DESCOBERTO PELA POLICIA EM MT
Polícia Federal desarticula 2º QG das “Fake News” contra Mauro Mendes
Neste sábado (1º) na Capital Cuiabá, foi deflagrada pela Polícia Federal (PF), em conjunto com a Polícia Civil nas vésperas da eleição, mais uma fase da “Operação Misinform”, para cumprimento de mandado de busca e apreensão domiciliar em Cuiabá, em combate a disseminação de conteúdos falsos contra um candidato ao pleito eleitoral do estado.
Na manhã desta quarta-feira (28), uma ação conjunta entre a Policia Federal (PF), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagraram, a “Operação Misinform“, no cumprimento de mandado de busca e apreensão contra uma pessoa, que já era investigada por disseminar vídeos com notícias falsas contra o governador Mauro Mendes Ferreira (UB), candidato à reeleição, e seus familiares.
O mandado foi cumprido pela equipe da Polícia Federal da cidade de Rondonópolis, cidade localizada cerca de 212 km ao Sul da Capital Cuiabá, a “Operação Misinform“, contou com apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), da Polícia Civil.

Na manhã deste sábado (1), a Polícia Federal e a Polícia Civil de Mato Grosso, deflagrou mais uma ação, com mandato de busca e apreensão em uma residência da capital mato-grossense, que estaria sendo utilizada para distribuição de material “Fake News” contra o candidato à reeleição ao governo Mauro Mendes (UB). Esta é a 2ª vez em menos de 3 dias que um QG de Fake News é alvo de ações da Policia Federal.
Foram apreendidos na residência: pen drives, notebooks, tablets, celulares e várias anotações que corroboram o teor da investigação, além de ser lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra o investigado, em virtude da localização de uma porção de maconha para consumo próprio.
João Paulo Firpo, delegado Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), da Polícia Civil, disse que a “Operação Misinform“ tem o objetivo de combater a desinformação e “Fake News“, e crimes contra honra, praticados contra um dos candidatos ao governo do estado e seus familiares.
“As investigações tiveram início na DRCI para apuração de fake news e, após constatação de que se tratava de crime eleitoral, o conteúdo apurado foi enviado à Polícia Federal, que tem a competência por lei para investigar delitos dessa natureza”, explicou o delegado.
O delegado da Policia Federal (PF), na cidade de Rondonópolis, Otávio José Lima de Oliveira, destaca que a integração entre as duas instituições de Polícia Judiciária foi importante para chegar a esse resultado nesta ação de combate às “Fake News“, especialmente no período de eleições.
“Por meio da atividade conjunta foi possível alcançar o êxito em todas as diligências policiais realizadas”, disse.
Otávio José Lima de Oliveira, destacou ainda que o investigado foi conduzido para a Superintendência da Polícia Federal em Cuiabá para as providências cabíveis.
Nome da operação
Misinform significa desinformação em latim.
Destaques
Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso
Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.
O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.
A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.
As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.
De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.
Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.
A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.
O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.
O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.
A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.
Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.
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