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“Tenho até abril de 2018 para decidir, até lá continuo pré-candidato a reeleição nas eleições de 2018”

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"Continuo pré-candidato ao Senado", disse o ministro da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (MAPA) senador Blairo Maggi (PP), contestando a informação do jornal Valor Econômico, que publicou que Maggi não pretende disputar a reeleição ao Senado ou outro cargo em 2018.

O ministro, em contato com o Blog do Valdemir, afirmou que qualquer noticia, dizendo que o mesmo (Maggi), não irá disputar as Eleições do próximo ano, são boatos, já que os prazos para a desincompatibilização e a filiação partidária podem ocorrer até de abril de 2018. 

"Não falei que não vou disputar eleição. Isso é uma hipótese, tenho até abril para decidir isso, o presidente me deu esse prazo. Ele disse que se eu não for disputar, posso ficar com ele até o final do Governo, o que seria muito bom", pontuou Maggi.

Entenda o caso:

Nos bastidores em Brasília e publicada pelo Blog do Valdemir, circulou o comentário que o PP estaria disposto a abrir mão do Ministério da Agricultura, para que o partido voltasse à pasta que faz seus corações baterem mais rápido, ou seja o da Integração. Blairo Maggi poderia ser rifado pelo seu partido o PP.

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Veja matéria: https://blogdovaldemir.com.br/alvo-do-centrao-no-congresso-ciro-nogueira-diz-que-o-pp-esta-satisfeito-com-empenho-de-maggi-a-frente-do-mapa-negando-sua-saida-do-ministerio/

Entretanto, Blairo Maggi pontuou "essa história é conversa fiada, não tem nada disso e eu não estou de saída do governo. Conversei bastante com o presidente Temer e ele me garantiu que eu tenho carta branca para ficar no governo ou sair ano que vem para concorrer a alguma eleição, mas eu disse para ele que não devo me candidatar a nada e quero ficar no ministério até o fim de dezembro de 2018", teria dito Blairo em entrevista ao jornalista Cristiano Zaia.

Conforme o Blog do Valdemir, já havia antecipado na matéria do dia 7, em relação da discussão sobre sua permanência no Ministério. Maggi disse que realmente houve a conversa "a permanência no governo foi acertada com o presidente Michel Temer (PMDB), durante a viagem à China", declarou. Em relação as denúncias de corrupção, Maggi disse que não ameaçam sua permanência no Ministério da Agricultura.

Delação do ex-governador Silval Barbosa

A despeito das denúncias de corrupção que pensam contra ele, reveladas na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), Maggi, que já se posicionou e afirmou serem "lamentáveis” os ataques feitos à sua reputação.

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Questionado, como recebeu a notícia de instauração de inquérito com tranquilidade. "Será o momento oportuno para apresentação de defesa e, assim, restabelecer a verdade, pois definitivamente acredito na Justiça", finalizou Maggi. 

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Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso

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Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.

O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.

A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.

As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.

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De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.

Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.

A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.

O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.

O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.

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A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.

Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.

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