Destaques
Pagot será ouvido na CPI das Obras da Copa no dia 29
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa do Mundo se reuniu na manhã dessa terça-feira (22) na sequência das oitivas da primeira fase do sumário de sistematização do processo de investigação das obras da Copa do Mundo de 2014. Dos convocados, dois compareceram e os dois considerados principais depoentes justificaram ausência e remarcaram para o dia 29 deste mês.
“Esses nomes foram encontrados a partir de um estudo realizado pela equipe técnica da CPI”, justificou o presidente em exercício da comissão, deputado Silvano Amaral (PMDB).
Para a reunião, foram convocados o ex-secretário estadual de Esportes (em 2010), atual deputado estadual Baiano Filho (PMDB); o ex-secretário-adjunto de Esportes (em 2010), Laércio Arruda; superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) da época, Luis Antonio Pagot; Francielli Leão (ex-assessora de Pagot); o presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Carlos Orione e o membro do Comitê Organizador da Copa, ex-secretário Pedro Nadaf.
De todos os convocados, apenas Laércio de Arruda e Baiano Filho compareceram à oitiva, os demais justificaram ausência para os membros da CPI. Pagot garantiu sua participação no dia 29 deste mês, assim como Pedro Nadaf. Já Francielli não enviou comunicado sobre sua ausência e Carlos Orione, por problemas de saúde, será representado por uma de suas filhas.
Durante os depoimentos de hoje, foi destacado que tanto Laércio de Arruda quanto Baiano Filho, pouco acrescentaram para os membros da CPI sobre as Obras da Copa.
O primeiro a depor foi Laércio de Arruda, que esclareceu sobre o período de criação da Agecopa e, posteriormente, do Comitê Organizador, quando estava ausente de qualquer cargo público. “Em janeiro de 2011, deixei a subsecretaria e me afastei de todas as discussões sobre a Copa, por isso não tenho como colaborar com qualquer informação. Não vi e nem presenciei obras”, revelou ele.
Ao final, o deputado Wagner Ramos (PR), membro da CPI, questionou Laércio sobre a existência de um caderno de encargos das obras da Copa. “Não tinha acesso a esses documentos e nem sabia se existia esse plano de ação”, definiu ele.
Vale lembrar que o sumário envolvendo as Obras da Copa contém cerca de 180 folhas e foi dividido na seguinte formação: Título 1 – Contextualização; Capítulo 2 – Processo Cuiabá sede; Seção 1 – A candidatura de Cuiabá sede; Subseção 1 – Histórico; Subseção 2 – Caderno de EncargosPrimeira Etapa do Processo de escolha.
Baiano Filho fez uma explanação da escolha de Cuiabá como sede dos jogos da Copa. Também relatou como Cuiabá foi selecionada como uma das sedes para organizar os jogos do mundial, e ainda o real motivo da extinção da Agecopa.
“Ela (Agecopa) acabou porque foi criada uma estrutura forte para organizar os trabalhos. Naquela oportunidade, Mato Grosso ganhou a vaga devido a boa relação com o governo federal”, afirmou Baiano Filho.
Também participaram da CPI desta terça-feira os deputados Mauro Savi (PR), Max Russi ((PSB) e Dilmar Dal Bosco (DEM). A próxima reunião está marcada para acontecer no dia 29 deste mês, à 9 horas, no auditório Milton Figueiredo.
Destaques
Avanço silencioso e letal da “Meningite” em Mato Grosso
O avanço expressivo dos diagnósticos de meningite em Mato Grosso acendeu um alerta epidemiológico e mobilizou as autoridades de Saúde Pública nas últimas semanas. O crescimento das notificações da enfermidade gerou uma forte onda de preocupação coletiva entre médicos, educadores e, sobretudo, pais e responsáveis. O temor justifica-se pelo caráter fulminante da patologia, cuja evolução rápida exige vigilância constante da sociedade civil para evitar o colapso no atendimento e a proliferação descontrolada de novos vetores infecciosos em ambiente escolar e comunitário.
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) identificou formalmente a crise por meio de análises laboratoriais e monitoramento de rede assistencial. O órgão governamental constatou que o território mato-grossense enfrenta uma expansão geométrica no contágio da doença se comparado aos índices históricos do estado. A identificação desse cenário epidemiológico adverso permitiu a compilação de dados centralizados, os quais servem de embasamento técnico para que os gestores públicos estruturem campanhas de conscientização e distribuam insumos hospitalares de maneira estratégica.
Os municípios mato-grossenses concentram a totalidade das notificações registradas, evidenciando que o perigo epidemiológico ultrapassou os limites geográficos das grandes metrópoles. Cuiabá lidera o balanço estatístico estadual com 13 ocorrências consolidadas, seguida de perto por Rondonópolis e Várzea Grande, que somam 5 registros cada uma.
O mapeamento da interiorização da doença inclui ainda cidades de relevância econômica como Cáceres e Sorriso, com 4 casos computados em cada território, além do município de Sinop, que contabiliza 3 positivações.

O mais recente boletim oficial detalhado sobre a evolução da patologia foi publicado pelos canais de comunicação do Governo do Estado nesta última quinta-feira (29). A divulgação sistemática desses relatórios técnicos cumpre um papel fundamental na transparência da gestão pública e no direcionamento de ações profiláticas imediatas. A escolha dessa data específica para a atualização dos índices reflete o fechamento do ciclo epidemiológico semanal analisado pelas equipes de Vigilância Sanitária.
A etiologia da Meningite baseia-se em uma severa inflamação das meninges, que constituem as membranas protetoras responsáveis pelo revestimento do cérebro e da medula espinhal do indivíduo. Esse processo inflamatório agudo destrói tecidos essenciais e bloqueia a circulação do líquido cefalorraquidiano, sendo desencadeado pela invasão de agentes patogênicos diversos, tais como bactérias, vírus ou fungos.
A gravidade da infecção reside justamente na agressividade desses microrganismos, que atacam o sistema nervoso central de forma devastadora.
O contágio ocorre principalmente por meio de vias respiratórias, através de gotículas de saliva expelidas por indivíduos infectados, ou pela exposição prolongada a ambientes fechados e sem a devida ventilação. Fatores sazonais e a aglomeração urbana potencializam a transmissibilidade do agente infeccioso entre a população de risco. Uma vez instalado o microrganismo no hospedeiro, o período de incubação biológica transcorre em um intervalo que varia de três a cinco dias até a manifestação inequívoca dos sinais clínicos.
O balanço estatístico atualizado aponta a ocorrência de 53 casos confirmados da doença e um total de oito mortes computadas em todo o território de Mato Grosso. Os novos exames laboratoriais processados revelaram um acréscimo de sete contaminações adicionais em relação ao monitoramento governamental imediatamente anterior, o qual estipulava 46 positivações.

Embora o volume de infecções tenha apresentado essa oscilação ascendente e preocupante, o quantitativo absoluto de óbitos permaneceu estabilizado na marca de oito perdas humanas.
O principal fator de letalidade decorre da similaridade perigosa entre os sintomas iniciais da Meningite, caracterizados por vômitos, dores cefálicas e febre alta, e os indícios de uma intoxicação alimentar comum. Essa analogia clínica superficial induz familiares e profissionais de medicina a equívocos diagnósticos fatais, retardando a internação adequada.
Como a janela temporal entre a vida e a morte restringe-se a apenas uma hora após o início das crises graves, a ausência de antibioticoterapia imediata sela o prognóstico trágico dos pacientes.
As faixas etárias mais vulneráveis compreendem extremos geracionais distintos, concentrando-se em idosos situados entre 50 e 64 anos, grupo que lidera com dez casos confirmados. A fragilidade imunológica também atinge a infância, registrando nove casos em crianças de 5 a 9 anos e oito ocorrências em bebês com idade inferior a um ano.
O dado mais alarmante recai sobre o segmento infantil de 5 a 9 anos, que concentra três dos oito óbitos totais, demonstrando a agressividade da doença no organismo infantil.
A contenção definitiva do surto exige que a população procure assistência médica hospitalar imediata diante do surgimento de rigidez na nuca, sonolência excessiva ou manchas purpúreas cutâneas. Os profissionais da vigilância epidemiológica reforçam a necessidade de ampliação da cobertura vacinal e do isolamento preventivo de pacientes suspeitos nas unidades de pronto atendimento.
O combate eficaz à propagação da Meningite depende diretamente da rapidez na busca por socorro especializado e da correta higienização diária das mãos.
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