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Tiroteio entre posseiros e seguranças da fazenda de José Riva deixa mortos e feridos

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A Fazenda Agropecuária Bauru (Magali), já tinha relatado ao Ministério Publico Estadual (MPE), que vinha sofrendo invasões desde o ano 2000 e que, após a reintegração de posse ocorrida em 2017, as ameaças se intensificaram até culminar com a invasão do grupo que tentou tomar as terras à força.

Diante da situação, o Ministério Público Estadual (MPE/MT) encaminhou documentação as autoridades competentes reiterando providências, já que havia a possibilidade de um confronto entre posseiros e seguranças.

Embora oficiado ao governador do Estado, ao secretário de Segurança Pública, ao delegado de Polícia e ao comandante da Polícia Militar local, há informação de que na presente data (29/10/2018) houve a efetivação da invasão na propriedade rural por aproximadamente 200 pessoas, estando algumas delas na posse de arma de fogo”, ressaltou na época o promotor de Justiça.

A Fazenda Agropecuária Bauru (Magali), de 46 mil alqueires, no município de Colniza (1.076 km de Cuiabá), chegou de ser invadida na época por cerca de 200 pessoas que ocuparam o local. O clima no local era de tensão já que, segundo o Ministério Público Estadual (MPE/MT), 30 seguranças privados estão se deslocando para a fazenda.

A propriedade pertence ao ex-deputado estadual José Geraldo Riva, que foi presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) por vários mandatos, e ao ex-governador Silval da Cunha Barbosa.

A explosão aconteceu

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A preocupação do MPE era que poderia ocorrer novamente uma tragédia na região, assim como a registrada em abril de 2017, quando 9 trabalhadores rurais foram brutalmente assassinados no Distrito de Taquaruçu do Norte.

Barril de pólvora explodiu!

Hoje pela manhã, recebemos informações de que na Fazenda Bauru, conhecida como fazenda “Magali”, de propriedade do ex-deputado José Riva e do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, aconteceu um tiroteio e no local tem pessoas mortas e feridas, e a Polícia Civil juntamente com a Policia Militar já foi acionada e já estão no local com uma ambulância da SAMU.

Hospital André Maggi está lotado de familiares e curiosos em busca de informações:

A situação é dramática na porta do Hospital Municipal de Colniza, várias pessoas em busca de informações, e apuramos até o momento que através de fontes não oficiais que já tem 02 mortos e 6 pessoas em estado grave.

Quanto a feridos há informações de que podem ser mais de 06 feridos e oficialmente um irá sair de avião para Juína em estado gravíssimo.

Entenda o caso:

A Fazenda Agropecuária Bauru(Magali) vinha sofrendo invasões desde o ano 2000 e que, após a reintegração de posse ocorrida em 2017, as ameaças se intensificaram até culminar com a invasão do grupo que tomou as terras à força.

A Polícia Militar (PM) cumpriu no dia 08 de dezembro de 2018, ordem de desocupação da Fazenda Bauru, propriedade do ex-deputado estadual José Riva localizada em Colniza (1.042 km ao norte de Cuiabá). A área estava sendo utilizada por cerca de 200 pessoas. Não houve confronto entre as partes.

O ex-ocupantes tinham que ficar 5 km afastados do local, conforme decisão do juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 2ª Vara Cível Especializada em Direito Agrário.

O Ministério Público alertou em outubro que um grupo de aproximadamente 200 pessoas ocupou a Fazenda Agropecuária Bauru , que possui 46 mil alqueires. O clima no local era de tensão, já que 30 seguranças privados contratados por Riva estavam se deslocando para a fazenda.

Diante da situação, o MP comunicou novamente as autoridades competentes reiterando providências, já que havia possibilidade de um confronto entre posseiros e seguranças.

A preocupação do MPE era que pudesse ocorrer novamente uma tragédia na região, assim como a registrada em abril de 2017, quando 9 trabalhadores rurais foram brutalmente assassinados no Distrito de Taquaruçu do Norte.

A empresa Unifort que faz a segurança da fazenda estaria encaminhando uma equipe ate o local para dar suporte as pessoas que estão na sede da fazenda que já teve 3 tentativas de invasão.

 

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Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso

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Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.

O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.

A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.

As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.

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De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.

Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.

A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.

O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.

O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.

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A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.

Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.

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