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Jayme diz que os últimos acontecimentos na politica mato-grossense, podem inviabilizar políticos para eleição de 2018
O ex-governador, ex-senador e atual secretário de Assuntos Estratégicos do Município e cidade vizinha de Cuiabá, Várzea Grande, e um dos lideres do Democratas, Jayme Campos (DEM) disse nesta segunda-feira (15), para o Blog do Valdemir, no desfile Cívico e Militar no encerramento da comemoração ao Jubileu dos 150 Anos de Fundação da Cidade de Várzea Grande, que ainda é "prematuro" as conversações para saber quem irá disputar as eleições majoritárias em 2018, quando será escolhido o novo governador do estado e dois senadores.
“Quando você fala em eleição, acho que é muito precoce e muito prematuro. Falar em eleição hoje, neste exato momento eu acho que nós estamos atropelando o processo. Vamos pensar em eleição a partir de março do ano que vem o que é natural”, disse.
Quando diz que é "prematuro", é porque o democrata, acredita que os possíveis nomes à candidatos ao Governo, ventilados até agora, podem ficar inviabilizados no próximo ano, por causa dos últimos acontecimentos que, vem atingindo a politica mato-grossense e, principalmente com a possível confissão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), "temos que aguardar, tem ainda a possibilidade da confissão de Silval, então, tem muita água pra correr em baixo da ponte”, disse Jayme. Para ele, até mesmo os nomes de possíveis candidatos ao Governo, ventilados até o momento, podem ficar inviabilizados no próximo ano.
Apesar de afirmar que só vai pensar em eleição no próximo ano, Jayme disse que “o governador Pedro Taques, (PSDB) e Antônio Joaquim presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, (TCE/MT), deverão disputar as eleições do próximo ano, o governador Pedro Taques é candidato natural à reeleição, fala-se ainda no presidente do TCE, Antônio Joaquim, e te digo mais, ainda irão surgir outros nomes com possibilidade de disputar o governo”.
E foi além, dizendo que o governador Pedro Taques (PSDB) é favorito à reeleição, nas eleições do próximo ano, por possuir experiência na administração do Estado, e que não deve ser subestimado, "no meu ponto de vista, o governador Pedro Taques sai na frente disparado, à medida que ele resolver se candidatar à reeleição. Ele é governador em exercício, diante disso, já tem algumas facilidades, pelo fato de estar exposto na mídia, tendo privilégio de percorrer esse imenso Estado, tentando resolver problemas que tem em Mato Grosso”, disse o líder Democrata.
Jayme diz que os democratas irá apoiar Pedro Taques
O ex-governador afirmou que, o seu partido Democratas estará junto com o governador Pedro Taques em um eventual projeto de reeleição, "todos nos votamos no governador na eleição passada, e hoje estamos junto com ele apoiando e reforçando a base de sustentação, e também os Democratas estão participamos da base de seu Governo, o líder do governo é do nosso partido, e seria contraditório, seria incoerência, lá na frente o DEM, o partido mudar de rumo. Não tenho dúvida alguma que caminharemos juntos”, afirmou Jayme Campos.
O cacique do Democrata lembrou ainda que a possível delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), preso desde setembro de 2015, também deve influenciar no cenário eleitoral. “Temos que esperar pacientemente, temos que esperar, aguardar, tem ainda a possibilidade de delação do ex-governador Silval Barbosa, então, tem muita água pra correr em baixo da ponte”.
Sobre a matéria que foi ao ar pela TV Globo no programa do “Fantástico”, na noite deste domingo, sobre as denuncias que envolveram políticos, jornalistas e deputados dos grampos telefônicos, Jayme Campos foi direto e objetivo…”aquilo…aquilo foi um traque”.
Citação da confissão de Silval na reportagem
E por falar do ex-governador, o Blog do Valdemir, aproveita e informa aos nossos internautas que, a confissão de Silval (dia 18/5), têm deixado muitas pessoas importantes da nossa sociedade preocupados por dois motivos, o primeiro: a “apresentação” dos novos advogados, aqueles que prometem mudar a postura do réu e tentar livrá-lo do Centro de Custodia de Cuiabá (CCC). Sabe-se que são de Brasília, mas todos desconhecem até o momento qual será a linha de defesa do ex-governador e no que ela acarreta. Mas o que tem realmente levado a perca de sonos, é a incerteza quanto ao que será afirmado e quais provas serão apresentadas.
Mas, a nossa equipe antecipa que, Silval, tem colecionado uma boa gama de documentos e registros de atos lícitos ou ilícitos (caso haja) ocorridos nos gabinetes de sua gestão. A grande pergunta é: quem vai entrar nesse "Tsunami"?
Destaques
Povo Rikbaktsa se organiza para receber visitantes em seus territórios
Desde 2024, o povo Rikbaktsa tem avançado na estruturação do turismo de base comunitária nas Terras Indígenas (TIs) Japuíra e Escondido. Entre os dias 13 e 17 de setembro, vão receber visitantes pela primeira vez. A visita-teste representa uma nova etapa desse processo, permitindo colocar em prática os roteiros, avaliar a experiência e orientar os próximos passos para a implementação da atividade nas modalidades de etnoturismo e observação de aves.
Mais do que preparar os espaços, essa é uma oportunidade para a comunidade experimentar, refletir e aprimorar coletivamente os processos internos para seguir recebendo visitantes em seus territórios sem afetar a dinâmica de vida das aldeias.
Os Rikbaktsa têm dado um passo de cada vez na construção do seu turismo de base comunitária, passando pelo levantamento dos potenciais turísticos; oficinas e capacitações; elaboração de roteiros e cardápios; definição de protocolos e regras para a visitação; e planejamento operacional.
A expectativa é que a atividade seja estruturada para promover encontros e trocas respeitosas entre visitantes e indígenas, valorizando saberes, culturas e modos de vida por meio de experiências conduzidas pela comunidade. Sob essa perspectiva, foram definidas trilhas de observação de aves em áreas estratégicas para apoiar o monitoramento territorial e as mulheres Rikbaktsa trocaram ingredientes e receitas da culinária tradicional para criar cardápios para os visitantes.

O objetivo da visita-teste é colocar em prática todo esse planejamento.
“Para que tudo aconteça de uma maneira organizada e para o turismo dar certo dentro do território, a gente resolveu fazer um teste para ver se realmente a comunidade está pronta. É a primeira vez que a gente vai trabalhar com turismo aqui no território, então pra gente é uma ferramenta nova. Foram divididas as responsabilidades e agora estamos fazendo um mutirão“, comentou Rogederson Natsitsabui, jovem liderança da TI Japuíra.
Esse mutirão envolve diferentes frentes de trabalho. Estão sendo realizadas pequenas reformas em banheiros e cozinhas comunitárias, construção de algumas casas tradicionais para acomodar os visitantes e preparação de trilhas que integram os roteiros de visitação. Também foi definida uma equipe administrativa para cuidar da logística e do levantamento de custos, enquanto a coordenação organiza os mutirões nas aldeias e o trabalho de guias, cozinheiras, pescadores e demais pessoas envolvidas na atividade.
“Estamos preparando um lugarzinho onde vamos contar as histórias. A gente está bem adiantado nessa questão de turismo, várias coisas a gente já se organizou. Eu, por exemplo, vou atender o pessoal na balsa e trazer até aqui na aldeia [Pé de Mutum]. E os outros vão estar fazendo outras coisas, cada um sabe das suas responsabilidades“, explicou Márcio Wauria Rikbakta, outra jovem liderança que acompanha desde o início o processo de estruturação da atividade.
O turismo de base comunitária, quando construído de forma coletiva e alinhado aos modos de vida dos povos indígenas, é um instrumento que contribui com a geração de renda, a governança, a valorização dos saberes tradicionais e a qualidade de vida, mas é importante que seja adaptado ao calendário tradicional Rikbaktsa, que inclui festas, rituais, afazeres cotidianos, caça, coleta, enfim, tudo que compõe seu modo de vida.
“Turismo numa perspectiva de ferramenta de gestão territorial. Além da geração de renda sustentável, pode ser uma atividade que os leve a atingir outros resultados, como a valorização da cultura, o fortalecimento da língua, a aproximação dos jovens e uma perspectiva de futuro por meio da ancestralidade“, destacou Camila Barra, consultora para negócios comunitários e gestão territorial, que conduziu algumas formações e tem acompanhado de perto esse processo de estruturação.
A estruturação do turismo de base comunitária está prevista no Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) do povo Rikbaktsa e sua implementação é um dos eixos do projeto Berço das Águas, realizado pela Operação Amazônia Nativa (OPAN) junto aos povos Rikbaktsa e Apiaká, com patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Esta é a quarta edição do projeto, que tem apoiado, desde 2011, a gestão territorial de diferentes povos na bacia do rio Juruena.
Composto por pactuações e acordos internos, o PGTA é um documento elaborado pelo povo que pensa a gestão das terras indígenas em aspectos sociais e ambientais.
É um instrumento de luta política e autonomia que reúne as principais diretrizes no que diz respeito à história, organização social e política, cultura, educação, saúde, geração de renda, vigilância, monitoramento e soberania alimentar.
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