficial divulgado pela equipe assistencial, o paciente apresenta um quadro clínico considerado estável, sem o registro de intercorrências graves ou instabilidades hemodinâmicas nas últimas horas de observação.

A manutenção dessa estabilidade em um paciente de 93 anos é interpretada pelos especialistas como um sinal encorajador, embora o prognóstico permaneça reservado e demande a continuidade rigorosa do suporte ventilatório e medicamentoso na unidade de terapia intensiva.

A repercussão do internamento de Raoni estende-se globalmente devido à sua importância histórica como a principal liderança geopolítica da causa indígena no Brasil e defensor internacional da preservação da bacia do Rio Xingu. Ele reside formalmente na Terra Indígena Capoto/Jarina, uma área protegida essencial para a conservação ambiental brasileira. A oscilação na saúde do cacique gera comoção e acende alertas em instituições de direitos humanos, que enxergam na figura do veterano um pilar fundamental da diplomacia socioambiental.

Os custos financeiros e a estrutura logística demandados pelo tratamento de alta complexidade do líder indígena estão sendo geridos por meio de uma articulação que envolve o suporte institucional da Unifesp e o monitoramento de órgãos indigenistas associados.

Esse esforço conjunto visa assegurar que todos os insumos tecnológicos e farmacêuticos necessários estejam plenamente disponíveis, garantindo que o tratamento do cacique atenda aos mais elevados padrões da medicina intensiva contemporânea sem restrições operacionais.

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