SAÚDE EM RISCO

SINDIMED/MT alerta; “Cresce o número de médicos infectados por “Covid-19″”

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Todos os indicadores estão mostrando que estamos em ascensão de casos e óbitos. Os números dobram a cada semana. É importante que as pessoas, mesmo no esgotamento do isolamento, permaneçam em casa. Não há indicador algum para ficarmos otimistas e dizer que se pode relaxar”.

Foi o que disse o medico infectologista de um grande hospital da Capital ao Blog do Valdemir durante esta semana.

O infectologista, além de se preocupar com o adoecimento dos profissionais de Saúde que atuam no front do novo “Coronavírus”, salienta que estamos num momento em que prezar pelo “Isolamento Social” deve ser uma missão de toda a sociedade, por mais dura que essa medida seja.

Em Mato Grosso, dois médicos morreram de Covid-19 e há registro de 112 infectados desde o início da “Pandemia”, segundo levantamento feito pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM).

E como as unidades de Saúde, tanto públicas como privadas, não conseguem organizar um fluxo adequado para o atendimento aos casos de pacientes com sintomas de “Covid-19”, o quadro de médicos e outros profissionais da saúde que estão atuando na linha de frente deve ser ainda pior.

O quadro deve se agravar já que os médicos estão atendendo pacientes em salas sem ventilação adequada para diminuir a transmissibilidade do vírus, consultórios com janelas que muitas vezes dão para corredores dentro do próprio estabelecimento de saúde, isso tudo torna as unidades de saúde um lugar “perigoso”, muito insalubre“, alerta o diretor de comunicação do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed/MT) Adeildo Lucena.

Em reunião com a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, CRM e outros sindicatos, o Sindimed discutiu-se a ideia de se atender pacientes em tendas que teriam a ventilação necessária para evitar que mais profissionais de saúde e pacientes que buscarem atendimento médico nas unidades de saúde se contaminassem propagando ainda mais o Covid-19.

Outra sugestão é se colocar equipes para monitorar os pacientes. E seria necessário que realmente o poder público disponibilizasse os medicamentos ([vitamina D, zinco, prednisona, ivermectina, Azitromicina,, nitazoxamida, Enoxaparina e hidroxicloroquina)para as pessoas independente da classe social ou de ter o atendimento na UPA ou em um hospital para tratar no início impedindo que o quadro se agrave para evitar novas internações, já que estamos com 94% da taxa de ocupação de UTIs em Mato Grosso, um colapso. Não é só atender e medicar. Se faz necessário acompanhar os pacientes suspeitos ou já confirmados. A coordenação dos cuidados é muito importante para se antecipar o agravamento dos casos. Com uma coordenação adequada isso pode ser feito na atenção primária, que dispõe de profissionais competentes e comprometidos. Só precisam de proteção e condições de trabalho. Médicos têm, o que falta é gestão“, sugere Adeildo.

Ele ainda expôs que o Sindicato recebeu denúncias de médicos que estão na linha de frente de combate ao Covid-19 que os pacientes têm voltado aos consultórios afirmando que não estão encontrando os medicamentos.

Nenhuma unidade de saúde de Cuiabá possui os medicamentos e não tenho notícias que já existiram alguma vez. Tem muitos médicos prescrevendo precocemente esses medicamentos, mas os pacientes não encontram nem nas farmácias. Quando muito conseguem mandando manipular, afirma Adeildo Lucena, diretor de Comunicação do Sindimed.

O Sindimed alerta que se medidas não forem tomadas, a população vai sofrer mais ainda, visto que um médico a menos na linha de frente gera mais lentidão no atendimento e lotação nas unidades de saúde.

Esse é o momento de pensar em diminuir a transmissão, não podemos deixar a população sem atendimento, mas os profissionais de saúde não podem trabalhar infectados e se tornarem vetores do Covid-19. Nós nos formamos para salvar vidas, mas não deixamos de ser humanos suscetíveis a esse vírus como qualquer pessoa“, desabafa o médico do Sindimed.

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Destaques

Partidos que tempos atrás era “certeira” hoje vê iniciar o “xadrez político” e nem sabe para onde vai: DEM e PSDB

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Enquanto as Executivas do PSDB e dos Democratas, ainda buscam uma saída, neste ano atípico, os articuladores políticos das demais siglas partidárias se colocaram a frente de combate do tabuleiro de xadrez político, primeiro os “bispos” e as “torres“, hoje líderes consolidados.

Entretanto, antes mesmo de movimentarem seus “peões” e “cavalos“, líderes em cargos públicos, os partidos definiram como principais peças para o jogo, o “rei” e a “rainha” de cada sigla, ou coligação majoritária.

Temos até o momento quatro “reis” e uma “rainha”, sendo que, dois são vereadores: Abílio Jacques Brunini Moumer, o “Abílio Junior”, hoje no Podemos, e Felipe Tanahashi Alves, o “Felipe Wellaton”, seus nomes foram referendados na semana passada pelos seus partidos. Estão tentando viabilizar seus nomes.

Abílio Junior e Felipe Wellaton são considerados a principal voz da oposição dentro da Câmara de Cuiabá, mas estarão de lados opostos neste eleição municipal de 2020 mesmo sendo aliados no Parlamento Municipal. Já que o grupo terá 2 candidatos.

Agora vem um da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual Ulysses Lacerda Moraes, este com pretensões para 2022 e está se movimentando nos bastidores e pode ser candidato a Prefeito de Cuiabá pelo PSL.

E, nesta segunda feira (10), um candidato que promete endurecer o jogo, deixou o comando do programa Resumo do Dia na TV Brasil Oeste, para poder disputar o pleito eleitoral.

Roberto França já saiu batendo, ele disse em entrevistas, que, na campanha pela Prefeitura de Cuiabá, enfrentará duas candidaturas “poderosas”, uma do prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro do MDB, que continua no muro, e outra apoiada pelo governador Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira.

O apresentador Roberto França, chamado carinhosamente de “O Gordo”, até improvisou um slogan da pré-campanha, disse que será uma disputa do “tostão” contra o “milhão”.

O ex-prefeito de Cuiabá e atualmente no Partido Patriota, Roberto França Auad, que já vem articulando nos bastidores com lideranças de outras siglas partidárias para apoio político e principalmente se articulando com quem decide: o eleitor.

Estou pronto. Deixo o Resumo do Dia e, a partir de agora, vamos conversar com os nossos companheiros e com os demais partidos para junto caminharmos, nesta campanha eleitoral. Tenho trabalho comprovado, experiência e amor por Cuiabá“, disse o apresentador do Programa Resumo do Dia, Roberto França.

E a “rainha”, do tabuleiro político de Cuiabá, vem do Procon, Gisela Simona Viana de Souza do PROS, é considerada uma Campeã de votos, e conseguiu junto do eleitorado mato-grossense, 50.682 mil votos, que optou por recuar do Senado da Republica para disputar o pleito de Cuiabá. Apesar de estar pouco tempo na vida política, chegou de ser oficializada como o nome da sigla para a disputa de Senadora da Republica pelo Partido Republicano da Ordem Social (PROS), pelo seu bom desempenho na eleição passada. Mas, desistiu do projeto Senado.

Sabemos que será uma disputa bastante pesada, temos que ter garra, e o jogo é pesado, os concorrentes têm muito dinheiro e uma megaestrutura de campanha. Mas, se tem uma coisa que a vida me ensinou, foi vencer na adversidade. Estamos trabalhando na construção de um projeto que visa uma gestão eficiente, limpa e que enfrente os desafios pós-pandemia com coragem, sem perder a ternura“.

Querem saber do DEM e PSDB? Ambos não definiram os nomes que devem representar os partidos na disputa eleitoral, porque, a disputa está travada entre os diretores da executiva estadual e municipal das duas siglas. Em 2019, os dirigentes tucanos defendiam o nome do empresário Luiz Carlos Nigro. Os edis cuiabanos tucanos, defendem o nome de Emanuel Pinheiro para a reeleição.

Agora surgiu o nome do empresario no ramo de comunicação, Dorileo Leal e do ex-vereador Paulo Borges e, ainda os comentários nos bastidores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e no Palácio Paiaguas é a possível aliança entre o DEM e o PSDB, apoiando Nilson Leitão para o Senado da Republica com nome de Júlio José de Campos como seu suplente, vem tirando sono do servidor número 1 do Estado.

Como se pode observar, a estratégia até o momento apresentado pelos articuladores políticos são apenas posicionamentos, tudo para dar um tiro de canhão ou bazuca logo de cara. Assim amedrontar e acuar adversário político.

Sabemos que no final das contas, no âmbito da política, ninguém é inimigo de ninguém e assim, todos os partidos deixam aberta a vaga de vice para possíveis acordos partidários.

A situação de tal modo pode fazer com que alguns pré-candidato venham a tornarem suas candidaturas inviáveis. Resultando a abertura de uma possível negociação de aliança.

Quem são os candidatos?

Dos cinco citados pelo Blog do Valdemir, somente dois: Roberto França e Gisela Simona, demais candidaturas inviáveis. Emanuel será candidato a reeleição. DEM precisa resolver sua crise interna, porém, pode vir com Marcelo Bussiki.

PS: a menos de três meses das eleições um profundo e ensurdecedor silêncio pelo lado de Blairo Maggi, nunca podemos nos esquecer de que os partidos ideológicos e seus líderes costumam centrar seus esforços nas grandes cidades de um Estado. São apostas que definem um ranking de importância política.

Nota da redação

As eleições em Cuiabá e Várzea Grande têm seus respectivos futuros ligados. Isso porque a cada peça no xadrez que se move na capital do estado, desdobra-se na cidade de Couto Magalhães. E assim o projeto majoritário do DEM pode sair de cena e apoiar Emanuel Pinheiro.

O que podemos afirmar é que as “pedras cantadas” (nomes citados pelo Blog do Valdemir) desse tabuleiro articulam os movimentos, a esquerda ou a direita, em suas bases para avanços em busca do xeque-mate. Porém, no Alencastro o prefeito está dizendo que “tá” vivo com vídeos mostrando o antes e depois, apesar de sua popularidade não superar a casa de dois dígitos.

Enfim, enquanto aguarda o caminho do Senador do Partido Democrata (DEM), Jayme Veríssimo de Campos, Mauro Mendes Ferreira e Blairo Borges Maggi, este do Partido Progressista (PP), o jogo está aberto em Cuiabá. A grande pergunta: quem conseguirá manter o fôlego competitivo quando a campanha de fato estiver nas ruas e nos meios de comunicação?

Outra questão em jogo. Uma eventual união da esquerda, já no primeiro turno, entretanto, o Blog do Valdemir, garante que é algo pouco possível, afinal cada legenda buscará defender o seu projeto e sua visão para o estado, se preocupando em 2022, mas no segundo turno a aliança é certa.

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