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ELEITORES SEM TÍTULO

100 mil eleitores não votarão nesta eleição de 2022

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Ao todo, mais de 2 milhões de eleitores estão habilitados a votar nas eleições deste ano. Em Mato Grosso, 312.287 títulos estão cancelados e os eleitores têm um mês para regularizar o cadastro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT).

O cancelamento do título ocorre por ausência às três últimas eleições ou por ausência à revisão biométrica. Mesmo sem a coleta da biometria, que continua suspensa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por causa da Pandemia da Covid-19, o eleitor conseguia regularizar o título normalmente.

O prazo final foi 4 de maio para aqueles que precisavam fazer o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral, entre outras solicitações de alterações no cadastro.

Este ano, o primeiro turno será dia 2 de outubro e os eleitores devem votar para presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

O segundo turno acontece no dia 30 de outubro apenas para os cargos de presidente e governador, se necessário. O voto no país é obrigatório para todo cidadão, nato ou naturalizado, alfabetizado, com idade entre 18 e 70 anos. No entanto, o voto é facultativo para os jovens com 16 e 17 anos, pessoas com mais de 70 anos e analfabetos. Quem não tirou o título de eleitor ou não regularizou a condição não poderá participar das eleições deste ano.

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Conforme os dados do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT), nas eleições de outubro, mais de 100 mil eleitores não votarão em Cuiabá em Várzea Grande.

O número representa quase 20% do eleitorado nos dois maiores colégios eleitorais de Mato Grosso e persiste desde as 2018. Essa será a eleição seguida em que mais de 100 mil pessoas ficarão de fora da escolha de voto. Porém, o grupo era bem maior na última eleição presidencial.

Não de que se falar em perda de representatividade [da Baixada Cuiabana] porque esse número não é de agora. Em 2018, já ao fim do segundo turno havia cerca de 171 mil eleitores com título irregular em Cuiabá e Várzea Grande, ou seja, o número diminuiu, explicou o juiz Bruno D’Oliveira Marques.

Se comparado isoladamente, o percentual é menor na Capital. Neste ano, 72.884 não poderão votar por impedimento judicial. O principal motivo é a falta de recadastramento biométrico na Justiça Eleitoral. Se confrontados com os eleitores aptos na eleição municipal de 2020, eles equivalem a 19,2% do total.

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Em Várzea Grande, a proporção ficará na casa de 21,7%. Na última eleição para prefeito e vereadores, 160.409 eleitores estavam aptos a votar. O peso, no entanto, tende a ser maior neste ano porque houve redução de cerca de 30 mil eleitores desde 2018.

O prazo para regulamentação ou pedido de registro de título encerrou no dia 4. O balanço preliminar do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT) indica que 298.230 eleitores estão inaptos a votar por cancelamento de título no estado.

Mas, no fim de abril, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) resolveu suspender o cancelamento de 107 mil títulos em Mato Grosso para as cidades cujo processo de recadastramento biométrico foi interrompido pela pandemia desde 2020. Em Cuiabá, o processo terminou em 2018.

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O desafio à saúde do “Cacique Raoni” no “Coração da Amazônia”

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O líder indígena Raoni Metuktire, de 93 anos, permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no município de Sinop, localizado na região norte de Mato Grosso. A internação da maior liderança caiapó do país ocorreu após um agravamento severo de seu quadro respiratório crônico, gerando imediata mobilização da comunidade médica e de organizações socioambientais. O boletim emitido pela equipe de saúde confirma que o paciente encontra-se sob monitoramento contínuo, recebendo suporte multidisciplinar em uma ala de alta complexidade.

O internamento na UTI do Hospital Dois Pinheiros tornou-se necessário após a constatação de uma crise aguda de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), enfermidade que progressivamente compromete a capacidade respiratória do líder indígena. Diante da severidade dos sintomas apresentados no ambiente domiciliar e do risco iminente de insuficiência respiratória, os profissionais decidiram que o isolamento em ambiente de terapia intensiva seria a medida mais segura para garantir a estabilização hemodinâmica do paciente.

A internação hospitalar de Raoni Metuktire teve início formal na última terça-feira, dia 12, quando os primeiros sinais de debilitação física se manifestaram em sua residência. Após uma primeira transferência interestadual provisória na quinta-feira, dia 14, a internação definitiva na unidade intensiva foi consolidada no sábado, dia 16. O monitoramento rigoroso estende-se ao longo deste domingo, período no qual a equipe médica divulgou novas informações oficiais detalhando a evolução clínica do “Histórico Defensor da Amazônia”.

O atendimento emergencial foi concentrado inicialmente no município de Peixoto de Azevedo, localidade mais próxima à base territorial do líder caiapó, e posteriormente transferido para a estrutura de alta complexidade do Hospital Dois Pinheiros, situado em Sinop, polo de saúde do norte mato-grossense. Essa transferência estratégica atendeu a um pedido expresso dos familiares de Raoni, que buscaram garantir acesso imediato a recursos tecnológicos avançados e a especialistas capazes de lidar com as severas especificidades do quadro clínico apresentado.

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O agravamento da saúde do cacique decorre diretamente de uma severa crise provocada pela Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), associada a fatores preexistentes que elevam a vulnerabilidade do paciente.

O quadro clínico atual é complexo: Raoni possui uma hérnia diafragmática traumática crônica, sequela de um acidente automobilístico sofrido há duas décadas, e faz uso regular de marcapasso cardíaco.

A conjunção dessas enfermidades crônicas com a idade avançada do líder reduziu significativamente sua reserva funcional, exigindo intervenção médica imediata.

O plano de contingência médica foi executado por meio de uma operação logística terrestre e hospitalar cuidadosamente coordenada, que envolveu a remoção assistida do paciente entre diferentes unidades de saúde da região amazônica. A transferência inicial da residência para o Hospital Regional de Peixoto de Azevedo e a subsequente remoção para a UTI em Sinop seguiram protocolos rígidos de segurança climática e biológica, com o objetivo de evitar o desgaste físico do paciente e prevenir infecções secundárias.

A responsabilidade direta pelo tratamento de Raoni Metuktire está a cargo de um corpo médico especializado, composto pelo diretor clínico Túlio Emanuel Orathes Ponte e pelo diretor executivo Douglas Yanai. O plano terapêutico é desenvolvido de forma integrada com o médico Douglas Antônio Rodrigues, profissional vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que acompanha o histórico de saúde da liderança indígena há três décadas, garantindo um valioso alinhamento histórico e científico nas decisões.

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De acordo com o último Boletim Oficial divulgado pela equipe assistencial, o paciente apresenta um quadro clínico considerado estável, sem o registro de intercorrências graves ou instabilidades hemodinâmicas nas últimas horas de observação.

A manutenção dessa estabilidade em um paciente de 93 anos é interpretada pelos especialistas como um sinal encorajador, embora o prognóstico permaneça reservado e demande a continuidade rigorosa do suporte ventilatório e medicamentoso na unidade de terapia intensiva.

A repercussão do internamento de Raoni estende-se globalmente devido à sua importância histórica como a principal liderança geopolítica da causa indígena no Brasil e defensor internacional da preservação da bacia do Rio Xingu. Ele reside formalmente na Terra Indígena Capoto/Jarina, uma área protegida essencial para a conservação ambiental brasileira. A oscilação na saúde do cacique gera comoção e acende alertas em instituições de direitos humanos, que enxergam na figura do veterano um pilar fundamental da diplomacia socioambiental.

Os custos financeiros e a estrutura logística demandados pelo tratamento de alta complexidade do líder indígena estão sendo geridos por meio de uma articulação que envolve o suporte institucional da Unifesp e o monitoramento de órgãos indigenistas associados.

Esse esforço conjunto visa assegurar que todos os insumos tecnológicos e farmacêuticos necessários estejam plenamente disponíveis, garantindo que o tratamento do cacique atenda aos mais elevados padrões da medicina intensiva contemporânea sem restrições operacionais.

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