QUAL MELHOR MODAL PARA CUIABÁ
Qual é a melhor opção? VLT ou BRT
Na hora de planejar a mobilidade urbana, fugir do modelo centrado no carro é a regra de ouro, mas há alternativas que podem ser adotadas quando se fala em transporte público, como VLT e BRT, que têm mais capacidade que os ônibus comuns e são menos caros e impactantes que o metrô.
Conheça os prós e os contras de cada sistema e saiba qual deles melhor se adapta à realidade da sua cidade.
Os Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) estão entre as opções mais procuradas pelas cidades que desejam dar corpo ao seu sistema de transporte coletivo. Trata-se de uma versão moderna dos antigos bondes, agora mais leves, econômicos e silenciosos.
Esse modal opera sobre trilhos, e os veículos são movidos por eletricidade. É uma boa opção para integração com o metrô: alguns locais optam por um sistema híbrido de trilhos, em que o metrô é capilarizado em longas distâncias e os corredores são partilhados com o VLT na região central. Por isso, municípios que já têm o sistema subterrâneo podem usar o VLT como uma opção funcional.
Outro benefício é o baixo custo de manutenção e a vida útil longa, cerca de três vezes maior que a de um ônibus a diesel. Por não ter motor que faça a queima de combustível, há menos peças e menor necessidade de trocar esses insumos, o que prolonga a durabilidade do veículo. Mas a principal vantagem do VLT é a taxa zero de poluição.
O impacto ambiental da energia elétrica é muito menor do que a queima de combustíveis fósseis, razão pela qual substituir ônibus a diesel por esses veículos é um ganho sustentável importante. Estudos comprovam que esse “selo ecológico” também faz diferença na opinião pública: mais pessoas tendem a deixar o carro em casa para usar o VLT, diante da pouca atração dos ônibus, considerados desconfortáveis e ruidosos.
Como ponto negativo, o VLT não tem movimentos mais lentos. Isso faz com que o espaço entre os veículos nos horários de pico não possa ser acelerado além do limite de segurança, o que pode gerar gargalos. Além disso, por não ter uma canaleta exclusiva, é comum que o VLT precise frear constantemente para outros veículos que ocupam a pista, não tendo trânsito livre, por isso é indicado especialmente para regiões centrais, que têm velocidade reduzida.
Mas o principal problema é o custo: a implantação desse sistema é mais cara que a do BRT e não oferece a mesma capacidade de transporte. Embora em médio e longo prazos o valor tenda a ser recuperado, esse é um fator que dificulta a adesão ao VLT.
BRT
O modal conhecido como Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) consiste em um sistema de veículos biarticulados que rodam em corredores dedicados. Embora haja adaptações, classicamente esse modelo é definido por ter a via segregada, o que aumenta a velocidade para cerca de 40 quilômetros por hora.
A estrutura viária tem pontos de ultrapassagem e prioridade em semáforos. No Brasil, apenas Curitiba (PR), Goiânia (GO) e Uberlândia (MG) apresentam as características do chamado BRT padrão ouro. O sistema da capital paranaense foi escolhido como um dos 50 projetos mais influentes dos últimos 50 anos pelo Project Management Institute.
O BRT apresenta boa relação custo-benefício, razão por que os países em desenvolvimento costumam adotá-lo e até mesmo o Banco Internacional de Desenvolvimento recomenda essa opção. Isso se dá diante de uma ampla capacidade de passageiros (quase 50 mil por hora no mesmo sentido, 30% superior à do VLT) e custo relativamente pequeno: R$ 30 milhões por quilômetro é quase metade do valor necessário para a adoção do VLT.
Embora a largura dos veículos seja a mesma em ambas as modalidades, o BRT não exige instalação de trilhos nem viadutos ou elevados. O Brasil tem expertise nesse modal: a rede responsável pela criação dos corredores, pelos veículos e pela manutenção do sistema já está implantada no País.
A desvantagem do BRT é o impacto ambiental: tradicionalmente, os ônibus são movidos a diesel, e a redução na emissão de poluentes é um fator para o qual as cidades estão se dedicando cada vez mais. Sabe-se que os custos do adoecimento por poluição para a saúde pública também precisam ser considerados nas tomadas de decisão sobre mobilidade.
Por isso, há pela frente um caminho fértil para a adoção de BRTs elétricos, o que permitiria a melhor relação custo-benefício, considerando todas as variáveis, inclusive a ambiental.
As pesquisas mais recentes têm procurado resolver gargalos do modal, como o desenvolvimento de baterias com maior capacidade de armazenamento.
Destaques
O desafio à saúde do “Cacique Raoni” no “Coração da Amazônia”
O líder indígena Raoni Metuktire, de 93 anos, permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no município de Sinop, localizado na região norte de Mato Grosso. A internação da maior liderança caiapó do país ocorreu após um agravamento severo de seu quadro respiratório crônico, gerando imediata mobilização da comunidade médica e de organizações socioambientais. O boletim emitido pela equipe de saúde confirma que o paciente encontra-se sob monitoramento contínuo, recebendo suporte multidisciplinar em uma ala de alta complexidade.
O internamento na UTI do Hospital Dois Pinheiros tornou-se necessário após a constatação de uma crise aguda de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), enfermidade que progressivamente compromete a capacidade respiratória do líder indígena. Diante da severidade dos sintomas apresentados no ambiente domiciliar e do risco iminente de insuficiência respiratória, os profissionais decidiram que o isolamento em ambiente de terapia intensiva seria a medida mais segura para garantir a estabilização hemodinâmica do paciente.
A internação hospitalar de Raoni Metuktire teve início formal na última terça-feira, dia 12, quando os primeiros sinais de debilitação física se manifestaram em sua residência. Após uma primeira transferência interestadual provisória na quinta-feira, dia 14, a internação definitiva na unidade intensiva foi consolidada no sábado, dia 16. O monitoramento rigoroso estende-se ao longo deste domingo, período no qual a equipe médica divulgou novas informações oficiais detalhando a evolução clínica do “Histórico Defensor da Amazônia”.

O atendimento emergencial foi concentrado inicialmente no município de Peixoto de Azevedo, localidade mais próxima à base territorial do líder caiapó, e posteriormente transferido para a estrutura de alta complexidade do Hospital Dois Pinheiros, situado em Sinop, polo de saúde do norte mato-grossense. Essa transferência estratégica atendeu a um pedido expresso dos familiares de Raoni, que buscaram garantir acesso imediato a recursos tecnológicos avançados e a especialistas capazes de lidar com as severas especificidades do quadro clínico apresentado.
O agravamento da saúde do cacique decorre diretamente de uma severa crise provocada pela Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), associada a fatores preexistentes que elevam a vulnerabilidade do paciente.
O quadro clínico atual é complexo: Raoni possui uma hérnia diafragmática traumática crônica, sequela de um acidente automobilístico sofrido há duas décadas, e faz uso regular de marcapasso cardíaco.
A conjunção dessas enfermidades crônicas com a idade avançada do líder reduziu significativamente sua reserva funcional, exigindo intervenção médica imediata.
O plano de contingência médica foi executado por meio de uma operação logística terrestre e hospitalar cuidadosamente coordenada, que envolveu a remoção assistida do paciente entre diferentes unidades de saúde da região amazônica. A transferência inicial da residência para o Hospital Regional de Peixoto de Azevedo e a subsequente remoção para a UTI em Sinop seguiram protocolos rígidos de segurança climática e biológica, com o objetivo de evitar o desgaste físico do paciente e prevenir infecções secundárias.
A responsabilidade direta pelo tratamento de Raoni Metuktire está a cargo de um corpo médico especializado, composto pelo diretor clínico Túlio Emanuel Orathes Ponte e pelo diretor executivo Douglas Yanai. O plano terapêutico é desenvolvido de forma integrada com o médico Douglas Antônio Rodrigues, profissional vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que acompanha o histórico de saúde da liderança indígena há três décadas, garantindo um valioso alinhamento histórico e científico nas decisões.

De acordo com o último Boletim Oficial divulgado pela equipe assistencial, o paciente apresenta um quadro clínico considerado estável, sem o registro de intercorrências graves ou instabilidades hemodinâmicas nas últimas horas de observação.
A manutenção dessa estabilidade em um paciente de 93 anos é interpretada pelos especialistas como um sinal encorajador, embora o prognóstico permaneça reservado e demande a continuidade rigorosa do suporte ventilatório e medicamentoso na unidade de terapia intensiva.
A repercussão do internamento de Raoni estende-se globalmente devido à sua importância histórica como a principal liderança geopolítica da causa indígena no Brasil e defensor internacional da preservação da bacia do Rio Xingu. Ele reside formalmente na Terra Indígena Capoto/Jarina, uma área protegida essencial para a conservação ambiental brasileira. A oscilação na saúde do cacique gera comoção e acende alertas em instituições de direitos humanos, que enxergam na figura do veterano um pilar fundamental da diplomacia socioambiental.
Os custos financeiros e a estrutura logística demandados pelo tratamento de alta complexidade do líder indígena estão sendo geridos por meio de uma articulação que envolve o suporte institucional da Unifesp e o monitoramento de órgãos indigenistas associados.
Esse esforço conjunto visa assegurar que todos os insumos tecnológicos e farmacêuticos necessários estejam plenamente disponíveis, garantindo que o tratamento do cacique atenda aos mais elevados padrões da medicina intensiva contemporânea sem restrições operacionais.
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