DE "OPOSIÇÃO A "SITUAÇÃO"

De adversário ferrenho a líder de Mauro Mendes na ALMT

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Em política, há um ditado que diz; “ninguém é tão amigo que não possa virar inimigo e ninguém é tão amigo que não possa virar aliado”. Isso é pragmatismo. Não se faz política profissional olhando para o retrovisor. Política se faz olhando para o para-brisa.

Mas se for por um lado a estratégia as desavenças para construir apoio em 2022 pode trazer vantagens, por outro ela também pode trazer alguns ônus.

O deputado estadual do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Wilson Pereira dos Santos, confirma este raciocínio, senão vejamos e convenhamos, o ainda tucano, era adversário ferrenho do governador do Partido Democratas (DEM), Mauro Mendes Ferreira, e está adversidade teve início na Universidade Federal do Estado de Mato Grosso (UFMT), na disputa do grêmio estudantil.

Em 2008, eles se enfrentaram para o comando do Palácio Alencastro, no pleito eleitoral de 2010, o ainda tucano Wilson Santos enfrentou novamente o colega de universidade, Mauro Mendes, mas, quem levou vantagem foi Silval da Cunha Barbosa.

Em 2014, ambos apoiaram a eleição de Zé Pedro Taques. Na eleição de 2016, Mauro Mendes negou apoio a candidatura de Wilson Santos a Prefeito de Cuiabá contra o menino da Rua Joaquim Murtinho, o emedebista Emanuel Pinheiro.

Já em 2018, mais uma vez estiveram em lados opostos e Mauro foi eleito governador do Estado de Mato Grosso.

E após vinte anos detonando um ao outro, eis que, Wilson Pereira dos Santos é escolhido como líder do governo na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). O Democratas Dilmar Dal Bosco, atual líder do Governo do Estado na Casa de Leis, se licenciou por 121 dias para tratar assuntos pessoais.

No primeiro ano do mandato de Mauro Mendes (DEM) no governo, Wilson Santos fazia parte da “Oposição” à gestão, no entanto, após acordo com o governador ele se tornou forte defensor de Mendes no Legislativo Estadual.

O tempo passa rápido demais…e assim como uma borracha, tudo que é escrito com lápis é apagado.

É.…o tucano agora assume a liderança em que realmente precisa mostrar toda a sua experiência política adquirida há mais de três décadas. O governo neste momento enfrenta uma crise de imagem por conta do ICMS e dos enfrentamentos com os servidores públicos.

Os riscos já foram calculados e, faltando pouco menos de nove meses, o cenário em relação ao pleito eleitoral em Mato Grosso, ainda é de incertezas para alguns deputados estaduais.

ICMS

A redistribuição do ICMS vai exigir muito da liderança do governo e, Wilson Santos sabe muito bem como é trabalhoso ser líder no Legislativo mato-grossense (foi líder do governo Zé Pedro na ALMT).

E o prefeito cuiabano Nenel Pinheiro (MDB) já mandou um recado para os deputados que não é para aprovarem o novo modelo de distribuição do Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS). Nenel aponta que a Capital poderá perder com a mudança um montante de R$ 100 milhões.

A nova proposta que Wilson Santos vai defender no Palácio Dante de Oliveira em plenário, que foi encaminhada pelo Governo do Estado, o texto diz que o percentual de distribuição de ICMS das áreas de Saúde e Educação seja reduzido conforme o Índice Desenvolvimento Humano (IDH).

Com o projeto, 65% serão transferidos conforme o desempenho econômico. Uma das alterações será a inclusão de 15% para a Educação conforme índice de desempenho e equidade no ensino fundamental.

De adversário a liderança do governo

Wilson Santos iniciou a sua legislatura em 2019 como membro da “oposição”, o tempo passou e o galinho e Mendes, esqueceram o passado “nem tanto” e o ainda tucano para Mato Grosso disparou.

O governador Mendes faz um governo focado na redução da máquina pública, em avançar na taxação do agronegócio, no rigor fiscal e na recuperação da capacidade do Estado fazer investimentos com recursos próprios. Essa gestão moderna e arrojada nos aproximou. Quando ele me convidou para aderir a base, eu condicionei a trazer a Unemat para Cuiabá, o asfaltamento de algumas regiões esquecidas e a abertura de um centro de diagnóstico. O governador Mauro Mendes aceitou e aqui estou“, disse o ainda tucano Wilson Santos.

PS: em maio de 2021, Wilson Santos já era cogitado para assumir a liderança do governo na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). Quer saber qual foi a movimentação? No dia 08 de maio de 2021, o galinho visitou o Morro de São Jerônimo em Chapada dos Guimarães e quando retornou foi um grande advogado do governador do Partidos Democratas (DEM), Mauro Mendes Ferreira.

Foi aí que tudo começou!

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Política

Juiz arquiva inquérito sobre suposta pratica de “Caixa 2” de cervejaria com Pedro Taques

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Um inquérito policial,foi  instaurado em 2019, para apurar suposta pratica de “Caixa 2” na campanha eleitoral de 2014, doados por um posto e não declarados oficialmente à Justiça Eleitoral pela coligação encabeçada pelo ex-governador José Pedro Gonçalves Taques foi arquivado pelo Ministério Publico Eleitoral (MPE).

Em contrapartida, a respectiva empresa doadora, em tese, teria obtido retorno da doação por meio de contrato com dispensa de licitação no valor total de R$ 41 milhões no governo estadual.

O promotor Arnaldo Justino da Silva decidiu que, devido a ausência de qualquer elemento que possa dar justa causa para persecução penal eleitoral, razão pela qual o arquivamento desta notícia de fato se impõe.

No despacho do Ministério Público Eleitoral (MPE), consta que:

O colaborador Alan Maluf, inquirido pela autoridade policial, apenas reafirmou fatos delatados em colaboração premiada de que José Pedro Taques teria recebido valores para campanha de 2014, doados pela empresa” “não declarados oficialmente à Justiça Eleitoral, e após, já na qualidade de gestor público estadual, teria, estranhamente, celebrado contrato com a respectiva empresa no valor de R$ 41milhões, sugerindo, o retorno da doação em favor da respectiva pessoa jurídica, por meio de respectivo contrato. Contudo, Alan Maluf foi vago em suas declarações. Disse, até mesmo, não saber indicar como ocorreu o alegado esquema, asseverou não saber como era o fornecimento desse combustível doado como caixa 2, nem mesmo a quantidade, muito menos o valor”.

O promotor Arnaldo Justino da Silva concluiu que ocolaborador não apresentou provas ou indícios da veracidade do fato, apenas indicou nome de pessoas supostamente envolvidas no fato tido como ilícito, as quais foram categóricas em negar todas as afirmações feitas pelo colaborador, aduzindo desconhecer a existência de tal estratagema.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) chegou ate mesmo de emitir parecer contrário ao pedido do ex-governador José Pedro Taques (Solidariedade) para arquivar integralmente uma investigação que o acusa de ter recebido doação irregular para a campanha eleitoral de 2014 por meio da Cervejaria Petrópolis.

INQUÉRITO ARQUIVADO

Em decisão publicada nesta segunda-feira (24), o Juiz eleitoral da 51ª Zona Eleitoral de Cuiabá, Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, determinou o arquivamento de inquérito que apurava suposta doação ilegal da Cervejaria Petrópolis à campanha do ex-governador do Estado de Mato Grosso, José Pedro Gonçalves Taques, em 2014. Nela o magistrado reconhece a “Ausência de Crime Eleitoral” e, por consequência, crime comum conexo.

No caso dos autos, simplesmente não houve crime eleitoral. A doação foi lícita, sem que se tenha cogitado, sequer, a verificação de elementos que indiquem uso malversado dele“, diz trecho.

A decisão considerou argumentação da defesa dos investigados, no sentido de que, depois de quatro anos de investigação, não foram apontados elementos que pudessem comprovar a suposta doação ilegal. As diligências tiveram início ainda em 2018, com base em acordo de colaboração premiada firmado pelo empresário Alan Malouf.

O próprio empresário, segundo consta nos autos, não soube apontar provas quanto às declarações. Ele teria se limitado a dizer que “ficou sabendo” que a doação tinha como moeda de troca medidas de incentivo fiscal.

Para os fatos constantes destes autos, frise-se, não se pode sequer esperar que o delator possua subsídios que embasem sua conjectura, pois, do contrário, já os teria apresentado. Aliás, apresentou documentos que nada acrescentam ao convencimento acerca de sua imputação“, escreveu o magistrado.

O juiz reconheceu ainda a competência da Justiça Eleitoral para processar, também, o crime comum. Nessa seara, o ex-governador José Pedro Gonçalves Taques era acusado de corrupção passiva, tido como crime conexo à falsidade ideológica eleitoral.

Por todo o exposto, exercendo juízo de retratação, com a consectária integração da decisão recorrida (ID nº 19003698), RECONHEÇO a competência da Justiça Eleitoral para julgamento de todos os fatos constantes dos autos, e, no mérito, DEFIRO os pedidos de (ID nº 101556145 e 101829805) determinando o arquivamento do presente inquérito policial também quanto ao pretenso crime de corrupção passiva (art. 317 do CP), com as ressalvas do art. 18 do CPP, com o consequente óbice ao envio de cópia dos autos ao MP que atua perante a justiça comum“, finalizou. – (Com HNT)

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