Destaques
Pedro Taques X ex-aliados no pleito de 2018
É preciso diferenciar boatos e mentiras travestidos de notícias com o intuito de desinformar para ajudar a ganhar as eleições. A política é por natureza conflitiva, porque diz respeito a disputa pelo “Poder”.
A polarização pode ser definida então como um antagonismo tão agudo que posições se alinham automaticamente, de maneira que tudo o que um campo afirma, o outro nega.
Neste momento de ataque e contra ataque, é preciso saber apertar, caso contrário o parafuso espana e volta contra si!
Sabemos que as Eleições de 2014 e 2016 deixaram muitas feridas, nos quais não serão cicatrizadas rapidamente. Mas o que nos chama atenção é que as trocas de gentilezas começaram muito cedo e, com as trocas de farpas, encerraram as conversações entre os partidos, e os caciques.
Nos bastidores notamos que o governador José Pedro Gonçalves Taques (PSDB), está angustiado com os seus aliados, ou melhor, ex-aliados.
Nos últimos dias Pedro, vem sendo alvo de criticas ferrenhas disparados por lideranças, que estiveram até pouco tempo ao seu lado e que em 2014 estavam no mesmo palanque fazendo juras de amor.
O último a detonar foi o ex-coordenador da campanha na vitória de Zé Pedro o ex-prefeito Otaviano Pivetta, de Lucas do Rio Verde (a 333 Km de Cuiabá) dizendo que o governador não tem direito de disputar à reeleição, por ter sido testado e reprovado pela população mato-grossense.
O ex-aliado Otaviano Pivetta disse que a gestão do governador Pedro Taques é “medíocre”, e que ele “fracassou” em sua missão como Governador do Estado, e que ele sequer tem direito a sair candidato à reeleição.
Em defesa do líder maior do Estado, o secretário-chefe da Casa Civil, deputado estadual licenciado Max Russi, disse que Pivetta esta usando palavras pesadas e fortes para criticar Pedro e seu governo.
“As palavras de Otaviano é muito forte, ele não pode dizer isso, quem sabe se Taques merece ou não mais um credito é a população de Mato Grosso”.
O Secretario ainda atirou contra o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde dizendo que ele foi reprovado pela população de sua cidade quando não conseguiu ser reeleito em 2016.
“Em Lucas a população entendeu que Otaviano não merecia ser reeleito, e quem vai decidir sobre Pedro é a população do Estado, o povo é quem vai decidir”.
Já o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Domingos Sávio Boabaid Parreira, saiu em defesa de José Pedro Taques dizendo que os progressos salariais concedidos pelo ex-governador Silval da Cunha Barbosa, (no qual foi apoiado pelo atual grupo que ataca o governo), elevaram as despesas do Estado, uma vez que Taques honrou com os compromissos. “Deram um cartão de crédito sem limite ao governo anterior. E quem paga a conta agora é a atual administração“.
Como anda o atual quadro político no Estado
A grande pergunta, o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado de mato Grosso (TCE/MT), Antônio Joaquim Moraes Rodrigues Neto conseguirá disputar o Governo do Estado no pleito de 2018?
Dia 7 de abril é o prazo final para estar filiado a um partido, estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem quiser disputar cargo eletivo este ano.
Antônio Joaquim planeja um mandado de segurança, para colocar em votação o recurso “nem a Lei Ficha Limpa permite por julgamento monocrático, de um juiz, alguém fique inelegível. Então espero que me DÊ oportunidade“.
José Pedro Gonçalves Taques
Para ter sucesso na reeleição tem que recompor politicamente urgentemente, no momento está se preparando para a Semana Santa, lendo o Salmo 91, (o blogdovaldemir recomenda para Zé Pedro que leia também Lucas 12:12) e assim saborear uma ótima canjica.
Wellington Fagundes
Com a possível candidatura de reeleição do presidente da República Michel Temer (MDB), fortalece sua candidatura em Mato Grosso, porque contará com o apoio da sigla Medebista, já que devido aos últimos acontecimentos envolvendo políticos do partido o MDB neste pleito eleitoral, será somente coadjuvante em Mato Grosso.
Mauro Mendes e o DEM
A partir do dia 7 de abril (cinco dias do ex-prefeito Mauro Mendes, completar 54 anos), o DEM saberá qual o time que estará em jogo no dia 7 de outubro.
A exemplo dos demais partidos, continuam as conversações com os “atletas” que estão disponíveis no mercado da política e que se encontram em litígio com as equipes (partidos).
Enfim após 19 anos o DEM, antigo PFL, deixará de ser coadjuvante para ser o protagonista nesta eleição de 2018. Será ?
Pelo jeito a agremiação, fará se tudo para ganhar este campeonato, comandando o Executivo mato-grossense e contará como capitão o ex-prefeito de Cuiabá, o empresário Mauro Mendes Ferreira.
Pivetta, Zeca e Percival
No momento os três são os “caras“, que atiram fortemente contra José Pedro, porém, com um único objetivo: ser o “escolhido” para ser o vice da maior contratação do DEM, Mauro Mendes.
Enquanto isso, Zé Pedro Taques na “trincheira“, esta pronto para o próximo adversário.
NOTA DA REDAÇÃO
Trincheira é uma vala escavada para que a terra dali tirada sirva de parapeito aos combatentes. É um lugar onde podemos afugentar nossos adversários e defender o terreno conquistado.
Nossas mentes são constantemente ameaçadas por inimigos dispostos a devorar nosso mundo interior.
Precisamos aprender a levantar trincheiras ao nosso redor de nossas emoções, mantendo o equilíbrio emocional, mental e espiritual.
A vida abundante prometida por Cristo fluirá de seu interior e se transformará em frutos que serão saboreados não apenas por você, mas por todos os que o rodeiam.
Destaques
Povo Rikbaktsa se organiza para receber visitantes em seus territórios
Desde 2024, o povo Rikbaktsa tem avançado na estruturação do turismo de base comunitária nas Terras Indígenas (TIs) Japuíra e Escondido. Entre os dias 13 e 17 de setembro, vão receber visitantes pela primeira vez. A visita-teste representa uma nova etapa desse processo, permitindo colocar em prática os roteiros, avaliar a experiência e orientar os próximos passos para a implementação da atividade nas modalidades de etnoturismo e observação de aves.
Mais do que preparar os espaços, essa é uma oportunidade para a comunidade experimentar, refletir e aprimorar coletivamente os processos internos para seguir recebendo visitantes em seus territórios sem afetar a dinâmica de vida das aldeias.
Os Rikbaktsa têm dado um passo de cada vez na construção do seu turismo de base comunitária, passando pelo levantamento dos potenciais turísticos; oficinas e capacitações; elaboração de roteiros e cardápios; definição de protocolos e regras para a visitação; e planejamento operacional.
A expectativa é que a atividade seja estruturada para promover encontros e trocas respeitosas entre visitantes e indígenas, valorizando saberes, culturas e modos de vida por meio de experiências conduzidas pela comunidade. Sob essa perspectiva, foram definidas trilhas de observação de aves em áreas estratégicas para apoiar o monitoramento territorial e as mulheres Rikbaktsa trocaram ingredientes e receitas da culinária tradicional para criar cardápios para os visitantes.

O objetivo da visita-teste é colocar em prática todo esse planejamento.
“Para que tudo aconteça de uma maneira organizada e para o turismo dar certo dentro do território, a gente resolveu fazer um teste para ver se realmente a comunidade está pronta. É a primeira vez que a gente vai trabalhar com turismo aqui no território, então pra gente é uma ferramenta nova. Foram divididas as responsabilidades e agora estamos fazendo um mutirão“, comentou Rogederson Natsitsabui, jovem liderança da TI Japuíra.
Esse mutirão envolve diferentes frentes de trabalho. Estão sendo realizadas pequenas reformas em banheiros e cozinhas comunitárias, construção de algumas casas tradicionais para acomodar os visitantes e preparação de trilhas que integram os roteiros de visitação. Também foi definida uma equipe administrativa para cuidar da logística e do levantamento de custos, enquanto a coordenação organiza os mutirões nas aldeias e o trabalho de guias, cozinheiras, pescadores e demais pessoas envolvidas na atividade.
“Estamos preparando um lugarzinho onde vamos contar as histórias. A gente está bem adiantado nessa questão de turismo, várias coisas a gente já se organizou. Eu, por exemplo, vou atender o pessoal na balsa e trazer até aqui na aldeia [Pé de Mutum]. E os outros vão estar fazendo outras coisas, cada um sabe das suas responsabilidades“, explicou Márcio Wauria Rikbakta, outra jovem liderança que acompanha desde o início o processo de estruturação da atividade.
O turismo de base comunitária, quando construído de forma coletiva e alinhado aos modos de vida dos povos indígenas, é um instrumento que contribui com a geração de renda, a governança, a valorização dos saberes tradicionais e a qualidade de vida, mas é importante que seja adaptado ao calendário tradicional Rikbaktsa, que inclui festas, rituais, afazeres cotidianos, caça, coleta, enfim, tudo que compõe seu modo de vida.
“Turismo numa perspectiva de ferramenta de gestão territorial. Além da geração de renda sustentável, pode ser uma atividade que os leve a atingir outros resultados, como a valorização da cultura, o fortalecimento da língua, a aproximação dos jovens e uma perspectiva de futuro por meio da ancestralidade“, destacou Camila Barra, consultora para negócios comunitários e gestão territorial, que conduziu algumas formações e tem acompanhado de perto esse processo de estruturação.
A estruturação do turismo de base comunitária está prevista no Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) do povo Rikbaktsa e sua implementação é um dos eixos do projeto Berço das Águas, realizado pela Operação Amazônia Nativa (OPAN) junto aos povos Rikbaktsa e Apiaká, com patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Esta é a quarta edição do projeto, que tem apoiado, desde 2011, a gestão territorial de diferentes povos na bacia do rio Juruena.
Composto por pactuações e acordos internos, o PGTA é um documento elaborado pelo povo que pensa a gestão das terras indígenas em aspectos sociais e ambientais.
É um instrumento de luta política e autonomia que reúne as principais diretrizes no que diz respeito à história, organização social e política, cultura, educação, saúde, geração de renda, vigilância, monitoramento e soberania alimentar.
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