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APOSENTADOS COM DOENÇAS RARAS

“Queremos enviar para sanção do governador que o fim do desconto já apareça na folha de março”

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A força-tarefa para viabilizar o acordo com o Governo do Estado de Mato Grosso, que foi composta pelos deputados estaduais que compõem a nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL), aconteceu com bons resultados em mais uma rodada de discussão com o governador Mauro Mendes Ferreira (DEM), no Palácio Paiguás.

Após uma longa reunião entre deputado estadual José Eduardo Botelho (DEM), que preside a Comissão e conta ainda com os demais parlamentares Dilmar Dal Bosco (DEM), Carlos Avalone Junior (PSDB), Wilson Pereira dos Santos (PSDB), EDERSON DAL MOLIN, o Xuxu Dal Molin (PSC), Allan Kardec Pinto Acosta Benitez (PDT) e Sebastião Machado Rezende (PSC), e a equipe econômica do governador do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, chegaram a um acordo sobre a situação dos aposentados e pensionistas com doenças raras que estão sendo taxados em 14% nos seus vencimentos. Todos serão isentos até o teto do INSS de R$ 6,1 mil.

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), Max Joel Russi (PSB), garantiu que a isenção da alíquota da previdência para os servidores aposentados e pensionistas portadores de doença rara será ainda na folha de março.

Ao todo, 658 servidores serão beneficiados com a proposta que deve ser votada logo após o retorno do Lockdown decretado no Parlamento Estadual.

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A proposta também foi uma sugestão da Comissão montada no Legislativo e apresentada na reunião com o governador Mauro Mendes Ferreira (DEM). Os parlamentares foram chamados pelo secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho Junior, e puderam debater o assunto diretamente com o secretário de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT), Rogério Luiz Gallo.

O socialista disse que a medida é uma forma de amenizar a dificuldade que passam esses servidores que precisam do dinheiro para pagar os tratamentos. Ainda de acordo com o deputado Max Russi, o governo já tinha a intenção de encaminhar a mensagem ainda no fim do ano, mas acabou sendo adiado.

O projeto terá prioridade total. Temos o compromisso de aprovar no menor prazo possível. Na primeira sessão do retorno já queremos aprovar primeira, e, em segunda, se possível, já para valer para a folha março”.

O presidente da Casa de Leis, Max Russi lembrou que o impacto financeiro anual será de aproximadamente R$ 5 milhões de reais aos cofres do Governo do Estado.

Não está descartada a possibilidade de fazer uma sessão remota assim que o projeto de lei for enviado à Assembleia. Queremos apreciar em primeira e segunda votação e já enviar para sanção do governador para que o fim do desconto já apareça na folha de março”.

Sobre a questão da isenção para os demais aposentados, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), Max Joel Russi (PSB), preferiu não polemizar:

Cada dia com sua agonia”.

Ele diz que os parlamentares estão estudando também alternativas para amenizar o impacto financeiro e não penalizar os aposentados, algumas das possíveis soluções seriam recursos oriundos da corrupção ou incentivo fiscal.

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Sobre o Projeto de Lei Complementar 36/2020, que revogava o desconto previdenciário de 14% a aposentados e pensionistas, o governador Mauro Mendes Ferreira explicou que o veto foi necessário devido à inconstitucionalidade da matéria. E que chegou a ser notificado pelo Ministério Público Estadual (MPE).

O Democrata confirmou que o Novo Projeto vai ajudar os cidadãos que enfrentam um momento difícil no tratamento de saúde, portadores de doenças raras, e que não podem ser penalizados com aumento da alíquota previdenciária.

É uma forma de amenizar o impacto na aposentadoria dos inativos do nosso Estado, principalmente, daqueles que ganham até o teto, que ganham menos. O estado está sensível a isso!”.

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Destaques

Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso

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Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.

O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.

A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.

As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.

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De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.

Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.

A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.

O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.

O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.

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A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.

Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.

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