SINAL DE ALERTA EM MATO GROSSO
Mato Grosso acende alerta de Saúde Pública com aumento de mortes por Chikungunya
Dados da Secretaria de Saúde do Estado de Mato Grosso (SES/MT), apontaram para mais de 50 casos letais relacionados a Arboviroses. Em 2024, foram 39 mortes ocasionadas por Dengue e 12 por Chikungunya. Entre as cidades que mais registraram mortes em decorrência dessas doenças causadas por mosquitos estão Cuiabá, Tangará da Serra, Pontes e Lacerda e Primavera do Leste.
Segundo o Informe Epidemiológico, nesse mesmo ano, Mato Grosso registrou mais de 38 mil casos confirmados de Dengue, 317 de Zika e mais de 20 mil de Chikungunya.
De acordo com o Ministério da Saúde (MS), esse aumento expressivo de diagnósticos no Brasil, deve-se à combinação entre o calor excessivo e as chuvas intensas, característica do verão que propicia condições perfeitas para a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, responsável por transmitir essas doenças.

O que é a dengue, zika e chikungunya?
Elas são doenças virais transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. Essas doenças são consideradas Arboviroses, pois fazem parte de um grupo de enfermidades virais que são transmitidas principalmente por mosquitos.
No caso da Dengue, Zika e Chikungunya, elas são transmitidas pela fêmea do mosquito Aedes Aegypti. O inseto se torna portador do vírus ao picar uma pessoa infectada e, subsequentemente, passa o vírus para outras pessoas por meio das picadas.
Qual é o transmissor das doenças?
O Aedes Aegypti é o nome científico do mosquito. O que o diferencia dos outros são as listras brancas no tronco, cabeça e pernas.
Ele é um mosquito que geralmente vive dentro das casas e locais frequentados por pessoas, por exemplo, estabelecimentos comerciais e escolas. Ele tem hábitos diurnos e alimenta-se de sangue humano.
Quais são os sintomas?
Os sintomas da Dengue são caracterizados por febre alta, dores musculares e articulares. Já a Zika está associada a complicações neurológicas e é, especialmente, preocupante em gestantes, devido ao risco de malformações em seus bebês. A Chikungunya provoca febre e dores articulares intensas, que muitas vezes persistem por longos períodos.

Quais os cuidados para combater o mosquito?
Para se proteger contra o mosquito, é preciso manter a caixa d’água limpa e fechada; cuidar do lixo e dos vasos de plantas; trocar diariamente a água dos recipientes dos animais; colocar água sanitária nos ralos e tapá-los após a secagem, além de evitar qualquer objeto sem tampa que concentre água parada ao ar livre.
Mortes por Chikungunya no Estado de Mato Grosso
O Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde (MS). Mostra até este domingo (9), que o número de mortes por Chikungunya no Estado de Mato Grosso dobrou em menos de um mês, o Mato Grosso registrou 6 óbitos, um aumento significativo em relação aos três contabilizados até o final de janeiro. Além disso, há uma morte sob investigação e 8.104 casos prováveis da doença.
Cuiabá é o município mais afetado, com quatro mortes confirmadas e uma ainda em análise. Jaciara e Dom Aquino também contabilizaram um óbito cada. As autoridades de Saúde estão em “estado de alerta” diante do avanço dos casos, que trazem risco significativo à população mato-grossense.
A Chikungunya apresenta sintomas variados e intensos, como febre, dores severas nas articulações, manchas vermelhas na pele, náuseas e dor abdominal. De acordo com o Ministério da Saúde, a infecção pode ser particularmente grave em pessoas mais vulneráveis, como crianças, idosos e portadores de doenças crônicas.

Além da Chikungunya, a Dengue e o Zika continuam sendo motivo de preocupação em Mato Grosso. O aumento de notificações reforça a necessidade de intensificação de campanhas educativas e ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti, vetor responsável pela transmissão das três doenças.
A população é orientada a manter medidas de prevenção, como a eliminação de criadores de mosquitos em recipientes com água parada. Em casos de sintomas suspeitos, é fundamental procurar atendimento médico imediato. As autoridades reforçam a importância da colaboração de todos para conter o avanço dessas doenças.
Destaques
Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso
Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.
O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.
A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.
As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.
De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.
Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.
A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.
O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.
O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.
A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.
Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.
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