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Novo capitulo da novela VLT: Com o time atual, representado pelos protagonistas Taques e Wilson, os trabalhos serão retomados em junho
O Blog do Valdemir avisa: estamos com mais um capitulo da novela "VLT Cuiabá-Várzea Grande". Com a "missão" cumprida, no Plenário de sessões na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Wilson Santos (PSDB), retorna para a Secretaria de Cidades (Secid), "minha missão em relação ao relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa foi cumprida. Agora, tenho meu compromisso com o governador de que eu retornaria", disse o parlamentar tucano.
Na entrevista concedida a uma emissora de Rádio de Cuiabá, Wilson Santos, afirmou que as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) serão retomadas no próximo mês, começando pelo trecho Aeroporto Marechal Rondon, em várzea Grande, até a região do Porto, em Cuiabá.
“A expectativa nossa é que agora, em meados de maio, os ministérios públicos possam oferecer o parecer. Se esses pareceres forem favoráveis, essa documentação vai para a Justiça Federal. O titular da ação é o juiz Ciro Arapiraca e ele homologando isso (vamos trabalhar com as possibilidades), até o dia 15 de maio, os ministérios públicos se pronunciam, vamos torcer que seja favorável. Vai ao juiz, mais 10 ou 15 dias para a homologação. Quer dizer, nós teremos a homologação na primeira quinzena de junho e aí, em 30 dias, nesse trecho Aeroporto/Porto vai ser retomada a obra”, disse.
No momento, a maior resistência quando à retomada das obras, ocorre por parte do Ministério Público Federal (MPF) que, no dia 6 de abril, recomendou ao Estado que não demolisse as casas da Ilha da Banana, na região da Prainha, o que estava previsto para ocorrer no dia 9 de abril e acabou suspendido pela Secid.
A região abrange uma área de 5,9 mil metros quadrados e 15 imóveis, dos quais 11 já pertencem ao Estado. Outros quatro foram desapropriados e os donos indenizados, mas estes contestam na Justiça.
Com relação a resistência por parte do Ministério Público Federal, existe a alegação de que o local trata-se de patrimônio histórico, o que foi apontado por uma nota técnica contestada por Wilson Santos,"chegou a nota técnica pela Luciana Sampaio Venceslau, que sequer pôs o pé aqui para verificar. Ela fez o parecer de Brasília. A nota técnica é uma coletânea de citações de livros, cita a Carta de Atenas de 1931”, criticou.
Entretanto, Wilson Santos na entrevista afirmou que existe por parte do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) uma autorização para a demolição, desde que seja preservada uma parede, que foi tombada em 1987.
“Ali na Ilha da Banana existe apenas uma parede. A parede frontal do antigo Hotel Bahia, que depois passou a ser Casa Singer. A única exigência do IPHAN é que ao demolir os demais imóveis, preserve-se essa parede. Inclusive, na demolição não pode ser usado explosivo de forma nenhuma, nós vamos fazê-la manualmente e mecanicamente. E ali próximo a essa parede, o IPHAN faz uma ressalva: não use nenhuma máquina a uma distância mínima de 10 metros. Então, vai ser feita demolição manual em torno daquela parede para conservá-la. Tirando aquela parede, todo o resto não tem nenhuma característica história e nem artística para ser preservada”, explicou.
Mesmo não concordo com a recomendação do Ministério Público Federal, o tucano Wilson Santos afirmou que vai acatá-la até que se chegue a um consenso e à homologação do acordo da Secid com o Consórcio VLT na Justiça. “Eu vou solicitar do MPF uma nova audiência e vamos fazer esse convencimento de forma tranquila e civilizada”, pontuou.
Wilson Santos declarou que a intenção do governo é evitar conflitos, uma vez que as relações entre Estado e órgãos de fiscalização ocorreram de forma contínua, "a gente entende que nós vamos conviver com o Ministério Público Federal pelos próximos 30 anos, então, nós não queremos, nesse momento e nem em nenhum outro momento, inflamar essa relação. Nós vamos aguardar o parecer definitivo do Ministério Público Federal sobre o acordo que fizemos com o Consórcio VLT e nós vamos acatar a recomendação do MPF em que pese não concordarmos com ela”, afirmou.
Em relação alegado pela nota técnica do Ministério Público Federal, que o Veículo Leve sobre Trilhos tiraria a visibilidade da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, Wilson Santos rebateu dizendo que ocorrerá o contrário, "vai aumentar a visibilidade porque nós vamos fazer uma praça, não vai ter mais aquela rua que desce carro, desce caminhão. Aquela rua não vai mais existir. Aquela rua nós vamos jogar para o outro lado e vai ser incorporado todo aquele lado da Igreja do Rosário. Vai ser para o pedestre, vai ser tudo um calçadão incorporado ao patrimônio da igreja”, esclareceu o tucano.
Outro questionamento do Ministério Público, é que o VLT não teria condições de subir a Prainha em direção à Avenida Coronel Escolástico, o secretário-adjunto das Obras do VLT, José Piccolli Neto disse, "com relação a essa alegação do Ministério Público, isso não é verdade porque no Rio, na saída do Aterro do Flamengo à chegada no Santos Dumont (aeroporto), nós temos uma rampa de 6% e o VLT sobe tranquilamente. Aqui, o VLT tem duas rampas na Ilha da Banana e da Trincheira Luiz Felipe com rampas de 8%. E segundo a Kaff, fabricante espanhola dos trens, ele tem capacidade de subir rampas de até 11%. Então isso não é verdade”, finalizou Piccolli.´
Internautas do Blog do Valdemir, aguardem: brevemente um novo capítulo, estará esperando por você, e aqui estaremos antecipando os roteiros da novela mais longa de Mato Grosso.
Destaques
Polícia Militar define finalistas para o topo da carreira institucional
A disputa por uma vaga de coronel é o ponto culminante da carreira dos oficiais militares e das forças de segurança públicas (como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros). O posto de coronel representa o último degrau e o topo da hierarquia dessas instituições, o que torna essa concorrência extremamente acirrada e de importância estratégica.
O coronel deixa as funções operacionais de campo para assumir o planejamento estratégico, comandando batalhões inteiros, diretorias ou grandes comandos regionais. Os coronéis interagem diretamente com o alto escalão do governo estadual ou federal (como Secretários de Segurança e Governadores), participando da formulação de políticas públicas de segurança. É desse grupo restrito que sai o Comandante-Geral da instituição, o cargo máximo de liderança.
Diferente das promoções iniciais, que consideram bastante o tempo de serviço (antiguidade), a vaga para coronel costuma basear-se fortemente no critério de merecimento. Isso envolve avaliações de desempenho rigorosas, histórico limpo e cursos de aperfeiçoamento. O número de vagas para coronel é altamente limitado por Lei. Conforme a pirâmide militar se estreita, centenas de tenentes-coronéis competem por pouquíssimas cadeiras vazias.
Cinco vagas para o posto de coronel
A Comissão de Promoção de Oficiais (CPO) da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PMMT) definiu, no cenário institucional do estado, a lista dos quinze tenentes-coronéis que disputam as cinco vagas para o posto de coronel.
O ato administrativo ocorreu no âmbito das avaliações internas da corporação e busca preencher as vagas do posto mais elevado da hierarquia policial militar mato-grossense.

A deliberação oficial abrange todo o Estado de Mato Grosso, reunindo oficiais com atuação estratégica tanto na capital, Cuiabá, quanto em importantes municípios do interior.
As promoções respondem à necessidade contínua de renovação do alto comando militar, garantindo a continuidade do planejamento e da execução das diretrizes de segurança pública.
O processo seletivo foi conduzido de forma criteriosa pela própria comissão especializada da corporação, mediante a análise minuciosa de méritos, histórico funcional e pontuações acumuladas.
A relação reúne oficiais que atuam em unidades da Capital e do interior do Estado. As notas atribuídas pela comissão variam de 5,34 a 4,87.
A maior nota da lista é do tenente-coronel Adão César Rodrigues Silva, comandante regional de Cáceres, com 5,34. Na sequência aparecem, tenente-coronel Paulo Jailson Secchi de Ávila, que atua em Nova Mutum aparece com nota 5,337; Murilo Franco de Miranda, de Tangará da Serra, com 5,327; Fábio Alves Ribeiro, comandante da Rotam, com 5,32; e Oswaldo Marins Rabelo, de Alta Floresta, com 5,29.
Completam a relação Cleiton de Moura Viana, Breno Chaves Nogueira, Nagila de Moura Brandão, Fábio Mota de Souza, Victor Lúcio do Prado, Adonival Coelho de Souza Junior, Bruno Marcel Souza Tocantins, Gyancarlos Paglyneari Cabelho, Jussara Cristina Novacki e Marcelo Moraes de Souza.
Entre os quinze selecionados, destacam-se duas oficiais mulheres: as tenentes-coronéis Nagila de Moura Brandão, do 9º Batalhão, e Jussara Cristina Novacki, integrante da Diretoria de Defesa da Mulher.
O governador Otaviano Pivetta confirmou expressamente que, entre as cinco vagas disponíveis para a promoção, ao menos uma será destinada ao preenchimento por uma mulher.
A decisão final caberá ao chefe do Executivo Estadual, que receberá uma lista tríplice indicativa para cada vaga e anunciará os novos coronéis no prazo estimado de cinco dias.
Após a oficialização do ato administrativo, os cinco oficiais escolhidos tomarão posse na mais alta patente, assumindo responsabilidades estratégicas na condução da segurança do Estado de Mato Grosso.
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