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Reeditando 1998, MDB e DEM firmam acordo para disputa ao Palácio Paiguás

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As conversações já vinham acontecendo a algum tempo, o pré-candidato a Governo do Estado pelo Partido Democrata (DEM), o empresário Mauro Mendes Ferreira, o Homem de Ferro, articulava o apoio de siglas que estavam também em conversações com a pré-candidatura do senador Wellington Antônio Fagundes, do Partido da Republica (PR) ao Governo do Estado, como o MDB e o PP.

O Movimento Democrático Brasileiro acabou escolhendo nesta segunda feira (16), o partido que estará hipotecando apoio as eleições de 2018, e um acordo entre o MDB e o DEM acabou acontecendo.

Após 20 anos, as siglas partidárias do MDB e o DEM estão revivendo uma união de 1998, quando a chapa de Júlio Jose de Campos, antigo PFL, era a favorita para a vitória em cima da reeleição do então governador Dante Martins de Oliveira, do PSDB.

O resultado final das eleições daquele ano todos já conhece, Dante de Oliveira venceu com 53,9% dos votos, e Júlio Campos acabou em segundo lugar, com 37% dos votos, Carlos Bezerra, que tentou ser Senador da Republica pelo PMDB na época, também saiu derrotado.

Agora, um novo acordo entre Carlos Bezerra, presidente estadual da sigla em Mato Grosso acabou sendo firmado novamente, desta vez com o empresário Mauro Mendes, candidato ao Governo do Estado pelo Democrata, porem, os emedebistas não fizeram questão de compor com os Democratas na chapa majoritária como aconteceu em 1998, uma união que não deu certo.

A explicação de Carlos Bezerra seria de que o Senador mato-grossense Wellington Fagundes, que é pré-candidato ao Governo do Estado, não estava dando certeza ao MDB de que seria mesmo candidato ao governo nesta eleição, Bezerra disse que Fagundes pretende ser candidato, mas não demonstra ações concretas, e por este motivo, acabou o partido selando um compromisso com os Democratas.

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O parlamentar federal do MDB disse que…”Nosso partido não pode correr o risco de ficar em um projeto e lá na frente ele não concretizar. Não podemos perder o time político“.

O grupo de Carlos Bezerra agora terá que convencer e conversar com o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, que é um dos defensores da candidatura de Wellington Fagundes nesta eleição, e chegou ate mesmo de fazer o comunicado oficial ao pré-candidato do Partido da Republica que ele estaria com seu grupo trabalhando na sua campanha de 7 de outubro, e que estaria trabalhando para que o PP e o PTB permaneçam na chapa liderada por Wellington Fagundes.

Outro partido que estava sendo namorado pelo DEM é o do Partido Progressista (PP), do deputado federal e presidente da sigla em Mato Grosso, Ezequiel Ângelo Fonseca, e do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Senador licenciado, Blairo Borges Maggi, os Democratas estavam confiante na vinda do PP, mas a sigla optou em ficar com o pré-candidato a Governo do Estado, Senador Wellington Antônio Fagundes, do Partido da Republica (PR). Os dois partidos contam com considerável tempo no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.

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O presidente do DEM em Mato Grosso, deputado federal Fábio Paulino Garcia, disse que apresentou às duas siglas o projeto do Democrata para o Estado de Mato Grosso. “Conversamos também com o PP e apresentamos nosso projeto. Não temos dificuldade de estar com o PP. Não depende somente de nós, mas da disposição deles de estarem conosco. O PP está aberto ao diálogo, sim, mas já manifestou que tem um compromisso com Wellington. E nós respeitamos a posição de cada partido”.

Para ficar na chapa do pré-candidato Wellington Fagundes, o MDB reivindicava a vaga de vice, mas também não descartava a possibilidade de disputa ao Senado da Republica.

O presidente estadual do Partido Progressista foi questionado sobre os emedebistas deixarem de apoiar o pré-candidato do Partido da Republica estaria enfraquecendo o grupo de Fagundes, o líder do PP disse que o MDB esta indo por um caminho errado, já que em 1998 aconteceu o mesmo episódio quando o PMDB de Carlos Bezerra se juntou a do ex-governador Júlio José Campos na época PFL.

Nós não fechamos com Mauro, nosso partido esta fechadíssimos com Wellington, temos compromisso com ele. E não há temor de que ele recue de sua candidatura ao Governo do Estado, e estamos trabalhando uma chapa forte. A menos que haja uma mudança total, ai sim, teremos um prazo até 5 de agosto para mudar e procurar outro partido em quem apoiar”.

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Avanço silencioso e letal da “Meningite” em Mato Grosso

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O avanço expressivo dos diagnósticos de meningite em Mato Grosso acendeu um alerta epidemiológico e mobilizou as autoridades de Saúde Pública nas últimas semanas. O crescimento das notificações da enfermidade gerou uma forte onda de preocupação coletiva entre médicos, educadores e, sobretudo, pais e responsáveis. O temor justifica-se pelo caráter fulminante da patologia, cuja evolução rápida exige vigilância constante da sociedade civil para evitar o colapso no atendimento e a proliferação descontrolada de novos vetores infecciosos em ambiente escolar e comunitário.

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) identificou formalmente a crise por meio de análises laboratoriais e monitoramento de rede assistencial. O órgão governamental constatou que o território mato-grossense enfrenta uma expansão geométrica no contágio da doença se comparado aos índices históricos do estado. A identificação desse cenário epidemiológico adverso permitiu a compilação de dados centralizados, os quais servem de embasamento técnico para que os gestores públicos estruturem campanhas de conscientização e distribuam insumos hospitalares de maneira estratégica.

Os municípios mato-grossenses concentram a totalidade das notificações registradas, evidenciando que o perigo epidemiológico ultrapassou os limites geográficos das grandes metrópoles. Cuiabá lidera o balanço estatístico estadual com 13 ocorrências consolidadas, seguida de perto por Rondonópolis e Várzea Grande, que somam 5 registros cada uma.

O mapeamento da interiorização da doença inclui ainda cidades de relevância econômica como Cáceres e Sorriso, com 4 casos computados em cada território, além do município de Sinop, que contabiliza 3 positivações.

O mais recente boletim oficial detalhado sobre a evolução da patologia foi publicado pelos canais de comunicação do Governo do Estado nesta última quinta-feira (29). A divulgação sistemática desses relatórios técnicos cumpre um papel fundamental na transparência da gestão pública e no direcionamento de ações profiláticas imediatas. A escolha dessa data específica para a atualização dos índices reflete o fechamento do ciclo epidemiológico semanal analisado pelas equipes de Vigilância Sanitária.

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A etiologia da Meningite baseia-se em uma severa inflamação das meninges, que constituem as membranas protetoras responsáveis pelo revestimento do cérebro e da medula espinhal do indivíduo. Esse processo inflamatório agudo destrói tecidos essenciais e bloqueia a circulação do líquido cefalorraquidiano, sendo desencadeado pela invasão de agentes patogênicos diversos, tais como bactérias, vírus ou fungos.

A gravidade da infecção reside justamente na agressividade desses microrganismos, que atacam o sistema nervoso central de forma devastadora.

O contágio ocorre principalmente por meio de vias respiratórias, através de gotículas de saliva expelidas por indivíduos infectados, ou pela exposição prolongada a ambientes fechados e sem a devida ventilação. Fatores sazonais e a aglomeração urbana potencializam a transmissibilidade do agente infeccioso entre a população de risco. Uma vez instalado o microrganismo no hospedeiro, o período de incubação biológica transcorre em um intervalo que varia de três a cinco dias até a manifestação inequívoca dos sinais clínicos.

O balanço estatístico atualizado aponta a ocorrência de 53 casos confirmados da doença e um total de oito mortes computadas em todo o território de Mato Grosso. Os novos exames laboratoriais processados revelaram um acréscimo de sete contaminações adicionais em relação ao monitoramento governamental imediatamente anterior, o qual estipulava 46 positivações.

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Embora o volume de infecções tenha apresentado essa oscilação ascendente e preocupante, o quantitativo absoluto de óbitos permaneceu estabilizado na marca de oito perdas humanas.

O principal fator de letalidade decorre da similaridade perigosa entre os sintomas iniciais da Meningite, caracterizados por vômitos, dores cefálicas e febre alta, e os indícios de uma intoxicação alimentar comum. Essa analogia clínica superficial induz familiares e profissionais de medicina a equívocos diagnósticos fatais, retardando a internação adequada.

Como a janela temporal entre a vida e a morte restringe-se a apenas uma hora após o início das crises graves, a ausência de antibioticoterapia imediata sela o prognóstico trágico dos pacientes.

As faixas etárias mais vulneráveis compreendem extremos geracionais distintos, concentrando-se em idosos situados entre 50 e 64 anos, grupo que lidera com dez casos confirmados. A fragilidade imunológica também atinge a infância, registrando nove casos em crianças de 5 a 9 anos e oito ocorrências em bebês com idade inferior a um ano.

O dado mais alarmante recai sobre o segmento infantil de 5 a 9 anos, que concentra três dos oito óbitos totais, demonstrando a agressividade da doença no organismo infantil.

A contenção definitiva do surto exige que a população procure assistência médica hospitalar imediata diante do surgimento de rigidez na nuca, sonolência excessiva ou manchas purpúreas cutâneas. Os profissionais da vigilância epidemiológica reforçam a necessidade de ampliação da cobertura vacinal e do isolamento preventivo de pacientes suspeitos nas unidades de pronto atendimento.

O combate eficaz à propagação da Meningite depende diretamente da rapidez na busca por socorro especializado e da correta higienização diária das mãos.

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