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Garcia despista e diz que encontro não foi para lançar o nome de Mendes ao Governo ou para o Senado

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Eleição de 2018 só vamos discutir em 2018”. Com esta frase, o presidente do PSB, deputado federal Fábio Garcia procurou afastar qualquer possibilidade de revelar que o encontro do partido nesta sexta-feira tenha sido um ponta-pé inicial da campanha com o nome do ex-prefeito Mauro Mendes sendo o grande candidato do partido para disputar o Governo do Estado ou uma vaga no Senado Federal.

Durante o encontro, onde o ex-prefeito Mauro Mendes foi um dos mais procurados pelas lideranças do partido, Fábio Garcia procurou enfatizar que o encontro não tinha outro objetivo que não traçar conversações com os novos prefeitos do partido em Mato Grosso e mostrar o que foi feito de bom pelos prefeitos que deixaram seus cargos no final do ano passado.

Indagado sobre Eleições em 2018, o líder do partido no Estado, Fábio Garcia assegurou que não estava na pauta este cenário e nem tão pouco procurou enfatizar que o ex-prefeito Mauro Mendes deverá disputar algum cargo eletivo no próximo ano. 

Discutir 2018, só em 2018. O objetivo deste encontro foi fazer com que os novos prefeitos tenham conhecimento do que os prefeitos que atuaram até o ano passado fizeram de bom, mostrar o caminho dos acertos”, disse.

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O parlamentar federal Fábio Garcia lembrou que Mauro Mendes, Otaviano Pivetta, Adilton Sachetti e Oscar Bezerra, todos ex-prefeitos do partido estavam ali pra prestar orientações aos novos prefeitos.

Neste ano o objetivo é trabalhar e contribuir com os municípios, como fazer uma boa administração no Estado todo. É o que interessa. Eleição em 2018. agora é produzir resultados para as pessoas, nosso maior interesse. Dar aos prefeitos aquilo que deu certo. Mauro Mendes tem muita coisa para passar sim, muitas dicas, muitas oportunidades, diálogo, união, ajuda, muito importante, reunião foca gestão, resultado e trabalho”, completou.

O líder do PSB em Mato Grosso falou do crescimento do seu partido no Estado, e lembrou que a sigla partidaria foi a sigla que mais elegeu prefeitos em todo o Brasil nas eleições de 2016, e rasgou elogios a Mauro Mendes pelo seu belíssimo trabalho em Cuiabá como prefeito da capital.

Nos estamos vendo que o PSb a cada eleição que passa vem crescendo muito no Brasil todo, e com isso nos temos que tomar muito cuidado, temos agora uma grande responsabilidade com a população que elege os nosso governantes, e principalmente os governantes eleitos pelo PSB, vemos ai que el alguns estados, a população esta descontente, e pede mudança, por isso, o nosso partido tem que estar sempre preparado para os acontecimentos”.

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Participaram do Encontro de Lideranças do PSB varios lideres politico do estado, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Eduardo Botelho, Oscar Bezerra e sua esposa e prefeita da cidade de Juara, Luciane Bezerra, deputado federal Adilton Sachetti, Secretario da Casa Civil Paulo Taques que veio representando o governador Pedro Taques (PSDB), o secretario estadual de Trabalho e Assistência Social Max Russi, e Suelme Evangelista, secretario de Agricultura Familiar e Regularização Fundiária do Estado.

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Cidades assumem encargos da União e dos Estados diante da “asfixia fiscal” do Pacto Federativo

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O crescimento de 66% nos gastos dos municípios brasileiros com segurança pública, na última década, consolidou uma transformação estrutural no financiamento da ordem urbana. A elevação orçamentária transferiu às administrações locais encargos financeiros tradicionalmente atribuídos às esferas federal e estadual, subvertendo a lógica de investimentos públicos no país.

Impacto nas Finanças Públicas: É associado à estagnação econômica, visto que altos encargos impedem o crescimento salarial real e sobrecarregam a classe média. Em esferas municipais, a falta de repasses justos de impostos (como o ICMS) também é tratada como uma forma de estrangulamento financeiro das gestões locais.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM), sob a liderança de Paulo Ziulkoski, mapeou essa mutação fiscal por meio de um robusto estudo técnico. O diagnóstico aponta que os prefeitos e as guardas municipais converteram-se nos principais executores de uma política de contenção da violência que deveria contar com amparo dos governos estaduais e federais.

O levantamento abrange o interregno entre os anos de 2016 e 2025, período no qual o dispêndio das prefeituras saltou de R$ 7,5 bilhões para R$ 12,4 bilhões anuais. Essa evolução cronológica, que adicionou R$ 5 bilhões à fatia municipal, coincide com o agravamento das crises macroeconômicas brasileiras e com a necessidade de respostas imediatas nas cidades.

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Este panorama nacional, que afeta a capilaridade de todo o território brasileiro, ganhará os holofotes do debate político institucional em Brasília durante a XXVII Marcha em Defesa dos Municípios. O evento congregará governantes locais e pré-candidatos à Presidência da República para discutir as graves assimetrias no direcionamento das verbas federais.

A materialização desse fenômeno ocorreu por meio do fortalecimento das guardas municipais, do investimento em videomonitoramento e da atuação em desastres ambientais. Dados do IBGE indicam que 1.322 municipalidades instituíram corporações próprias, registrando uma expansão de 33% na estrutura operacional, impulsionada pela necessidade de proteção ao cidadão.

As razões dessa escalada residem no enfraquecimento crônico da efetividade das diretrizes de segurança da União e dos Estados, vácuo preenchido compulsoriamente pelos prefeitos. Por estarem em contato direto com as demandas do tecido social, os governos locais absorvem pressões comunitárias e assumem papéis que extrapolam suas competências constitucionais.

A intensidade financeira da distorção revela que a alta orçamentária das prefeituras superou em quatro vezes e meia o avanço da União (12%) e triplicou o índice dos Estados (25%). Do montante de R$ 170 bilhões aplicados no setor em 2025, os municípios arcaram com R$ 12,4 bilhões, enquanto a União executou R$ 14,7 bilhões e os Estados, R$ 143,3 bilhões.

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Os recursos injetados visam garantir a preservação do patrimônio e salvaguardar a integridade civil por meio de frentes específicas de atuação preventiva. O policiamento comunitário liderou os aportes com um acréscimo de R$ 2,4 bilhões, ao passo que as ações de defesa civil receberam incremento de R$ 400 milhões para mitigar o impacto de catástrofes climáticas.

A consequência imediata dessa reconfiguração manifesta-se na severa sobrecarga das finanças locais e no desequilíbrio fiscal do pacto federativo, exaurindo receitas preciosas. O esgotamento do caixa compromete a capacidade de investimento próprio das prefeituras em áreas sociais essenciais, uma vez que os municípios financiam estruturas sem a devida contrapartida.

Para o futuro imediato, o cenário gera alerta institucional face à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025, medida que oficializa as polícias municipais. A matéria causa profunda apreensão por não estipular fontes permanentes de financiamento para as prefeituras, o que exige articulação parlamentar urgente para evitar o colapso fiscal.

Relatório do Estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Clique aqui.

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