PANTANAL EM CHAMAS 2

Senadores e deputados cobram participação do Governo em defesa do bioma Pantanal

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A solução para os incêndios que atingem o Pantanal passa necessária e obrigatoriamente pela participação do Governo Federal. Após conhecerem in loco o avanço do fogo na região, que tem destruído impiedosamente a fauna e a flora, durante visita in loco, senadores da Comissão do Pantanal decidiram convocar de imediato três ministros e o vice-presidente Hamilton Mourão para discutir a situação e construção de uma legislação.

A proposta foi encaminhada pela Senadora Simone Tebet (MDB-MS) e já incluída no plano de trabalho a ser apresentado e votado na próxima semana, durante esforço concentrado do Senado, pelo relator Nelsinho Trad (PSD-MS).

A gente propõe, fala, grita, finca a bandeira, mas quem executa são aqueles que estão no Executivo“, ressaltou o senador Trad.

Além do vice-presidente Hamilton Mourão, devem participação da audiência pública os ministros Teresa Cristina Corrêa da Costa, da Agricultura; Ricardo Salles, de Meio Ambiente; e Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional.

Liderados pelo Senador Wellington Fagundes (PL-MT), senadores e deputados federais percorreram grande parte do Pantanal, pela Rodovia Transpantaneira. Eles puderam constatar a dramática situação do bioma, que enfrenta uma dos maiores períodos de seca dos últimos 42 anos. Também visitaram o local onde diversas espécies de animais resgatados do fogo estão sendo tratados e puderam dialogar com a população tradicional que habita a região.

Queremos ouvir o que vocês têm a falar, conhecer a experiência de cada um: proprietários rurais, comunidades tradicionais, organizações não governamentais, voluntários e tirar sugestões do que pode e precisa ser feito para evitar essa situação, anunciou Fagundes, ao destacar que o fogo que ameaça propriedades, prejudica o turismo e afeta a saúde e a sobrevivência do homem pantaneiro.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que os primeiros sete meses de 2020 foram os que registraram mais queimadas em comparativo ao mesmo período de anos anteriores.

Julho foi o mês em que o Pantanal mais pegou fogo nos últimos 22 anos. Conforme o Inpe, foram registrados 1.684 focos de queimadas. De lá para cá, a situação ficou ainda mais dramática, com a morte de animais e a fumaça chegando ao Sudeste do país.

Além da necessidade de envolvimento direto do Executivo Federal, deputados federais e senadores que participaram da visita concluíram pela necessidade de implantar uma agenda de trabalho para construção de leis federais que possam assegurar o desenvolvimento sustentável do Pantanal.

O Estatuto do Pantanal, segundo Fagundes,será norteador para o agir cooperado e integrado entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e conterá diretrizes, visando fomentar a certificação ambiental das atividades sustentáveis desenvolvidas na região da bacia do rio Paraguai.

Jayme Campos (DEM-MT) lembrou que há muito se fala sobre a situação do Pantanal, com foco nos incêndios florestais porém, nada é feito: é sempre conversa de bêbado para delegado, disse, com efeito. Ele também defendeu que a população tradicional do Pantanal seja a principal interlocutoras das decisões a serem tomadas e lembrou que o homem pantaneiro e seus conhecimentos vem sendo desrespeitado há várias décadas.

Ex-secretário de Meio Ambiente do Estado, o Senador Carlos Favaro (PSD-MT) defendeu um Projeto de Lei de sua autoria para uso de aviões agrícolas no combate aos incêndios o Pantanal. Ele lembrou que o Brasil possui a segunda maior do mundo em aviões dessa modalidade. A exemplo de Fagundes e Campos, criticou o fato de o Brasil ter “virado as costas” ao homem pantaneiro.

Da Bahia, o senador Otto Alencar (PSD-BA) lamentou a situação vivida pelo meio ambiente no Pantanal, mas questão de ressaltar que a culpa pela situação é da falta de manejo.

Dizer que culpa é do clima ou da estiagem é a mesma coisa dizer que a culpa é da estrelas, da lua, frisou.

Alencar lembrou que o Brasil dispõe de um Código Florestal que estabelece a preservação de 20% da área a ser exploração, mas, segundo ele, não é isso que vem acontecendo na região dos incêndios florestais.

Uma das coisas que mais me preocupa, além dos desmatamentos, é com os desmatamentos das matas nas nascentes“, acentuou.

Da audiência participaram os deputados federais Paulo Teixeira (PT-SP) e Rosa Neide (PT-MT), o secretário-chefe da Casa Civil do Estado, Mauro Carvalho, representando o governador Mauro Mendes, o presidente da Assembléia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho; deputados estaduais e representantes da sociedade civil, tais como OAB, representantes de ONGs que atuam no Pantanal e cientistas.

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Destaques

Lucimar alcança alto índice de aprovação ao final de seu período no comando do município

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Pesquisa realizada pelo Instituo Gazeta Dados, aponta que a gestão da Prefeita do Município de Várzea Grande, a Democrata (DEM), Lucimar Sacres de Campos, foi aprovada por 79% da população da Cidade Industrial. Dos entrevistados, apenas 14% não aprovam e 7% não sabem ou não quiseram opinar.

O Instituto Gazeta Dados ouviu 800 pessoas várzea-grandenses entre os dias 10 e 12 de outubro. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o Número – MT-06855/2020.

A pesquisa aponta ainda que a administração da Prefeita Lucimar Campos atende as expectativas dos moradores do município em todas as áreas, alcançando ótimos índices de aprovação, principalmente na Educação, Saúde, Infraestrutura e Social.

Sobre a qualidade da gestão de Lucimar Campos, 62% dos várzea-grandenses entrevistados a consideram positivas, 50% a classificaram como boa e 12% como ótima. Outros 26% opinaram como regular a administração. Apenas 9% dos pesquisados afirmaram achar a gestão negativa, sendo 4% considerando ruim e 5% péssima.

Não souberam ou não quiseram responder, representaram 3% dos entrevistados.

Lucimar Sacre de Campos, nos últimos meses de sua gestão, vem entregando obras na cidade. Ela assegura que, ao final de seu mandato, mais de 88% das Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs) e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) estarão construídas reformadas, melhoradas e revitalizadas. A prefeitura está revitalizando 75 escolas da rede municipal durante a gestão, de um total de 85 unidades.

Além disso, o município finalizou o segundo quadrimestre de 2020 com superávit da ordem de R$ 100 milhões. Quanto às obras, a Prefeitura entregou 13 praças construídas ou reformadas, ultrapassando 200 equipamentos em toda a gestão.

O município de Várzea Grande na Saúde investiu no segundo quadrimestre deste ano de maio a agosto, R$ 55,3 milhões, dos quais R$ 21,5 milhões ou 38,95% são de recursos próprios do Tesouro Municipal, mantendo elevados os repasses para o setor considerado um dos prioritários da atual administração.

Em 4 meses, os recursos de R$ 7,6 milhões foram exclusivos para combater a Pandemia da Covid-19, mas parte acabou sendo devolvida ao Ministério da Saúde por ter sido encaminhada de forma incorreta e sem a regularidade necessária.

Nosso objetivo é e sempre foi trabalhar muito para melhorar o município, e se Deus quiser vamos fazer e ainda mais e terminar com uma boa administração”.

Lucimar Campos ainda disse que o objetivo agora, é trabalhar em prol do povo de Várzea Grande, terminar o que começou e entregar as obras prometidas para a população.

Embora a situação não seja das melhores onde o país vive momentos delicados de sua economia e também da Pandemia, nosso objetivo é trabalhar muito para melhorar o município e se Deus quiser vamos terminar nossa administração com a aprovação da maioria, afirmou.

Os gestores passam, e as pessoas ficam. Sendo assim, precisamos de pessoas mais capacitadas e dispostas a fazer uma gestão mais humanizada, baseada em desempenhos e com a maior transparência possível. É necessário competência, confiança e um gestor mais envolvido com as reais necessidades de um todo do município. Governar para todos! Nossa gente foi esquecida no passado e as poucas obras realizadas não tiveram o envolvimento dos munícipes. São eles quem pagam os impostos, e este impostos deveriam ser revertidos em serviços para a comunidade, toda a nossa comunidade e não somente alguns privilegiados. Precisamos pensar para frente, a nossa cidade pode mais e necessitamos de gestores visionários, profissionais e sérios. Gestores que pensam, de fato, nas pessoas. Finalizou a Democrata Lucimar Sacre de Campos.

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