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OS BASTIDORES NO DEBATE NA TV

Bastidores do último debate eleitoral; esquenta a campanha

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A equipe do Blog do Valdemir estava a procura de um fato novo nesta campanha. Pensávamos que teríamos facilmente o que escrever, na medida em que se aproxima do seu final. Não estão previstos mais debates e mesmo se tivessem alguém, não teria o que responder.

Então vamos para os bastidores do debate à Prefeitura de Cuiabá, realizado ontem quarta-feira na TV Vila Real, do Grupo Gazeta de Comunicação com a presença dos oito prefeitaveis.

Foram três horas e vinte minutos, com direito a muitos momentos acalorados, acusações e críticas entre os candidatos.

Porém o encontro na TV Vila Real, também foi feito de alguns momentos de descontração e de curiosidades.

Mesmo antes de a discussão ter início, já era possível ver algumas movimentações no saguão da TV Vila Real. No momento inicial os candidatos conversaram despreocupados, fazendo quase desaparecer a sensação de que era uma disputa eleitoral.

Outros aproveitaram para repassar as regras do debate e fazer as últimas conferências em dados.

Os cumprimentos com o cotovelo ou com punho eram parte do encontro, já que apertar as mãos não é recomendado em função da Pandemia que vem se alastrando em todo o país.

O candidato do Podemos, Abílio Junior chegou faltando 10 minutos, e muito animado, após o nascimento do seu primogênito.

Aquele que viria a ser o principal alvo no debate de ontem, Emanuel Pinheiro, chegou cumprimentou seus correligionários que estavam a frente do portal principal do Grupo Gazeta de Comunicação, adentrou o local do debate faltando alguns minutos para o início oficial, o que fez que não tivesse muito contato com os demais candidatos, que já estavam posicionados.

Apesar da transmissão e das diversas câmeras apontadas para os candidatos, nem tudo pode ser acompanhado pelas transmissões nas redes sociais e pela televisão. Como quando o candidato Abílio Junior fez crítica ao Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, na metade do segundo bloco, e fez com que alguns presentes ficassem surpresos e gerou movimentações na plateia, formada de poucos assessores.

Ou quando um candidato fazia uma determinada manifestação e, simultaneamente adversário já levantava a mão para pedir direito de resposta. Foram algumas solicitações ao longo do debate, mas apenas duas efetivadas de Emanuel Pinheiro.

Outro momento que passou despercebido foi quando descolou o adesivo da camiseta do candidato Abílinho que rapidamente foi recolocado. A quantidade de água que a candidata do Pros, Gisela Simona tomou durante também chamou atenção, e que aparentava um nervosismo muito grande.

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Outra cena marcante de todo o debate é que acabou ficando de fora da transmissão foi a sincronia entre assessores e candidatos. Apesar de uma comunicação constante, bastava chegar o momento do intervalo que eles iam ao encontro dos seus assessorados.

É nessa hora em que comentários, quase sempre cochichados, são feitos assim como são repassados últimos dados que podem ser úteis no bloco que está para começar.

E mesmo com a competição, também foi possível ver momentos de descontração e comentários bem humorados sobre alguns pontos do bloco que havia terminado a pouco.

E em tempos de Pandemia, a realização de um debate frente a frente, faz a diferença.

Debate

Em discussões acalorados com muitos ataques entre os candidatos a Prefeitura de Cuiabá, o emedebista Emanuel Pinheiro em três horas não conseguiu responder perguntas feitas pelos seus opositores.

Tempo houve, mas também cutucou seus adversários.

Mas a grande atração ficou por conta do terceiro bloco, as 13:36 horas, o momento que todos esperavam Roberto X Emanuel.

Roberto pede a Emanuel para esclarecer o vídeo do paletó.

Emanuel tenta sair pela quinta vez da pergunta, mas saiu contra atacando (porque será?), dizendo que Roberto não é a melhor opção, pois tem condenação.

Roberto leu um documento do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a condenação que não houve dolo.

E Roberto França disparou que Emanuel Pinheiro virou réu pelo vídeo do paletó.

Roberto: Há um grau de diferença muito grande entre mim e o senhor“.

Emanuel concorda que existe diferença entre eles.

França aproveita e atira;

Emanuel é réu por corrupção. Você tem que lavar a boca, não tem moral pra falar do Roberto França, hora que pensávamos que iríamos assistir um round para ficar na história, o apresentador Antônio Carlos, interveio e mandou desligar o microfone.

O candidato do MDB, Emanuel Pinheiro em entrevistas para os jornalistas de plantão fez duras criticas aos demais concorrentes interessados na cadeira numero 1 da Capital, dizendo que os demais prefeitavéis baixaram o nível do debate e que eles não tinham nenhuma proposta para serem apresentadas a população, e que o foco era ataca-lo.

Não tinham nenhuma proposta, sem ideias e sem sugestões. Eles estavam ensaiados, o foco foi atacar o prefeito, baixaram o nível do debate, tentando desqualificar o trabalho de uma gestão muito bem avaliada, que tem 80% de aprovação popular”.

Já o candidato do Patriota, Roberto França, classificou como “medo” as críticas que tem recebido do seu adversário na disputa, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

Foto: João Vieira

Cuiabá foi envergonhada nacional e internacionalmente com este escândalo de recebimento de propina. Hoje, o prefeito me ataca com calúnias e mentiras, já reconhecidas pela justiça eleitoral, que me permitiu usar o programa dele para restabelecer a verdade”.

Outro ataque veio do candidato do Psol, Gilberto Lopes Filho, desta vez contra Roberto França, dizendo que o mesmo não teria condições físicas para ser Prefeito de Cuiabá, e que ele deveria voltar a apresentar o Programa Resumo do Dia.

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Em resposta, França disse que quem não estava preparado era ele mesmo, e não sabia o porque dele estar ali no debate.

Outro na mira de Gilberto Lopes foi o representante do Partido dos Trabalhadores (PT), Julier Sebastião. Lopes disse que Julier assim como os demais magistrados e promotores que foram para a política se mostraram ruins e perguntou se ele teria o mesmo perfil como Prefeito de Cuiabá.

O representante do Partido dos Trabalhadores, respondeu que todos os membros do judiciário e do Ministério Publico (MP) que fracassaram na política eram “bolsonaristas” e garantiu que sua forma de fazer política é totalmente diferente e com foco no povo.

Já um dos maiores opositores de Emanuel Pinheiro nesta eleição municipal, Abílio Junior do Podemos, disse que preferiu tomar uma postura diferente no debate, menos agressiva segundo ele.

Foto: João Vieira

Eu procurei adotar no debate uma postura diferente, uma postura da maneira que as pessoas esperam do próximo prefeito de Cuiabá, que consiga debater ideias sem perder a compostura e foi isso que a gente fez“.

Gisela Simona, candidata do Pros, também teve um de seus alvos o prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro, questionou perguntando se ele se considera um “corrupto profissional”, após fazer série de acusações contra o concorrente como: pagamento com esmeraldas falsas, foi delatado pelo ex-deputado Riva e o ex-governador Silval Barbosa. Acusado de ter vendido incentivos ficais para o Grupo Caramuru. Aposentou-se aos 32 anos; como prefeito teve secretário preso e outros afastados por corrupção.

Em resposta, Pinheiro tentou desqualificar Gisela dizendo que a mesma estava tentando desviar do real objetivo do debate, que seria apresentar propostas à população. Além disso, declarou que a ex-superintendente do Procon-MT não tem experiência política.

Assim caros leitores do Blog do Valdemir, vamos para o segundo turno.

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Destaques

Polícia Militar define finalistas para o topo da carreira institucional

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A disputa por uma vaga de coronel é o ponto culminante da carreira dos oficiais militares e das forças de segurança públicas (como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros). O posto de coronel representa o último degrau e o topo da hierarquia dessas instituições, o que torna essa concorrência extremamente acirrada e de importância estratégica.

O coronel deixa as funções operacionais de campo para assumir o planejamento estratégico, comandando batalhões inteiros, diretorias ou grandes comandos regionais. Os coronéis interagem diretamente com o alto escalão do governo estadual ou federal (como Secretários de Segurança e Governadores), participando da formulação de políticas públicas de segurança. É desse grupo restrito que sai o Comandante-Geral da instituição, o cargo máximo de liderança.

Diferente das promoções iniciais, que consideram bastante o tempo de serviço (antiguidade), a vaga para coronel costuma basear-se fortemente no critério de merecimento. Isso envolve avaliações de desempenho rigorosas, histórico limpo e cursos de aperfeiçoamento. O número de vagas para coronel é altamente limitado por Lei. Conforme a pirâmide militar se estreita, centenas de tenentes-coronéis competem por pouquíssimas cadeiras vazias.

Cinco vagas para o posto de coronel

A Comissão de Promoção de Oficiais (CPO) da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PMMT) definiu, no cenário institucional do estado, a lista dos quinze tenentes-coronéis que disputam as cinco vagas para o posto de coronel.

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O ato administrativo ocorreu no âmbito das avaliações internas da corporação e busca preencher as vagas do posto mais elevado da hierarquia policial militar mato-grossense.

A deliberação oficial abrange todo o Estado de Mato Grosso, reunindo oficiais com atuação estratégica tanto na capital, Cuiabá, quanto em importantes municípios do interior.

As promoções respondem à necessidade contínua de renovação do alto comando militar, garantindo a continuidade do planejamento e da execução das diretrizes de segurança pública.

O processo seletivo foi conduzido de forma criteriosa pela própria comissão especializada da corporação, mediante a análise minuciosa de méritos, histórico funcional e pontuações acumuladas.

A relação reúne oficiais que atuam em unidades da Capital e do interior do Estado. As notas atribuídas pela comissão variam de 5,34 a 4,87.

A maior nota da lista é do tenente-coronel Adão César Rodrigues Silva, comandante regional de Cáceres, com 5,34. Na sequência aparecem, tenente-coronel Paulo Jailson Secchi de Ávila, que atua em Nova Mutum aparece com nota 5,337; Murilo Franco de Miranda, de Tangará da Serra, com 5,327; Fábio Alves Ribeiro, comandante da Rotam, com 5,32; e Oswaldo Marins Rabelo, de Alta Floresta, com 5,29.

Completam a relação Cleiton de Moura Viana, Breno Chaves Nogueira, Nagila de Moura Brandão, Fábio Mota de Souza, Victor Lúcio do Prado, Adonival Coelho de Souza Junior, Bruno Marcel Souza Tocantins, Gyancarlos Paglyneari Cabelho, Jussara Cristina Novacki e Marcelo Moraes de Souza.

Entre os quinze selecionados, destacam-se duas oficiais mulheres: as tenentes-coronéis Nagila de Moura Brandão, do 9º Batalhão, e Jussara Cristina Novacki, integrante da Diretoria de Defesa da Mulher.

O governador Otaviano Pivetta confirmou expressamente que, entre as cinco vagas disponíveis para a promoção, ao menos uma será destinada ao preenchimento por uma mulher.

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A decisão final caberá ao chefe do Executivo Estadual, que receberá uma lista tríplice indicativa para cada vaga e anunciará os novos coronéis no prazo estimado de cinco dias.

Após a oficialização do ato administrativo, os cinco oficiais escolhidos tomarão posse na mais alta patente, assumindo responsabilidades estratégicas na condução da segurança do Estado de Mato Grosso.

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