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Pinheiro quer plebiscito de VLT ou BRT, e gera polêmica na AL
A proposta de realização de um "plebiscito" na cidade de Cuiabá e Várzea Grande sobre o Modal de Transportes Coletivo o VLT ou BRT vem causando muito polemica e discussão dentro da Assembleia Legislativa e aceita por poucos deputados estaduais.
Emanuel Pinheiro (PR) idealizador da proposta já conta com 10 apoios favoráveis para a realização do plebiscito, que segundo o deputado estadual, a ideia foi no sentido de trazer para a discussão a população que será atendida pelo modal de transporte, pois as decisões tomadas até o momento foram pelos gestores públicos que pouco ou quase nada se utilizam do transporte coletivo de massa.
"Quero chamar o povo para dar a opinião e que vai decidir o que eh melhor, porque a população que ira utilizar do transporte. Qual o medo que o governador tem, se ele decidir mudar o modal do transporte, vai realizar o plebiscito, caso continue o VLT, tiramos o projeto". Disse
O projeto sendo aprovado em plenário segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), se for aprovada, volta novamente para o plenário e entra em votação, os deputados aprovando o plebiscito, vai para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que tem 90 dias para fazer a resolução para realizar campanha em 30 dias, os deputados terão 15 minutos de discução para quem apoia o VLT e 15 minutos para os que apoiam o BRT, a campanha que será realizada em radio e tv, e vai para votação.
"O povo vai escolher, fui até ao palácio e conversei com um dos seus secretários ele disse que o governador ainda não sabe se vai fazer VLT ou BRT, ou nada. Qual eh o medo governador? Diga o que o senhor quer fazer?", alfinetou Pinheiro.
Para o deputado Estadual Zeca Viana (PDT), a proposta tem a sua assinatura em apoio ao Emanuel, mas acha que não é mais o momento dessa discussão, já passou, e ele foi um dos que sempre foi a favor de que o VLT teria que ser discutido antes de ser construído, colocado em ewscolha pela própria população. Zeca disse ainda que espera que não seja somente mas uma pizza no forno, mas que a Assembleia tem coisa mais importante para serem discutido.
Zé do Pátio do Partido Solidariedade, foi outro parlamentar que disse não ser contra o plebiscito, mas que não seria o momento exato de discutir ou ouvir e seria desnecessária, já que a discussão no momento e não vai ajudar em nada e muito menos acrescentar alguma coisa, e a Assembleia terá um gasto extra, já que esta fazendo enxugamento não poderia gastar mas do que já gasta, e isso custaria muito caro para a casa.
O consenso se tornou o pomo da discórdia nos seguidos debates que tomaram conta da sessão matutina da Assembleia Legislativa e que chegaram a levar o autor, Emanuel Pinheiro, a admitir a retirada da proposta de plebiscito, se o governador Pedro Taques (PDT) assumisse a conclusão do VLT, que desde o final do ano passado está com suas obras paralisadas.
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Avanço silencioso e letal da “Meningite” em Mato Grosso
O avanço expressivo dos diagnósticos de meningite em Mato Grosso acendeu um alerta epidemiológico e mobilizou as autoridades de Saúde Pública nas últimas semanas. O crescimento das notificações da enfermidade gerou uma forte onda de preocupação coletiva entre médicos, educadores e, sobretudo, pais e responsáveis. O temor justifica-se pelo caráter fulminante da patologia, cuja evolução rápida exige vigilância constante da sociedade civil para evitar o colapso no atendimento e a proliferação descontrolada de novos vetores infecciosos em ambiente escolar e comunitário.
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) identificou formalmente a crise por meio de análises laboratoriais e monitoramento de rede assistencial. O órgão governamental constatou que o território mato-grossense enfrenta uma expansão geométrica no contágio da doença se comparado aos índices históricos do estado. A identificação desse cenário epidemiológico adverso permitiu a compilação de dados centralizados, os quais servem de embasamento técnico para que os gestores públicos estruturem campanhas de conscientização e distribuam insumos hospitalares de maneira estratégica.
Os municípios mato-grossenses concentram a totalidade das notificações registradas, evidenciando que o perigo epidemiológico ultrapassou os limites geográficos das grandes metrópoles. Cuiabá lidera o balanço estatístico estadual com 13 ocorrências consolidadas, seguida de perto por Rondonópolis e Várzea Grande, que somam 5 registros cada uma.
O mapeamento da interiorização da doença inclui ainda cidades de relevância econômica como Cáceres e Sorriso, com 4 casos computados em cada território, além do município de Sinop, que contabiliza 3 positivações.

O mais recente boletim oficial detalhado sobre a evolução da patologia foi publicado pelos canais de comunicação do Governo do Estado nesta última quinta-feira (29). A divulgação sistemática desses relatórios técnicos cumpre um papel fundamental na transparência da gestão pública e no direcionamento de ações profiláticas imediatas. A escolha dessa data específica para a atualização dos índices reflete o fechamento do ciclo epidemiológico semanal analisado pelas equipes de Vigilância Sanitária.
A etiologia da Meningite baseia-se em uma severa inflamação das meninges, que constituem as membranas protetoras responsáveis pelo revestimento do cérebro e da medula espinhal do indivíduo. Esse processo inflamatório agudo destrói tecidos essenciais e bloqueia a circulação do líquido cefalorraquidiano, sendo desencadeado pela invasão de agentes patogênicos diversos, tais como bactérias, vírus ou fungos.
A gravidade da infecção reside justamente na agressividade desses microrganismos, que atacam o sistema nervoso central de forma devastadora.
O contágio ocorre principalmente por meio de vias respiratórias, através de gotículas de saliva expelidas por indivíduos infectados, ou pela exposição prolongada a ambientes fechados e sem a devida ventilação. Fatores sazonais e a aglomeração urbana potencializam a transmissibilidade do agente infeccioso entre a população de risco. Uma vez instalado o microrganismo no hospedeiro, o período de incubação biológica transcorre em um intervalo que varia de três a cinco dias até a manifestação inequívoca dos sinais clínicos.
O balanço estatístico atualizado aponta a ocorrência de 53 casos confirmados da doença e um total de oito mortes computadas em todo o território de Mato Grosso. Os novos exames laboratoriais processados revelaram um acréscimo de sete contaminações adicionais em relação ao monitoramento governamental imediatamente anterior, o qual estipulava 46 positivações.

Embora o volume de infecções tenha apresentado essa oscilação ascendente e preocupante, o quantitativo absoluto de óbitos permaneceu estabilizado na marca de oito perdas humanas.
O principal fator de letalidade decorre da similaridade perigosa entre os sintomas iniciais da Meningite, caracterizados por vômitos, dores cefálicas e febre alta, e os indícios de uma intoxicação alimentar comum. Essa analogia clínica superficial induz familiares e profissionais de medicina a equívocos diagnósticos fatais, retardando a internação adequada.
Como a janela temporal entre a vida e a morte restringe-se a apenas uma hora após o início das crises graves, a ausência de antibioticoterapia imediata sela o prognóstico trágico dos pacientes.
As faixas etárias mais vulneráveis compreendem extremos geracionais distintos, concentrando-se em idosos situados entre 50 e 64 anos, grupo que lidera com dez casos confirmados. A fragilidade imunológica também atinge a infância, registrando nove casos em crianças de 5 a 9 anos e oito ocorrências em bebês com idade inferior a um ano.
O dado mais alarmante recai sobre o segmento infantil de 5 a 9 anos, que concentra três dos oito óbitos totais, demonstrando a agressividade da doença no organismo infantil.
A contenção definitiva do surto exige que a população procure assistência médica hospitalar imediata diante do surgimento de rigidez na nuca, sonolência excessiva ou manchas purpúreas cutâneas. Os profissionais da vigilância epidemiológica reforçam a necessidade de ampliação da cobertura vacinal e do isolamento preventivo de pacientes suspeitos nas unidades de pronto atendimento.
O combate eficaz à propagação da Meningite depende diretamente da rapidez na busca por socorro especializado e da correta higienização diária das mãos.
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