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Uma “Lua de Mel” que chega ao fim?
Na política, costuma-se dizer que o “Governo Novo” tem 100 dias de “lua de mel”, com o Legislativo. Esse é o tempo médio que os parlamentares dão ao “novo governo”, para apresentar serviço e organizar a casa.
E, assim, depois de passados 335 dias de um longo período nos últimos anos, os sinais de acenos entre quatro paredes quebradas, que o Blog do Valdemir, antecipou no mês de agosto, já foi detectado dia 27 de novembro, uma quarta feira.
Falta de atenção de alguns secretários do governador do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, demora em retornos e cumprimento de promessas, sobram reclamações entre parlamentares. Falta de coesão na base. Sofrência do governador Mauro Mendes com a Reforma da Previdência.
É,…a sofrência na política, que quando bate causa estragos, todavia, quando atinge as coisas que não queremos ou desejamos, se resolve pelo lado mais ameno e até lúdico das pessoas, ou seja, com um pouquinho de “líquido explosivo”.
Bom…enfim…, sofrência na política, como se pode impropriamente nominar, é uma pedrada que se deve evitar, sobretudo, em face dos “efeitos colaterais” que pode acarretar.
Para piorar, na última quarta feira de novembro, (27), a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) derrubou com um placar elástico de 13 a 8, dois dos quatro vetos do governador Mauro Mendes.
O Democrata alertando os deputados sobre o risco na derrubada dos vetos, enfim, a “lua de mel” acabou e a lista de problemas começa.
Mas nada é surpresa, agora resta saber até quando a Mesa Diretora da Casa de Leis, não entrará em embate com figurões chave do governo Mauro Mendes.
Habilidade política
Mendes conseguiu mesmo com polêmicas, aprovação de todos os projetos: Reforma Administrativa, Lei Fiscal, Decreto de Calamidade, Renegociação do Empréstimo Dolarizado, Alteração das regras sobre Incentivo Fiscal.
E foi assim com essa coragem, que o Governo Mauro Mendes, acabou também fazendo um grande enfrentamento com os segmentos do setor econômico, servidores públicos e até mesmo com os deputados e, assim, Mendes começa a sentir a realidade do tamanho dos problemas que plantou no primeiro semestre.
É bom o governador do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes, tomar alguns cuidados, vamos alerta-lo: Eduardo Botelho, companheiro do mesmo partido, o Democrata, é a peça fundamental para Mauro Mendes neste momento. É dono da pauta do Plenário da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, tem sido o principal fiador a proposta da Emenda à Constituição (PEC) da Reforma da Previdência, em um cenário em que o Governo não tem nomes de peso, na articulação política com o parlamento.
Porém, o presidente da Casa de Leis, José Eduardo Botelho está irritado. Sente que a “incapacidade” do governo começa a sobrar pra ele.
“O Botelho está chateado, porque vem sendo cobrado pelos deputados, por coisas que o Governo promete e não cumpri. Acaba que ele fica no meio, porque quer aprovar a Reforma. Parece que está ao lado do Governo, mas na verdade não tem poder de decidir coisas que, só lá, a caneta deles podem fazer“, disse um deputado da bancada de sustentação do governo no Legislativo.
Botelho é conhecido pela habilidade nas negociações e pela capacidade de reunir em torno de si parlamentares da esquerda à direita, como ocorreu no encaminhamento, como ocorreu no pacote de projetos no inicio do ano.
Onze meses
O primeiro grande desafio do governador Mauro Mendes, seria o da governabilidade de conseguir trabalhar com a Assembleia Legislativa do Estado, já que foi eleito com a promessa de mudar a maneira de fazer política.
Parte desses problemas é não distribuir postos nas secretarias, cargos e verbas para tentar construir uma coalizão no Legislativo. A marca das coalizões no Legislativo é a distribuição pelo Governo de cargos e verbas.
Mauro conseguiu, entretanto é bom se acostumar: a “lua de mel” já acabou e, em 2020 é eleição municipal e assim as divergências entre o Executivo e Legislativo chegaram.
Quem vai pagar a fatura?
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Cidades assumem encargos da União e dos Estados diante da “asfixia fiscal” do Pacto Federativo
O crescimento de 66% nos gastos dos municípios brasileiros com segurança pública, na última década, consolidou uma transformação estrutural no financiamento da ordem urbana. A elevação orçamentária transferiu às administrações locais encargos financeiros tradicionalmente atribuídos às esferas federal e estadual, subvertendo a lógica de investimentos públicos no país.
Impacto nas Finanças Públicas: É associado à estagnação econômica, visto que altos encargos impedem o crescimento salarial real e sobrecarregam a classe média. Em esferas municipais, a falta de repasses justos de impostos (como o ICMS) também é tratada como uma forma de estrangulamento financeiro das gestões locais.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM), sob a liderança de Paulo Ziulkoski, mapeou essa mutação fiscal por meio de um robusto estudo técnico. O diagnóstico aponta que os prefeitos e as guardas municipais converteram-se nos principais executores de uma política de contenção da violência que deveria contar com amparo dos governos estaduais e federais.
O levantamento abrange o interregno entre os anos de 2016 e 2025, período no qual o dispêndio das prefeituras saltou de R$ 7,5 bilhões para R$ 12,4 bilhões anuais. Essa evolução cronológica, que adicionou R$ 5 bilhões à fatia municipal, coincide com o agravamento das crises macroeconômicas brasileiras e com a necessidade de respostas imediatas nas cidades.
Este panorama nacional, que afeta a capilaridade de todo o território brasileiro, ganhará os holofotes do debate político institucional em Brasília durante a XXVII Marcha em Defesa dos Municípios. O evento congregará governantes locais e pré-candidatos à Presidência da República para discutir as graves assimetrias no direcionamento das verbas federais.

A materialização desse fenômeno ocorreu por meio do fortalecimento das guardas municipais, do investimento em videomonitoramento e da atuação em desastres ambientais. Dados do IBGE indicam que 1.322 municipalidades instituíram corporações próprias, registrando uma expansão de 33% na estrutura operacional, impulsionada pela necessidade de proteção ao cidadão.
As razões dessa escalada residem no enfraquecimento crônico da efetividade das diretrizes de segurança da União e dos Estados, vácuo preenchido compulsoriamente pelos prefeitos. Por estarem em contato direto com as demandas do tecido social, os governos locais absorvem pressões comunitárias e assumem papéis que extrapolam suas competências constitucionais.
A intensidade financeira da distorção revela que a alta orçamentária das prefeituras superou em quatro vezes e meia o avanço da União (12%) e triplicou o índice dos Estados (25%). Do montante de R$ 170 bilhões aplicados no setor em 2025, os municípios arcaram com R$ 12,4 bilhões, enquanto a União executou R$ 14,7 bilhões e os Estados, R$ 143,3 bilhões.
Os recursos injetados visam garantir a preservação do patrimônio e salvaguardar a integridade civil por meio de frentes específicas de atuação preventiva. O policiamento comunitário liderou os aportes com um acréscimo de R$ 2,4 bilhões, ao passo que as ações de defesa civil receberam incremento de R$ 400 milhões para mitigar o impacto de catástrofes climáticas.
A consequência imediata dessa reconfiguração manifesta-se na severa sobrecarga das finanças locais e no desequilíbrio fiscal do pacto federativo, exaurindo receitas preciosas. O esgotamento do caixa compromete a capacidade de investimento próprio das prefeituras em áreas sociais essenciais, uma vez que os municípios financiam estruturas sem a devida contrapartida.
Para o futuro imediato, o cenário gera alerta institucional face à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025, medida que oficializa as polícias municipais. A matéria causa profunda apreensão por não estipular fontes permanentes de financiamento para as prefeituras, o que exige articulação parlamentar urgente para evitar o colapso fiscal.
Relatório do Estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Clique aqui.
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