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QUEDA NO CONTÁGIO DA COVID-19

Comissão de Saúde discute queda na curva de contágio da “Covid-19” e futuros cenários em MT

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Análise identificando queda foi apresentada pelo deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), o médico sanitarista Lúdio Frank Mendes Cabral, que chamou a atenção para a necessidade de manutenção dos cuidados na Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso que discutiu a queda na curva de contágio do novo “Coronavírus“, a “Covid-19” no Estado de Mato Grosso e os cenários que poderão surgir a partir disso.

A análise que aponta a queda foi apresentada pelo deputado estadual Lúdio Cabral, e utilizou como base informações divulgadas oficialmente pelo Governo do Estado.

Segundo ele, nas três últimas semanas epidemiológicas houve uma redução de 15% no número de casos novos com base na média móvel de 7 dias, e de quase 10% na média móvel de 14 dias. O número de óbitos na média móvel de 7 dias caiu 22% no intervalo de duas semanas, já na média móvel de 14 dias a queda foi de 20,6%. Também foi registrada queda de 33% da taxa de contágio de 7 dias e de 23,7% na taxa de contágio de 14 dias, que se mantém abaixo de 1 há 4 dias.

Esses indicadores demonstram com mais consistência que nós realmente já estamos na descida da curva epidêmica há 2 semanas. O indicador óbito foi o primeiro a sofrer alterações para baixo. A tendência de queda iniciou em 4 de agosto e vem de forma sustentada. Depois [foi registrada a queda] na média móvel de 7 dias e depois na média móvel de 14 dias“, explicou Lúdio Cabral.

Levando em consideração diversos estudos que apontam que o número real de casos é até 10 vezes superior ao número oficial, o parlamentar acredita que Mato Grosso alcançou um certo grau de imunidade comunitária, com cerca de 23% da população já tendo sido infectada.

A hipótese de queda da curva com imunidade de 20% a 25% da população que especialistas têm trabalhado é que essa imunidade é resultado da heterogeneidade da circulação da população, que produz bolhas. Mas essas bolhas podem estourar e o estouro delas pode causar o início da segunda onda, alertou.

Lúdio disse que o estado deve alcançar o “vale” no mês de outubro e defendeu que somente após isso sejam retomadas as atividades escolares presenciais.

O retorno das atividades escolares é a agulha mais importante que estoura as bolhas“.

Também destacou a necessidade de reorganizar as escolas e espaços públicos.

Não só as atividades escolares, mas todas as atividades humanas vão ter que sofrer mudanças nos ambientes de trabalho e nas jornadas de trabalho de um modo geral. Enquanto não houver vacina, os ambientes de trabalho no serviço público são propícios à propagação do vírus. É impossível respeitar o distanciamento de dois metros, não há ambientes adequados e servidores públicos estão acostumados a trabalhar em condições muito precárias de higiene“.

O presidente da Comissão de Saúde, deputado estadual Dr. Eugênio (PSB), solicitou que as orientações feitas pela comissão sejam encaminhadas oficialmente às Secretarias Estaduais de Saúde e Educação e aos municípios mato-grossenses.

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Projetos de Lei

Foram aprovados pareceres favoráveis aos Projetos de Lei nº 445/2020, 537/2020, 589/2020, 597/2020, 602/2020, 616/2020, 627/2020, 630/2020 e 646/2020 e parecer contrário ao PL n° 542/2020. O PL 528/2020 foi apensado ao PL 459/2020.

Participaram da reunião os deputados Dr. Eugênio (PSB), Lúdio Cabral (PT) e Dr. Gimezes (PV).

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Política

Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás

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Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.

O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.

As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.

Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.

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A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.

A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.

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O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.

Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.

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